sexta-feira, 31 de julho de 2009

Nota de Esclarecimento


A postagem anterior deu o que falar...
E eu gostaria de dizer algo a respeito, embora eu nem precisasse...
Mas, eu quero. E o que eu quero, aqui no meu Universo é o que vale. Por isto mesmo é meu!!! E ponto.
Aqui, eu sou o Sol! Sem pretender ser mais do que ninguém. Não se trata disto!
Bom, para explicar melhor, eu quero dizer do motivo de eu haver criado este Blog.
É que eu havia acabado de levar o famoso "pé na bunda" - Desculpem a expressão, mas é que não há melhor para dizer...
E eu estava me sentindo muito mal. O problema todo é que eu passei um ano muito difícil e, tombo atrás de tombo, eu quebrei e este Blog foi a maneira que eu encontrei para ver os caquinhos de forma mais panorâmica a fim de juntá-los todos.
Para mim, não importa o tempo. Quem está próximo a mim e sabe da história toda, sabe que foi curta a minha última história. Não importa isto para mim. Porque eu vivi. Eu senti. E só posso dizer daquilo que eu sinto. Não posso falar do outro... "Coração dos outros é terra em que ninguém anda", já dizia meu avozinho lindo...
Este Blog é meu grito. Meu desabafo. O que sinto está aqui. Para quem quiser ver. Para quem quiser comentar. Ele é como minha voz chegando sei lá onde... Porque eu não posso usar a garganta para ferir ouvidos com as garras do meu coração. Ele é uma fera enjaulada.
Embora eu não goste de postagens anônimas, eu respeito quem não deseja se mostrar. E permito que digam o que quiserem. Só modero com o intuito de evitar palavras impróprias e grosseiras. E só!!!
As palavras que aqui existem são aquecidas pelo que eu sinto!
E, sim! Eu sinto mesmo! Amo mesmo! Ainda que saiba que não há o que esperar, eu espero enquanto o meu coração quiser esperar! E vou seguindo adiante. Meus pés feridos e eu andando. E ando mesmo!!! Embora, muitas vezes, devagar quase parando!!!
Em alguns momentos um pouco triste, em outros alegre, porém, sempre caminhando.
E, se acham que sou romântica, que sou tola, que estou perdendo tempo, eu quero dizer: É minha vida!!! Minha existência, minha história, meus sentimentos... Não posso - e não vou - negá-los.
NÃO VOU!!!
E, doa a quem doer. Até em mim.
Por isso eu agradeço muito a todos os comentários, agradeço puxões de orelha, as chacoalhadas, as verdades que sei que são verdades, verdades que sei que não são verdades para mim, agradeço seu choro, seu riso... Eu tenho o maior prazer quando entro aqui e vejo que alguém se deu o trabalho de ouvir.
Porque sei que ninguém tem a obrigação de prestar atenção ao que digo. Este é meu Universo e AQUI eu tenho importância. Mas, fora daqui, eu sou menos que um grão de areia. Sou insignificante...
Então, em resumo: Quero e vou continuar a escrever para me entender. E, mesmo que não consiga, eu sei que alguém entenderá e me dirá.
Obrigada... De coração, agradeço.
Beijos enormes!!!

quarta-feira, 29 de julho de 2009



"Escrever é um aprendizado, assim como viver é um aprendizado."
Clarice Lispector

Bom, acredito que nem tenho o que dizer a respeito da frase acima. Foi extraída das memórias do que assisti na peça Simplesmente Eu - Clarice Lispector com a Beth Goulart.
Certamente o espetáculo em questão renderá ainda muitos comentários, mesmo porque repetirei a dose na companhia do amável - sempre ele - Paulo, na próxima quinta.
Este trecho me chamou muito a atenção porque é bem assim que eu penso.
Aliás, eu penso muuuuuuuuuuuito. Mesmo. Coisa para pirar, muitas vezes. Ando muito agitada ultimamente com tantos acontecimentos.
Nem tenho tido muito tempo para escrever. E, não raro, eu começo e simplesmente as ideias vem todas na minha cabeça, como um turbilhão de águas desorganizadas caindo nas profundezas de um lago de superfície espelhada, encrespando toda a superíficie.
Porque eu sou um pouco isto... Acho que eu sou um pouco lago. Uma calma aparente. Mas que, na verdade, esconde uma correnteza poderosa. E, muitas vezes, toda essa estrutura acaba por ser inundada com essas cascatas de pensamentos.
Penso que são como degelos de montanhas de memórias, lembranças, palavras silenciadas. Tudo isto junto, no mesmo lugar e agora.
De vez em quando, uma avalanche acontece e daí, não é como um processo natural. Sim, o degelo é natural quando o sol aquece as montanhas, mas a avalanche é fruto de um certo desequilíbrio provocado pelo excesso de gelo que se acumulou.
Quando as avalanches acontecem em mim, eu caio das alturas... Acho que foi mais ou menos isto que aconteceu tempos atrás. Porém o que tem acontecido agora é que sinto dentro do meu coraçãozinho que esta aparente desorganização das ideias, chacoalhadas pela cachoeira que invadiu a minha vida, é mais que natural.
Assim, mesmo sem me sentir muito em condições de escrever agora, eu escrevo na tentativa de aprender com a posterior leitura dessas linhas.
A vida é a mesma coisa. Ela é o macro desse microcosmo que é a palavra. Esse Universo discreto e silencioso que grita suas experiências para a existência.
O hoje é vivido para que um dia lembremos do ontem. O ontem, nada mais é do que a leitura do hoje. E o hoje, a leitura do amanhã.
E vamos tentando aprender com nossos erros, da mesma forma como um dia, posso entrar aqui e refazer todo este texto, ou parte dele. Mas, não mudará o sentido daquilo que foi. Mesmo porque ele já existiu fisicamente de um modo e nada fará ser diferente.
Se a escrita, por um lado, nos dá a chance de voltar atrás para reescrever a si mesma, a vida não nos oferece a mesma chance, porém, nos dá a oportunidade de olhar para o que passou, na tentativa de não cometermos os mesmos equívocos.
Como eu já disse antes, ela é como uma estrada que, a cada passo, vai se desmanchando atrás de nós. Não dá para trilhar o caminho novamente, restando a nós outros infelizes-felizes, a única alternativa de seguir em frente.
Há os que param, é verdade, mas aí a vida não acontece e nada muda.
Nesta história natural, de lagos, montanhas, sol e neve, podemos nos deliciar com tamanha beleza da vida. E eu posso, graças a meu bom Deus, escrever.
Para que um dia eu tente compreender aquilo que fui, e tente viver o que sou, a fim de que o que serei tome forma.
Tomara que eu seja daquelas pessoinhas que preferem, ao caminhar, refletir do que viver tropeçando em pedras, e que, não obstante, eu também caia de vez em quando para ser mais sábia.

Beijos enormes do meio da minha confusão mental...

Tá aí: Vocês estão tendo a oportunidade de conhecer uma pequenina chuva de meteoros passando pelo meio do Universo!!!

sábado, 25 de julho de 2009

Asas de Borboleta...



Estou ainda meio zonza, sem saber o que aconteceu comigo ontem... Para muitos, entretanto, seria tão banal. Mas, nada para mim, agora, é banal.
Ontem, fomos eu e o Paulo - pessoa mais que linda - assistir à peça Simplesmente Eu - Clarice Lispector, com a Beth Goulart. Estou meio que sem saber o que dizer a respeito, porque tantas e tantas palavras foram ditas ali e nenhuma delas foi sem sentido para mim.
Todas, sem exceção, saíram de dentro de mim também. É como se aquelas palavras de Clarice, imediatamente, tomassem conta de mim como que por um encanto.
Estou, literalmente, encantada! Fascinada, maravilhada!
Foi tão mágico, mas tão mágico, que até caíram umas gotas de chuva ontem... Por mais incrível que possa parecer. Dava para contá-las no vidro do carro, mas foi o suficiente para que uma imponente sibipiruna que fica aqui nas proximidades de casa renovasse suas roupas inteiramente... Toda de folhinhas novas!!!
Sinto-me assim, hoje. Como se, ao cheiro das águas, tudo se houvesse feito novo.
Digo e repito, Paulo, minha alma ontem ficou um bocado melhor. Mais completa, eu diria. Pois, muito do que estava nu dentro dela foi vestido com as lindas palavras ditas naquele espetáculo.
Estou como a personagem Dona de Casa, da qual nem lembro mais o nome... Segurando as asas de uma borboleta, como quem deseja segurar o instante para que não se vá...
Minha mente e meu coração estão lá ainda, naquela sala de teatro ouvindo cada palavra dita ali. E, de tão frágeis que são as lembranças eu as seguro delicadamente por entre meus dedos. Mas, tenho medo de machucá-las... Por isto, solto-as aqui, nestas linhas. Todavia, em meu coração, seu pó mágico também está. Encantando-me, com cada memória guardada no som daquela alma tão... Tão, como posso dizer? Tão... Ai, meu Deus, faltam-me as palavras!!! Tão... Ah! Achei!!!
Tão Clarice!!! Claras, como só seu nome poderia ser...
Obrigada, mais uma vez, amigo querido!!!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Que bunitim!!!

Bom, hoje minha linda nova-amiga Elisa A. autora do delicioso Vou mais leve... me mandou o selinho ao lado... Confesso que fiquei muito surpresa e agradecida, mesmo porque, como já disse diversas vezes passo minhas impressões sem pretensões... Está certo que muitas vezes tenho a pretensão de falar algumas coisas a algumas pessoas, mas eu desejo mesmo compartilhar aquilo que aprendi no intercurso de minha existência a quem quiser me ver e saber o que alguém com parcos 30 anos de existência tem a dizer a respeito de sua própria vida.
Quero viver. Nada mais que isto...
E, vejam só: Mesmo do alto de minha total e completa inignificância no Universo fui considerada "CHIQ"!!! Não é maravilhoso!!!
Estou muito orgulhosa. Mesmo!!!
Elisa, eu indicaria você, certamente!!! Mas, como você já me presenteou com o selinho - porque já o tem - eu farei o que se tem de fazer: Presentearei os que gosto demais e visito assiduamente!!!
Beijo enooooorme, lindíssima parenta (também tenho certeza!!!)
Às do selinho, aí vão as regrinhas passadas pela Leveza:

1 exibir o selinho em seu blog
2 linkar em quem deu o selo
3 Indicar a nota 10 sobre:

País: Brasil
Batom: Malva, O Boticário
Perfume: Beautiful - Esteé Lauder
4.Curiosidade sobre mim: Durmo muito pouco e, não obstante, acordo muito bem disposta... E coitado de quem me acompanha: Detesto, quando acordo, comer sozinha, então, acabo por chamar a pobre criatura para se alimentar junto a mim... Mesmo que fique parecendo um zumbi na minha frente. Do contrário, eu prefiro nem comer...

5.Enviar MSN
6. Indicar 5 blogs para dar o selinho...

Aí vão os meus escolhidos dentre os que sigo assiduamente:


http://contraovicio.blogspot.com/


http://coisasdadoris.blogspot.com/


http://petitretro.blogspot.com/

http://passaroachado.blogspot.com/

http://www.voceselembra.com/




quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Liberdade, Liberdade! Abre as asas sobre nós!"

"E um tribuno disse: 'Fala-nos da liberdade.' E ele respondeu: 'Às portas da cidade e em vossos lares eu vos vi prosternar-vos e adorar vossa própria liberdade, Como escravos que se humilham perante um tirano e glorificam-no embora ele os destrua. Sim, na alameda do templo e à sombra da cidadela, tenho visto os mais livres dentre vós carregar sua liberdade como um jugo e um grilhão.(...)
Na verdade o que chamais de liberdade é a mais forte dessas cadeias, embora seus anéis cintilem ao sol e vos deslumbrem.(...)
E se é um déspota que quereis destronar, verificai primeiro se seu trono erguido dentro de vós está destruído. Pois como poderia um tirano dominar os livres e os altivos se não tivessem tirania na sua própria liberdade e vergonha na sua própria altivez? E se é uma preocupação que quereis eliminar, essa preocupação foi escolhida por vós mais do que a vós imposta. E se é um temor que precisais dissipar, o centro desse temor está em vosso coração e não na mão do temido' (...)"

Gibran Khalil Gibran - O Profeta.


Gibran, mais uma vez...
Tenho pensado muito a respeito de liberdade ultimamente. E no fato de gostamos muito de ser cativos...
Quando Platão escreveu A República e lá contou-nos a história dos seres que vivem acorrentados em uma caverna - o famoso Mito da Caverna -, ele entendeu que todos nós, de alguma forma, somos prisioneiros. Nem que seja de nós mesmos.
E até a liberdade pode ser a corrente de uma prisão.
Isto porque muitos acreditam que liberdade é poder ir e vir a qualquer hora que quiser. É não estar preso em uma cela, ou ainda em casa... Liberdade é, antes, poder se expressar, poder sentir!!!
Quando se tem a perfeita percepção do que é isto é tão maravilhoso!!!
Mas, a verdade é que gostamos de ser presos.
Presos pelo amor, presos pela alegria, presos pela tristeza, pela angústia, pela solidão, pelo medo da solidão, pelo medo simples, pelo medo do medo... Enfim, há milhares de prisões nas quais estamos e nem percebemos...
Por mais maravilhoso que seja amar, o amor pode ser uma das prisões mais cruéis que se pode imaginar. Sim, porque muitas vezes "deixamos", de amar algumas pessoas. Todas as vezes que nos aborrecemos com alguém a quem amamos, simplesmente faz com que o amor morra um pouquinho. Daí entra em ação o perdão. Sabe porque é tão difícil perdoar - fazer o amor brotar novamente? Porque somos ensinados que devemos amar sempre. E, não! Não amamos sempre!!! Muitas vezes, detestamos!!! E, quando nos damos conta disto, ficamos decepcionados... Consoco e com o outro... Conosco porque estamos presos à ideia de que devemos sempre gostar, com o outro porque nos faz sentir assim.
E é bom ser alegre, mas nem percebemos que a alegria é um dos mais pesados grilhões que temos de carregar durante a vida. Sentir-se triste é algo totalmente normal.
Aliás, não nos damos conta de que passamos a ter a obrigação de sermos felizes e bem sucedidos o tempo todo.
Não!!! Digo como veemência: NÃO!!!
Por que não posso chorar de vez em quando? Oras, é tão bom saber que temos esta válvula de escape...
Por que temos de ser sempre tão equilibrados? Se algo nos aborrece, por que temos de fazer o tempo todo uma carinha de "não-aconteceu-nada"?
E é muito interessante o trecho em que o Profeta fala do déspota...
Sim... Quando desejamos nos livrar do jugo de alguém, não adianta que ela simplesmente deixe de existir.
Ela precisa, antes, deixar de existir em nosso coração. Suas correntes precisam deixar de acorrentar nossos sentimentos e nossos pensamentos, até o ponto em que não importa o que faça, simplesmente não fará diferença, porque ela já não existe em nosso coração.
Pode espernear, pode acabar com sua honra, pode ameaçar matar você, pode tirar tudo de você: Não importará mais, porque você é, de fato, livre!!! Não sente mais nada em relação a ela. Nem medo. Nem amor ou ódio... Nada. Aí, sim, você é livre... Nem mágoa conseguirá sentir. Liberdade!!! Ufa!!! Como é bom!!!
Parece cruel e frio, eu sei. Porém, nada pode ser pior do que uma prisão emocional. Nada pode ser pior do que sentimentos a que nos vemos obrigados a sentir. Porque a vida passa depressa demais para que fiquemos atrás de grades das quais nem o tempo pode nos livrar.
Porque uma prisão material é terrível. Porém, por mais longa que ela seja um dia cessará, ainda que com a morte cessará.
E, ademais, podemos ser livres em toda e qualquer situação. Mas não podemos ser livres quando estamos cativos em nós mesmos, com grilhões que nos seguem e perseguem por toda a vida.
Lembram-se da história do cachorro e da galinha morta no pescoço?
Pois é... Muitas vezes essas prisões em que estamos encerrados funcionam como a lembrança do odor repugnante do cadáver que um dia ficou pendurado no pescoço.
Tudo pode nos aprisionar. Tudo. Mas, se você aprende a ter liberdade... Hummmmmm!!!
Sabe o que é uma das melhores cartas de alforria do universo inteiro? VERDADE!!!
Ser verdadeiro com o que sente. Ser verdadeiro com o que faz. Ser verdadeiro com as consequências do que faz. Ser verdadeiro com o que fala, e com a repercussão do que diz.
Isto quer dizer: Se estou triste, estou triste; se amo, amo; se odeio, odeio; se fiz algo que não deveria, sofro as consequências; se falei, assumo o que disse...
Simples assim.
LIBERDADE quer dizer, em suma, VERDADE!!!
Vejam só: Até rimam!!! Hehehehe!!!
Bom com isto tudo, eu só quero desejar, de todo o meu coração, que todos vocês sejam livres!!! Que a verdade os liberte em todos os sentidos, principalmente de vocês mesmos e dos medos - as galinhas mortas - que estão em vocês.
Que nenhum sentimento, por qualquer pessoa que seja, possa lhes causar a dor e o sofrimento de fazer com que você se sinta preso a uma vida que não gostaria de viver.
A vida passa tão depressa... Se nos déssemos conta disso...
Apenas quando verdadeiramente livres é que poderemos saber o verdadeiro sentido daquilo que sentimos... Só quando há liberdade há amor, de fato. Há alegria verdadeira. Risos sinceros... Lembremo-nos disso!!!
Para concluir, quero só dizer: Amo, sim... Mas que o amor que sinto seja liberdade a quem amo!!!
Beijos a todos!!!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia do Amigo!


"Amizade dada é amor".
Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas.


No dia 25 de maio eu escrevi um texto em que eu falava a respeito do Par Perfeito. Era um texto a respeito do amor. Falava do amor entre homem e mulher, porém, mais do que isto, falava sobre amizade...
Hojé o o Dia do Amigo. E, quanto mais eu penso a respeito do amor, mais eu me convenço de que a amizade é uma das mais curiosas formas de amor que existe.
Ele tem muitas faces. Pode, inclusive, ser ódio - o avesso do avesso.
Os amigos nascem de muitos lugares. São a família que escolhemos.
Quando são verdadeiros, simplesmente tornam-se nossos irmãos. Muitas vezes são mais do que nossos irmãos.
Durante nossas vidas encontraremos poucos desses e, ao final de nossa jornada, talvez apenas um reste para ajudar-nos a carregar os nossos pesos e nós os dele.
Pode ser que este amigo seja também aquela pessoa que será também o Amor de nossa vida e nosso Companheiro de Existência. Ah, se isto acontece, que maravilhoso é!!!
Mas é tão bom quando achamos um amigo fora desse vínculo eterno!!! Então, teremos dois amigos, não um!!!
Porque é essa pessoa que nos ouvirá quando nosso Companheiro nos irritar, quando for um baita de um @*#$&#*$&@#$*&@$, ou quando fizer "aquela" surpresa...
É aquela pessoa da qual sentiremos falta no dia em que se for...
E, quando fizermos a maior besteira da nossa vida, esse amigo estará lá. Vai dar aquela bronca, mas não sairá de junto de você. E, quando você quebrar ela juntará os seus caquinhos. E vai ajudar a colar.
Porém, nunca, jamais em tempo algum deixará de lhe dizer a verdade só porque dói. Antes, quando lhe disser ainda falará: "É isso mesmo, não adianta não querer ouvir porque eu vou falar!", enxugando suas lágrimas vai lhe dar um abraço apertado e colocar você no colo para continuar chorando...
Gibran disse em seu lindo livro O Profeta que nosso amigo, mesmo longe, continua a ouvir o nosso coração. E é verdade.
Seu amigo verdadeiro pode estar longe, bem longe. Mesmo assim, você saberá que ele está ali. Porque é parte de você. E podemos ficar muuuuuuuito tempo sem nos vermos. Quando nos encontramos novamente parece até que foi ontem que nos falamos... De tanto que tagarelamos sem parar!!!
Digam a verdade: Amigo é tudo de bom... Desde que seja amigo de verdade!!!

Feliz Dia do Amigo a vocês a quem posso chamar de amigo(a) - irmão(ã).
Com todo o amor que dei de presente... E que ganhei também!!!

domingo, 19 de julho de 2009

Souvenirs...

Lembrar...
Como todos os que me conhecem bem de pertinho sabem, eu gosto muuuuuuuuuuuito de pensar.
Minha cabeça não para. Um minutinho sequer. Sempre refletindo. Pensando, pensando, pensando... E, de tanto pensar, vez em quando esbarro nas lembranças.
Elas são o pó dos caminhos que se desfizeram atrás de nós. Ficam sempre lá. O que passou, sim, passou. Porém, algo sempre fica, para que a vida não se esqueça de si mesma.
Até hoje eu ainda não precisei sacudir o pó das minhas sandálias. Mesmo porque tenho andado descalça faz tempo.
Os pés fazem calos. Muitas vezes sangraram, fazendo com que, não só a poeira entrasse em minhas veias por meio dos ferimentos, como também parte de mim ficasse para trás juntamente com o sangue que saiu do meu corpo cansado.
Doeu. Mas também fez calos aqui ou ali...
Hoje estão doendo os meus pés. Feridos e exaustos. Parei um pouco para pensar. E lembrei.
Lembrei do tempo breve em que fui feliz. Muito feliz. Lembrei que desejei demais tudo o que vivi. E vivi.
Lembrei de risos que pareciam que não teriam fim. E lembrei que um dia eu não tive medos.
Lembrei também do dia em que tive medo. E do outro dia em que eles se fizeram reais.
Lembrei do momento exato em que ouvi o subconsciente do amor, trazido pela mais pura onda de sossego: "Amo você, Gabi... Branca!!!"
Lembrei do beijo que se seguiu: "Boa noite, meu Amor... Durma com Deus e guardado!!!"
Lembrei do sono tão doce que dormi...
Então, lembrei-me também das angústias que já trazia comigo. E do medo enooooooooorme que sentia de fazer delas forcas e instrumentos de tortura. Ainda tenho esse medo...
E lembrei da dor de sofrer tudo novamente. Tudo. Mesmo... Solidão, vergonha... Sim, porque agora encontro-me exatamente na mesma posição em que estava... E com aquela vontade de ir embora novamente dentro de mim... Pensei que havia achado meu refúgio... Minha paz... E estou novamente com desejos de fugir do canto que não possuo...
E as lembranças estão aqui. E sei que não adiantará ir para longe ou para perto. Levarei todas comigo, como uma triste bagagem de um viajante sem rumo.
Estou sem norte e com minhas lembranças!!! E com meu pensamentos que me tem levado para looooooooooonge, muito longe de onde estou agora.
Levam-me para lugares lindos... Com sentimentos mais belos ainda... E com sorrisos maravilhosos, ao som de risadas gostosas...
Levam-me a sensações deliciosas, cheiros diversos, aconchegos, flores em algum lugar... Velas: luz de sono... Levam-me ali para perto... Dentro do meu coraçãozinho pequeno e apertadinho, onde tudo fica juntinho, amontoado...
...Tudo em torno de você...
Lembranças... Souvenirs da viagem que eu fiz no dia em que parti para seu mundo...

sexta-feira, 17 de julho de 2009



"Os amigos são o sol da manhã, aquecendo as nossas vidas. São como a chuva mansa a umedecer-nos o chão, abrindo caminho para a plantação. São como os campos verdejantes e benfazejos que, além de trazerem a beleza, também florescem, produzem grãos maravilhosos e matam a nossa fome.
Quanto mais leais e sinceros, tornam-se mais belos e dignos. Eles são como ventos que nos trazem novas sementes.
A amizade é assim, torna-se o embrião mais perfeito para a estruturação do amor, é superior ao tempo e à distância e se manifesta em qualquer lugar".
Jairo Avellar - Babili.


Ontem eu cheguei bem tarde em casa. Não ia abrir minhas correspondências eletrônicas. Estava cansada. Mesmo assim, resolvi abrir. E encontrei um presente lá: O texto que acabo de citar aqui. Dado de presente por... Um amigo queridíssimo que descobri em meus caminhos.
Foram tão bons os momentos que passei... Reencontrei - e encontrei - pessoas tão queridas. Que não via há muuuuuuuuuuuuuito tempo e que não havia visto ainda. Mas, que meu coração jamais deixou de enxergar.
Nesses tempos difíceis que tenho experimentado, eu também provei o amargor de ver que pessoas que eu tanto amava se afastaram. E o que mais dói é saber que não sairão do meu coração.
Porque eu amo muito as palavras para sair dizendo por aí qualquer coisa em vão... Elas me são muito preciosas. Elas simplesmente saem da minha boca porque meu coração transborda...
São minhas válvulas de escape. Por isso mesmo é que eu escrevo.
Como pode ser que alguém no mundo diga a outro alguém que ama sem amar? Como é possível que alguém se diga amigo e, muitas vezes, chamam-nos de irmãos e nos abandonam quando mais precisamos?
Bom, ontem, felizmente, encontrei pessoas que estão comigo há anos... Mesmo longe, estão comigo. De mundos distantes, de perto. Muito tempo sem ver. Mas nenhum dia sequer sem sentir...
Não importa, queridos, o tempo... Ele é nada quando o amor está presente.
Eu costumo dizer que amigos o são conforme as circunstâncias. E acho que é assim, sim! Mas, há os amigos que são mais chegados que irmãos, como diz a própria Bíblia. E irmãos não deixam de ser irmãos. Podemos morrer... E continuarão nossos irmãos.
Quero, entretanto, dizer de minha saudade... De você, amiga, que está looooooooooooonge... E da outra que está loooonge, mas nem tanto...
Sinto tanta falta de vocês!!! Queria ter o poder de viajar no tempo e no espaço só para ficar pertinho de vocês.
E, queria tê-las conhecido a muito mais tempo...
Queria ter crescido junto a vocês, brincado na rua de amarelinha, elástico, pique-pega, queimada... Ter sabido de seu primeiro beijo e de seus primeiros namorados.
Queria ter conhecido seus amores e constatado que eles seriam seus companheiros de existência.
Podia ter presenciado seus casamentos. Quem sabe suas flores me tivessem trazido mais sorte no amor???
Queria ter estado lá quando vocês se fizeram mães... Ter sentido suas barriguinhas mexendo. Queria ter segurado seus filhinhos ainda recém-nascidos, e ter sentido o cheirinho gostoso de seus bebezinhos... Queria ter enxugado suas lágrimas quando vocês estavam tristes. E rir demais com vocês... Como sempre fazemos quando estamos juntas.
Em vocês eu tenho realizado meus sonhos... Meus e que são seus também. E, porque eles são seus, eu me alegro a cada realização. E, porque são meus, eu vibro com cada um deles... E fico presa neste divino círculo - nada - vicioso...
Cada uma de suas vitórias é uma alegria para mim. Como se eu as tivesse conquistado todas!!!
Nunca, em todo o meu restante de vida, eu as esquecerei. Mesmo que vocês me esqueçam.
Vocês estão aqui, tão pertinho de mim... Dentro do meu coração...
Para sempre!!!

Gláucia, Lívia, Marineide, Marizete e Patrícia (em ordem alfabética para nenhuma ficar com ciúmes da outra), e os outros amigos e amigas que tenho descoberto nesta maravilhosa jornada, todos para lá de especiais, os que vejo, os que não vejo, os que conheço pessoalmente e os que ainda não toquei, mas, mesmo assim tem me consolado e se alegrado juntamente comigo:

Amo vocês!!!

PS.: Elisa Avelar, querida... Se você passar por aqui quero que saiba: O Avesso... Você conseguiu enxergar??? Não tenho podido vê-lo ainda... Mas certamente o verei!!! Porque o Tapeceiro é mestre. E sabe, como todos os mestres, sabe. E, sendo o Mestre dos mestres, sabe mais que todos!!!
Beijo enooooooooooorme para você!!! Amei conhecê-la!!! Amei!!!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Janela


Depois de mais de um ano, eu resolvi tomar coragem para publicar em algum lugar o poema que se seguirá...
Ele é como as "Meninas dos meus olhos". O poema que fiz e do qual eu mais me orgulho.
Pouquíssimas são as pessoas que o conhecem, e acho que é bem assim com o meu interior. Porque ele sou eu. Ele é a minha alma em palavras.
Ele é o que eu acredito: Que meus olhos devem ser janelas, não espelhos.
Muito embora, muitas vezes, os espelhos insistem em se colocar em meus olhos como teimosas escamas... Não sou perfeita, afinal. E tampouco tenho a pretensão de ser.
Não tenho o menor desejo de alcançar a perfeição. Mesmo porque o perfeito é muito chato!!!
Mas, tenho o desejo de amar... Isto é a minha real ambição.
Bom, espero que os meus poucos leitores - amigos - gostem da minha alma...
Ela não é lá essas coisas. Mas, você pode escolher a paisagem de verá por meio dela... Talvez não seja o que você espera, mas pode ser que, ainda assim, haja algo de interessante para apreciar... A beleza, afinal, "está nos olhos de quem vê"!
Abraços a todos!!!

Janela

Vem, eu te convido
Vem, e vê esse mundo
Que sou eu.

Pequena, a porta
Roga ser aberta
E mostra uma cortina.

Entra! E vê
Por trás do tecido frágil
A silhueta de uma janela.

Abro-me para ti...
Terás o ímpeto de descobrir-me?
Abra. Sinta. Veja.

Sinta a brisa fresca
Ou o calor abrasador
Que desnuda os corpos.

Verás o vale profundo
E a montanha mais bela
E seu pico nevado.

Vislumbrarás o límpido céu
E a impetuosa tempestade
Que, terrível, dobra o carvalho.

Descobrirás um deserto
E o seu oásis...
Saciar-te-ás quando, todavia, sentires a sede?

Andarás por vales férteis
Nadarás em seus rios
E descansarás baixo a frondosos arvoredos

Contemplarás um céu estrelado
E perguntarás à noite:
"Quantos são os teus mistérios"?

Encantar-te-ás com a aurora
E sentirás o perfume da alva
E ouvirás o canto do primeiro pássaro...

Buscarás novos horizontes
Lançar-te-ás ao voo
Ou à queda... Tu o elegerás...

Que descobrirás
Além dessa Janela?
Meu Universo, ou o teu?

Convido-te:
Entra e vê:
Esse mundo que sou eu, e onde estás também...

Gabrielle Avelar - Maio de 2008.

terça-feira, 14 de julho de 2009


Um dia desses, eu falei que estava cansada, sentindo-me fina. Como uma rocha à beira do mar, que não sabia mais quanto tempo poderia suportar as ondas...
Pois é... Quebrei... De tão fina, quebrei.

Entreguei-me, enfim, a mim mesma.
Cansei.

Cansei de ser alegre e de sorrir para ver se tudo vai melhorar.

Cansei de esperar para ver no que dá.
Cansei de caminhar para tentar chegar a algum lugar.

Simplesmente hoje eu vou me dar ao luxo de poder dizer - porque, sim! Eu tenho esse direito - que vou me enfiar debaixo do meu cobertorzinho, com a cabecinha no meu vesseirinho, e vou ficar no escuro.
De preferência imersa num silêncio estarrecedor.

Cansei, ouviu? Cansei!!!

E, me dá licença que eu vou ali chorar...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Anciã...




"Toda saudade é uma espécie de velhice."

Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas.

Estou velha... Caquética, acabada, todos os fios de cabelo estão brancos!!! Rugas incontáveis no rosto... As mãos estão trêmulas e cheias de veias dilatadas... Meus dedos estão nodosos, e não tenho mais forças nas pernas, que agora estão semiflexionadas.
Meus olhos já não enxergam direito. Tudo está embaçado, e as cores estão apagadas de minha memória.
Minha voz já não é mais a mesma. Agora, ela é eternamente embargada, rouca, trêmula.
Já não sinto mais os sabores... Tudo me é insípido... Nem mesmo a água pode saciar a sede que já não tenho.
Tudo em mim é triste como qualquer fim... Porque estou no fim do meu tempo de hoje. E o amanhã eu não sei se chegará.
Já vivi tantas vidas. E desfrutei de tantos prazeres... Agora, tudo está fora do meu alcance. As flores, as manhãs de chuva, de sol...Os cristais já não brilham mais para mim... E não posso ouvir os sons dos pássaros...

Não posso cantar, porque todas as canções fugiram de meus lábios... Todas.
Agora, somente sinto falta daquilo que não tenho. E lamento!!! Lamento por não ter... Por haver sido roubada de mim todas as sinfonias que eu compunha para uma orquestra de sentidos. Por não ter em mim, nem comigo, tudo quanto me fazia sorrir e fazia o meu sol brilhar. Eu estava sol sobre a tempestade... Hoje, eu estou sob a tempestade que não quer passar... E a umidade excessiva das chuvas de lágrimas derramadas sobre mim, enrugam ainda mais minha pele... E o frio que sinto na alma pela falta de quem me esquente, enrijece ainda mais meus ossos, já tão frágeis por causa das quedas que levei na vida...
Estou no fim... Fininha a minha alma... Como tudo em mim dói! Os ossos, a carne, a pele... A alma!
E tenho tanta vontade de gritar, mas já não tenho mais voz. Meu coração está parando... A cada minuto que passa, sinto que ele bate mais devagar. E sei, sei sim, que existe o elixir da juventude... Está em um lugar agora intransponível para mim, de tão velha que eu estou. Estou velha!!! Caindo aos pedaços...
E acho que, de tão velha, eu já morri, mas esqueceram de sepultar esta velha massa que se arrasta pelos caminhos da vida...
Talvez, estejam esperando por um milagre... Com esperança de que a juventude retorne a mim. Quem sabe uma águia me leve à fonte da juventude, escondida pelas montanhas, guardada por um monstro horrendo que tenho ainda de vencer...
Quem sabe por magia... Uma magia que não compreendo. Uma magia que sei que surgirá do nada para mim. E se fará existir, de onde menos espero...

Ah, como eu quero ser jovem novamente!!! E sorrir o sorriso mais profundo, e rir as risadas mais alegres...
Para que a pele do coração recupere o viço, para que suas mãos fiquem novamente firmes para abraçar o amor, e as pernas outra vez fortes para trilhar os caminhos "agrestes e escarpados".
E os olhos voltarão a brilhar esperançosos, sabendo que a visão que mais amam estará sempre ali... E recuperarão o sabor dos beijos, e aquele cheirinho tão gostoso que faz com que ele pulse cada vez mais forte...

Quando recuperar o exilir da juventude, a saudade acabará... E serei jovem novamente... Mas, quando será? Será que terei morrido? Será que o tempo passará demais???
Será que o amanhã existirá, tão jovem quanto é a minha alegria de viver?
Amo. E ponto! E estou velha! E quero ficar jovem!

Voltaaaaaaaaaa!!! Sinto falta do seu nominho aqui...


PS.: Quero agradecer à minha avozinha linda... Mammys de Mammys, por me emprestar suas lindas mãozinhas...
Vó, suas mãos não são velhas como são as minhas... Porque, como disse o Gen. Mac Arthr, "a juventude não é um período de vida, ela é um efeito da vontade, uma intensidade emotiva".
Suas mãos são lindas marcas que o tempo me trouxe. Marcas de alegria, de coragem, de vigor e de amor profundas.
Obrigada, linda!!!

domingo, 12 de julho de 2009

Garota mimada insuportável, você!!!



Eu quero!!!
Hoje estou como uma menina mimada... Quero... Simplesmente quero!!! E ponto.
E, se precisar sapatear na sua frente, sapatearei dizendo: Quero!!!
E não estou nem aí para a sua cara feia para mim... Ah, que coisa!!!
Eu quero e vou ter, oras bolas...
Que droga, por que você simplesmente me olha com esta cara? Por que não faz o que quero que faça?
Poxa vida, afinal, eu só estou pedindo a sua vida...
Só isso!!! Nem custa tanto assim, se você pensar bem.
Olha só, eu vou lhe dizer que a satisfação é garantida...
Sou tão bacana... Lavo, passo, cozinho... Gosto de mimar, de cuidar. Sou muito bem educada...
Tenho uma voz agradável. Falo sempre baixinho... Acordo sempre de bom humor e com vontades... É, sim, aquelas vontades...
Estou sempre cheirosa, bem arrumada, gosto de ser amiga... E, mais que amiga, sou companheira para todas as horas...
Bom, eu não preciso lhe dizer essas coisas porque você sabe muitíssimo bem...
Só tem um problema nessa história toda: Sou muito mimada. E quero. E ponto!!!
E vou bater o pé para dizer: Eu quero!!!
E vou gritar, se for necessário.
Como assim, não sabe o que eu quero??? Eu já lhe disse tantas e tantas vezes.
Perdi até as contas de quantas foram as vezes que lhe disse. E olha que pedi com educação, hein?
Falei baixinho para você. E ao seu ouvido sussurrando, juntamente com palavras muito doces que guardei lá no seu coração, juntamente com os seu desejos, que eram iguaizinhos aos meus.
Porém, contudo, todavia, entretanto, você simplesmente não ouviu. E, se ouviu ignorou. E, se não ignorou, fugiu... E, se fugiu, meu querido, eu não vou lhe enganar, não: Você não merece o que eu lhe dei.
Caramba, como é que alguém morrendo de sede, foge da fonte de água limpa para ir cavar terra seca e comer pó? Fala para mim?????
Não posso entender o que pode ser pior do que viver longe da pessoa que amamos. E, se pode viver longe de mim, é porque só pensou que me amava e não amava coisíssima nenhuma.
Porque, sabe o que eu quero?
Vou lhe dizer... Pelo que eu vejo, você está sofrendo de amnésia... Esqueceu aquilo que sempre soube a vida inteirinha que Deus lhe deu.... Sim, Meu Querido!!! Este amor estava com você desde antes de você nascer. E você sonhou com ele desde então. E o quis. E, quando viu, desejou, e batalhou para conseguir, e conseguiu.
Lutou, descartou possíveis concorrentes, impediu a minha exportação para longe daqui, reservou...
Mas, no momento de pagar o preço final, no instante em que o Vendedor lhe colocou as condições de pagamento, você recuou.
Uma vez você me disse que estava disposto a "quebrar a banca". E eu acreditei.
Eu, escrava, com tanta vontade de ser livre, acreditei que me compraria, que cobriria todos os lances pedidos, porque acreditei que me amava a ponto de dar tudo por mim.
Olha só... Como eu me enganei...
Ah!!! Não disse o que quero até agora... É para ver se você se lembra de uma vez por todas... Lembrou não, né? Putz...
Bom, eu queria - quero - um amor que acredite que a vida sem mim, sem meu amor é insuportável de viver, assim como eu penso que a vida sem seu amor é insuportável demais para passar com o tempo que se vai.
Quero um amor livre, sem amarras. Que desfrute de mim sem precisar dar satisfações a seu ninguém, ainda que perca tudo, ainda que fique sem sua própria vida, que ame a mim mais do que a si mesmo.
Um amor que esteja disposto a encarar seus medos e a enfrentá-los por mim.
Sabe porque? Porque eu lutaria junto para reconquistar a sua vida. Porque eu daria a minha vida para que você recuperasse tudo. Porque eu tomaria a sua mão e iria até o fim do mundo para realizar os seus sonhos. E eu conseguiria isto.
Quero um amor que, não importa o tempo, não importa absolutamente nada, ame a mim. E que faça tudo para me libertar...
Sim, libertar!!! Ou você acha que amar alguém e não poder lhe dar amor é liberdade?????
Eu, sou assim mesmo... Tenho coragem de passar pelo fogo, pela dor, de me afogar, de ser difamada, não estou nem aí para isso, contanto que você esteja ao meu lado. O resto é resto.
E, se há alguém que, ao me ver dizendo tudo isto aqui, quer me condenar... Direi a essa pessoa: "Vai ver se eu estou lá na esquina do fim do mundo, vai"!
Para mim, não há claro ou escuro quando se trata de amar a quem amo. Amo. E o resto do mundo que se dane!!! Inclusive eu e minha honra de meia tigela. E os outros que se fartaram dela.
Quero isto de você. É isto que quero. E digo: Quero, quero, quero!!!
E, se você não quer dar, dê as costas, que pedirei a outro alguém... Quem sabe não há algum louco em algum lugar do mundo disposto a dizer ao mundo inteiro: DANE-SEEEEEEEEEE!!!!
Só para ficar comigo...
Agora eu lhe deixo dizer: "Garota mimada insuportável, você!"
Faz mal não... Eu amo você mesmo assim... E, já falei: Quero!!!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Frio!!!




"Perder uma luva é uma dor profunda,
Mas, não se compara à dor pungente

De jogar a outra fora

E achar a primeira novamente".
Piet Hein

Meu pai me falou esse poeminha ontem e ele me impressionou tanto!!!
Como é profundo o que se diz aqui, não acham?
Será que há ainda o que dizer a respeito?
Fiquei pensando a respeito da minha vida. E de tudo quanto tem acontecido. Hoje mesmo estou muito triste. Notícias nada boas...
Bom, o que eu quero dizer com isto tudo? Que agora tudo quanto eu andava pensando a respeito do tempo é mais verdade do que nunca.
Esse texto de Piet Hein convida-nos a uma reflexão, daquelas!!!
O que temos feito com o que nos é dado todos os dias e, por isso mesmo, chamamos de presente? São tantas as perdas, porém, a cada dia ganhamos muito mais do que perdemos. É necessário sermos cautelosos com o que fazemos, todavia, sem sermos prudentes demais ao ponto de deixarmos de viver as nossas vidas.
Guardemos a luva pelo tempo necessário. Se o tempo passar demais, joguemos a outra fora. Se acharmos seu par novamente, fazer o que? Agora, podemos ter novo par. Novinho em folha!!! Quem sabe um par mais precioso até que o primeiro.
Ou não. Fato é que deveríamos mesmo é parar de lamentar as perdas e pararmos de viver em função delas. Seguir em frente. Porque a vida é só uma. E ela só nos dá duas alternativas: Ou paramos e ficamos no mesmo lugar (a minha famosa dízima periódica), ou andamos para frente.
É como se ela fosse uma estrada que vai se desmanchando atrás de nós conforme andamos. Não nos é permitido voltar.
O máximo que podemos conseguir é parar. E, vamos combinar: Não deve ser nada bom ficar como uma estátua no mesmo lugar para sempre.
Deve ser a mesma sensação que tem alguém que fica preso numa sela solitária por anos a fio.
Aliás, sei bem como é isto.
Porque vivi durante anos na Caverna de Platão...
Dia desses acho que vou postar aqui um texto que escrevi há um ano sobre o Mito da Caverna e a minha vida.
Naqueles dias eu estava prestes a começar a maior mudança do meu viver... Arrependo-me - como se adiantasse - do modo como foi. Porém, eu não voltaria no tempo...
Não tem sido fácil. Mas está sendo bom. Estou feliz, apesar de muitas vezes ficar triste. E tenho muita paz.
Perdi o par das luvinhas... E, um lado do meu coração está com um frio danado!!!
Guardarei o que resta para aquecer, e colocarei a minha mão descoberta no bolso, até que um dia, ou encontre o par perdido, ou então, surjam as condições de adquirir novas luvas...
Enquanto isto, viverei do modo como posso, andando sempre para frente, com os caminhos se desfazendo atrás de mim. Ficarão na lembrança do que foram, e na certeza de que foram muito bem trilhados, ainda que em alguns momentos eu tenha ficado manca, e tenha parado para descansar um pouquinho.
Eu canso também!!! Ainda não desisti de andar...
Mas, que a mão está fria, ela está!

Beijos a todos!!!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Embrulho...



Desejo-lhe... Que hoje você abra um maravilhoso presente embrulhado... E que, ainda que lhe pareça ruim, que você receba grato o dia que chegou...
Mais um ano se passou e, afinal de contas, muita coisa aconteceu.
Será, por suposto que seja, que foi bom? No fim das contas, o que você contará?
Contará que passou a seca e, depois de muito desejar, a chuva caiu? E que você sentiu aquele cheirinho de terra molhada inebriante e alegre?
Contará que um dia você viu o sol nascer e se sentiu tão grato por poder ver aquele espetáculo? Aliás, neste último ano que passou, você viu o sol nascer algum dia? E sentiu o cheiro da manhã, regado pelo orvalho? Ou ainda, pelo som de alguma maré?
Você poderá dizer que se sentiu maravilhado porque viu a primeira estrela surgir no céu, ou a lua esplendorosamente linda num céu límpido de primavera?
Contabilizará quantos passos deu, passos sem sentido, rumo a algum lugar que você nem se lembra onde poderia lhe levar?
Poderá se lembrar quantas palavras foram ditas com sentido, sem sentido, para alguém ou para o nada?
Será que se lembrará quantos foram os amigos que encontrou ou reencontrou, e quantos abraços - verdadeiros - deu?
Quantas foram as vezes que olhou nos olhos de alguém e, mesmo sem dizer, pensou no quanto a amava, em como era bom estar junto a ela, em como Deus foi tão gracioso consigo, a ponto de sentir seu coração apertado, só por pensar que esta pessoa poderia dar um passo para longe de você?
Quantas foram as melodias que você ganhou neste ano que passou? Foram os cantos de quais pássaros que você conseguiu identificar?
Quantas foram as crianças que se aproximaram de você? E para quais delas você sorriu sinceramente?
Ah! E quantos foram os momentos alegres que passou, e quantas foram as lágrimas que derramou?

Eu me lembro de alguns desses acontecimentos em sua vida...

Desde o dia em que lhe conheci. Porque eu conheci seus olhares, e vi seu sorriso, e ouvi sua risada, e enxuguei algumas lágrimas.
Não estava junto a você quando caiu a primeira chuva, mas você estava comigo, abraçado a mim junto à janela, e vimos algumas chuvas, e ouvimos o som delas e sentimos aquele cheirinho bom que se misturava ao nosso. Dormimos abraçados, embalados por aquela música tão familiar.
Eu vi o sol nascer com você um dia. Talvez não se lembre, mas vi. Foi depois daquela noite de tantas verdades. E acreditei na que me parecia maior: Você me amava mais que tudo... E o sol surgiu...
E eu o vi sozinha também, enquanto você dormia. Num dia estava muito alegre e o vi surgir. E agradeci por tanta felicidade... Noutro dia, também sozinha, você também sonhava... Mas eu pedia para aquela aurora ser apenas um sonho ruim...
Ouvi o som do mar junto a você... Ondas enormes que se levantaram. Eu não pude, mas você as enfrentou. Nenhuma lhe derrubou. Certa estou de que nenhuma delas o fará cair a ponto de você não achar modo de levantar. Eu morreria antes de isto acontecer.
Foi à beira do mar que você praticamente me carregou.
Vi muitas estrelas surgirem junto a você... E a lua brilhando -linda - num divino límpido céu.
Andamos tão pouco... E tanto juntos... E eu não me cansei ainda!!! De mãos dadas, andamos muitos mundos.
Quantos amigos você me deu!!! Ainda que por pouco tempo, amei cada um deles como você ama. E, só porque lhe amavam, já possuíam de mim todo o carinho.
Um dia ouvi você, dormindo, dizer que me amava. E vi em seus olhos despertos um amor que eu jamais tive em todo o meu viver.
Ouvi milhares de canções com você. E meu coração fez muitas! Precisava ouvir!!! Nossa, cada uma mais linda que a outra!!! Só que a canção do amor era a mais linda mesmo... Amor que ama sem reservas, sem imposições, livre, sincero e sorridente. Ainda quando tudo estava ruim, era ele que dava o tom.
As crianças estavam em nós. Em seu olhar havia muitas delas. E em mim apenas uma, esperando o tempo de ser.
Eu, porém, tive de embrulhar tudo isto às pressas para lhe dar. Não deu tempo de arrumar direitinho este presente. De procurar com calma, de aparar as arestas, de cobrir com finos adornos...

Eu vi tudo isto e vejo tanto mais!!!

O que eu posso oferecer está aí... Tudo junto do tempo que se foi, e que ainda é. O presente hoje se vestiu do passado. Deste um ano que se faz hoje o seu aniversário.
Pega esse pacote. Este embrulho e desata os laços que o enfeitam.
Não! Não se trata da Caixa de Pandora. Não há todos os flagelos do mundo aí.
Há as lembranças daquilo que se foi. E há a certeza do amor que é...
Quando abrir, se gostar, diga a mim... Diga se a verdade pode ser dita, e diga se meu presente lhe agradou.
Se não, embrulha de volta, e joga no Aqueronte, o rio em que todos os esquecimentos - maiores infortúnios - estão. Longe do tempo, e longe de você mesmo... E perto do meu coração que guardará o seu amor, somente por saber que é único, e jamais se fará outro igual.


Feliz Aniversário, "Amigo dos Homens"...

Que sua vida seja muito mais do que um embrulho de um passado... Mas, que seja um presente repleto de possibilidades de um futuro magnificamente livre e feliz!!!

Beijos. Milhares!!!




segunda-feira, 6 de julho de 2009

Fornalha


Dizem que os leoninos são loucos por ouro... E eu, como boa representante da espécie não poderia ser diferente. E gosto é do ouro amarelo mesmo. Acho lindo, me cai bem, e acredito que ele, mesmo em peças mínimas, faz uma boa figura no visual.
Mas, à parte as brincadeiras, estive pensando muito a respeito do ouro nesses dias. Não sobre ele especificamente, mas no trabalho do ourives, ou de qualquer artesão.
Em como tudo que envolve o trabalho de nossas mãos pode ser meticuloso, o problema é que não nos damos conta disto, e acabamos por fazer coisas sem pensar em como fazemos e nas razões que nos motivaram.
Eu tenho uma formação evangélica. Nasci em um lar cristão, e eu até mesmo já compartilhei um pouco da minha fé - da qual eu não posso me dissociar -, quando eu digo que creio firmemente na total e completa soberania de Deus em minha vida.
Não quero transformar este Blog em um espaço religioso, e acredito que cada um tem a sua experiência, que é única, com Deus ou sem Ele, e sei que minhas opiniões pouco importam quanto a isto.
Entretanto, eu sei o que tenho vivido, e minhas experiências tem me mostrado que eu, como matéria prima que sou, muitas vezes penso que sei o que faço, mas não sei coisa alguma!
Todos nós desejamos muito ser cada vez melhores, porém não estamos dispostos a passar pela prova de fogo...
O ouro é provado pelo fogo. Ele só derrete a temperaturas altíssimas, enquanto outros minerais se liquefazem com maior facilidade. É também considerado um dos melhores condutores de eletricidade e é usado, ainda, como medicamento para algumas moléstias.
Por tudo isso e pela grande dificuldade em ser encontrado é que é considerado um metal nobilíssimo, e é muito caro, servindo mesmo de lastro monetário para todos os países.
Mas, poucos sabem que o ouro puro é muito maleável... Algo que somente o fogo pode fazer... Purificá-lo, deixá-lo maleável...
Sabe, muitas vezes, durante esta prova de fogo que estou vivendo, eu sinto que tenho vontade de desistir... Acho que sobrará quase nada de mim para que eu apresente no fim das contas...
Porém sei que eu não tenho ouro algum... E o pouco que tenho jamais foi meu... Me foi dado pelo Senhor de todas as coisas, por meio dos acontecimentos que me tem reservado no intercurso de sua Obra de Arte.
E seu forno tem me deixado bem mais maleável... Mas é doloroso!!!
Em seu Supremo Propósito, sei que me reserva algo que não posso sequer sonhar, perceber, escutar.
Porém, estou aqui, na fornalha, sabendo que, mesmo se nada sobrar, minha dívida já foi paga... E que há mais um lá junto a mim... (Quem tem ouvidos ouça!)
Sim... Estou bem triste... Mas, certa de que a alegria virá... Hora dessas virá... E eu, certamente, a receberei, assim como tenho recebido tudo quanto me é dado, sempre com muito amor!!!

Boa semana a todos!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Boa Viagem!!!


Quando você estiver a poucos quilômetros, lembra de mim... E quando seus pés o estiverem levando rumo ao distante mundo - longe de mim - sinta meu perfume guardado em seus pensamentos...
Quando se sentar, guardado em espaço restrito de tempo, de lugar, sinta minhas mãos sobre as suas, atadas às suas, seguras de que podem levá-lo a qualquer tempo, a qualquer lugar...

No momento em que seus pés já não estiverem no chão, sinta a liberdade de meu amor... Porque lhe deixa livre sempre!!! Sempre deixará... Ainda que seja uma liberdade que lhe aprisiona.

E, quando distante, mui distante de mim, sinta seu coração... Eu estarei toda ali... Toda.
Para todos os dias, todos os minutos, entranhada em todos os seus sentidos. Na superfície de sua pele, na sua retina, nos seus lábios, nas suas narinas, dizendo: "Eu amo você", ao seu ouvido... Bem baixinho...
Quando seus pés caminharem por lugares estranhos - ou nem tanto assim -, sinta algo familiar e veja: Estarei lá consigo... Em todo o tempo...

Nas músicas que ouvir, ainda que jamais escutadas, você escutará minha voz, só porque sabe que eu amo todos os ritmos, e todas as melodias do mundo, porque eu, eu sou música pura!!! Misturada a palavras e a danças infinitas...
Cada roupa que experimentar, você verá meus olhos olharem nos seus. Aprovando ou reprovando, simplesmente porque você sabe que eu sei de cada traço do seu corpo, e sei o que lhe cai bem, o que lhe é confortável, o que lhe é macio ou áspero... Pois conheço sua pele e cada centímetro de você. Cada milímetro, cada poro.

Para cada perfume que sentir, saberá que seria meu "faro fino" que saberia distinguir cada nota, e lhe diria o que ficaria melhor em você, porque eu - e ninguém mais - conheço o seu cheiro, com todas as suas mínimas nuances... O seu perfume... Só seu - e tão meu!!!

No quarto em que entrar eu estarei lá, ao seu lado... De pé, velando por seu sono ruidoso, quieto, profundo e firme... E lhe confortarei durante as insones noites, contando minhas histórias - as que vivi, e as que sonho: Todas com você.

E nas flores que enxergar você verá todas aquelas com as quais eu enfeitei o lar que preparei para nós, para trazer ao espaço que ocupava toda a alegria que sentia no meu coração, apenas porque você existia para mim e por mim.

À beira do mar, você se lembrará que é dele o som que eu acho, em toda a Terra, mais magnífico, e se lembrará que um dia eu lhe disse que mais fantástico que o barulho das ondas, seria apenas o som do primeiro choro de nosso bebê...

Quando retornar e, novamente, seus pés desgrudarem do chão, seu coração ficará acelerado - como o meu - só por saber que voltará para um lugar onde está alguém que lhe ama... Mesmo longe ama.

E, quando seus pés tornarem a tocar a terra pátrea, seja onde for, você se lembrará que seus olhos verão os meus... E terá a certeza absoluta de que em qualquer lugar do mundo em que você esteja, estarei mais perto de você do que imagina...


Pode voar... Sei que sempre voltará para mim. Nem que seja apenas para meu coração...

Amo!!! Como é. Sem tirar, nem por...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Exílio...


Faz tempo, né??? Tempo que não aprendo nada para compartilhar.
Quem me conhece já faz algum tempo sabe que o último ano tem sido difícil para mim.
E, muitas vezes, quando eu penso que haverá calmaria, eu sofro um baque ainda maior.
Tenho tentado levar tudo com muita alegria, com sorrisos, tentando fazer novos amigos, sair e dar muitas gargalhadas com pessoas de quem gosto demais... Trabalhar bastante, buscando até mesmo realizar atividades além da minha alçada e responsabilidade...
Só que eu tenho de voltar para casa. E encontrar meu quarto vazio, e minha caminha lindamente arrumadinha, com seus lençóis maravilhosamente bordados, muitas almofadas... E um vazio enoooooooooooorme no meu coração.
Sinto falta daquilo que meus pais não me podem dar... São meus amores, sim, aqueles a quem amarei até o dia em que eu morrer, que me suprem as necessidades, e estão ali para o que puderem ajudar.
Generosos em tudo para mim e por mim...
Mas, não são o meu amor. Não são a pessoa para cujos braços e abraços eu corro.
Não são a pessoa a quem aguardo todos os dias para abrir a porta, e não tem o cheirinho que tanto amo...
Aquela pessoa para quem você conta tudo. Tudo mesmo. E para quem não conta tudo... Mas, nem precisa: Mesmo quando nos calamos, nosso coração continua a falar.
E nossos olhos também dizem tudo quanto nossos lábios não querem dizer.
Eles não nos tocam o corpo, até ao ponto em que nossa alma também é tocada, e não dormem juntinho da gente, com aquele calorzinho gostoso que é bom até quando está quente.
Meus pais não tem aquela voz única que você distingue no meio de milhões , nem todas as canções de que mais gostamos...
Sem contar que não podemos brigar com eles da mesma forma como fazemos com esse ser único a quem chamamos de Amor... Amado... E nem depois fazer as pazes do modo tão gostoso... Parece que fica tudo melhor!!!
Sabem como é?
Poder acordar com um sorriso na alma, grato porque você encontrou seu companheiro de existência... Ou pelo menos acha que encontrou.
Aquela pessoa que não importa o que faça, o que tenha feito, o que fará ou falará, você ama, do mesmo jeito e, às vezes, até mais conforme percebe que tem suas limitações.
Porque sabe que elas são parte daquilo que lhe encantou... O fascínio de viver construindo sua existência, cimentada em outro ser.
Hoje eu sou uma construção de tijolos sem cimento. Tinha ouro escondido nas frestas de minha alma, e arrancaram meu cimento para tirá-lo de dentro de mim.
E estou exilada, longe da vida que era tão minha!!!
E dentro do meu quartinho - que não é meu - perto das minhas coisas, folheio meus livros, à procura de algo que explique este nada que tudo consome, buscando refúgio em meu exílio da vida da qual tive de partir...
Sinto saudades do meu lar... Aquele mesmo do qual fiz a minha pátria, meu lugar, simplesmente porque lá estava o Meu Amor... E estou - agora, e por enquanto - aguardando ser repatriada, ou mesmo me nacionalizar, nessa terra estranha na qual me encontro neste exato momento...

Beijos a todos!!!