segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Chá de Sumiço

Tomei chá de sumiço e ele funcionou!
Mas, acabada esta semana que se inicia, eu volto - eu acho - para dizer algumas coisinhas um tanto necessárias.
Saudades de todos... Sempre que posso dou uma passadinha aqui na Blogolândia para espiar a todos os meus queridos amigos deste mundo maravilhoso!
Beijos enormes!!! E saudosos!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


A fofa da Claudinha me deu esse selinho...

Agora, eu tenho de dizer 10 curiosidades sobre mim... Será que tenho isso tudo de excentricidades para dizer a meu respeito? Vamos lá saber:



  1. Eu lia enciclopédias e dicionários quando todos os demais livros se esgotavam no meu quarto.


  2. SEMPRE dormi tarde e pouco. Mas, houve um tempo em que dormia demais... Acho que era depressão, não sei. O fato é que eu dormia a noite toda, acordava, tomava café, dormia novamente, acordava, almoçava, dormia mais, levantava, fazia o lanche, tomava banho, jantava, dormia outra vez... E foi assim. Agora, voltei a meu estado "normal".


  3. DETESTO fazer as refeições sozinha. Principalmente o desjejum.


  4. Só gosto de andar, sentar e deitar ao lado esquerdo das pessoas. Eu causo menos acidentes assim... Acho que é uma questão de equilíbrio... Sei lá!


  5. Eu caio demais. E não há ocasião certa para isso... Nem calçado que cause mais quedas. Eu caio e isso é fato. E nunca fico sem uma mancha roxa nas pernas ou nos braços. Estou sempre me batendo em alguma coisa, ou tropeçando em algo. É impressionante isso... Houve um dia que parecia que havia levado uma surra! Hehehehehehe!!!


  6. Fico irritadíssima quando ligo para alguém e a criatura não atende... Afffffffffff!!!


  7. AMO árvores. E o som que o vento faz em suas folhas. E de subir nelas. E de abraçá-las. E de dormir sob elas em uma rede ou até sobre um paninho... Booooooooooom!!!


  8. AMO o som do mar. Mas, não gosto de praia. Só para ver.


  9. AMO andar descalça sobre a grama...


  10. Sou bem mimada e dengosa... Gosto de carinho, de cafuné... De abraços e beijinhos... E gosto mais ainda de retribuir...

Vixe! Não que até que havia mais de 10 curiosidade ao meu respeito para dizer??? Por exemplo, que amo cozinhar, que quero muito ter filhos, que adoraria ter a minha casinha, que amo receber as pessoas em casa, que sou louca por flores, música e dançar... Que sou teimosa demais da conta... Ói!!! Mas, certamente, vocês já perceberam muito de mim no que escrevo desde maio. Sou chata. Mesmo. Mas, o importante é que, ainda assim, há quem me ame e me respeite exatamente como sou. Louca assim. Alegre desse jeito. Intensa... Eu.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

SE...


Vou ser bem direta na minha pergunta:
SE você soubesse que morreria amanhã, o que faria?
Imagino que veria a todas as pessoas a quem ama e lhes daria um longo e demorado abraço para lhes dizer o quanto as ama e admira. E talvez visitasse os lugares mais queridos perto de onde mora.
Tomaria um loooooooongo banho. Faria aquele corte de cabelo que sempre quis mas nunca teve coragem de fazer.
Quem sabe não iria ao Shopping para comprar tudo aquilo que sempre teve vontade de ter mas nunca teve coragem de comprar, ou porque não tinha dinheiro mesmo, ou para não desaplicar aquela grana que há muito guarda pensando no que pode acontecer no futuro?
Só que o futuro agora não existe. E a perspectiva de haver um amanhã é completamente improvável.
Tenho certeza também que diria tudo aquilo que está entalado na sua garganta como se fosse um osso de galinha atravessado na goela...
E... SE você soubesse que EU morreria amanhã, o que faria?
Tenho certeza que estaria comigo fazendo todas aquelas coisas ali que acabo de descrever, se fosse você. Eu, pelo menos, gostaria de estar junto a si fazendo tuuuuuuuuuudo aquilo lá.
Eu bem ia dirigir para você para que encontrasse todos os seus amigos mais amados, e ficaria o dia inteirinho pendurada ao telefone para que você pudesse falar com todos eles. Sem exceção.
E levaria você àquele recanto que você ama, mas há muito tempo não vai. Ei!! E sabe aquele restaurante que você adora mas nunca mais foi? Iríamos lá também comer TUDO o que você mais gosta sem medo de engordar!!!
Iria ao Shopping com você para provar tudo quanto é roupa que visse pela frente. E, a mais barata ou a mais cara, você compraria, sem medo de não dormir por causa da dívida que vai ter de pagar no início do mês... Você nem vai ver nada, nadica de nada, ó?
Mas, vai espetacularmente bem elegante para casa esperar a hora certa chegar...
E aquele corte de cabelo bacanérrimo? Gente!!! Dou a maior força! Agora, não há mas tempo para se arrepender.
Eu iria com você onde quer que fosse para que dissesse ao amor da sua vida o quanto o ama. E o quanto a vida não teria a menor graça se ele não existisse. Porque você descobriu que há algo na vida que vale a pena... Que é algo seu e que vai ficar eternamente por aqui. O resto é resto.
Tudo o que você planejou, tudo o que pensou, tudo o que fez, tudo quanto gastou, todo o seu trabalho, nada disso vai fazer com que seja eterno por aqui. Mas, o amor que você deixa é o buraco de prego que você faz na madeira: O prego pode até não estar mais lá. Mas o buraco fica. E nem adianta tentar fechar. Ainda assim fica a marca.
Assim é o amor da nossa vida. É o pai, é a mãe, é o filho, é o companheiro de existência, o cachorro?
Não importa! Eu levaria você até ele...
E eu pegaria na sua mão quando você resolvesse contar tudo... Tudinho da sua vida para aquela pessoa que precisava saber. Ou estaria junto quando você resolvesse baixar o barraco nas fuças de alguém... E ajudava ecoando suas palavras e dando a força necessária. Afinal, o que importariam as reações? Você não estaria vivo amanhã para tomar o troco, hehehehehehehe!!!
Mas... Vem cá?
Precisa mesmo disso? Precisa? É mesmo necessário que você saiba que vai morrer ou que eu vou morrer para que faça tudo isto?
Aí é que tá! Vou refrescar a sua memória: Nunca se sabe quando os seus terão de chorar por você... Ou quando os que me amam chorarão por mim...
Então, uma sugestão: Corre! Não perde seu tempo! Vai lá e se encha de alegria. Receba as flores enquanto pode sentir seu aroma e contemplar sua beleza. Ouça músicas enquanto você as pode achar belas. Porém, se quiser chorar também, chore! Chore muito. Porque, assim como é mágico o momento que surge, também é magnífico o momento que se vai. E ele nunca mais volta.
Só não fique lamentando como quem lamenta a morte que chega. Sorria, levante a cabeça e curta o último segundo que lhe resta de fôlego. Sinta o ar entrando em suas narinas, percorrendo sua traquéia e enchendo seus pulmões... De vida!
Fale a verdade. Ainda que doa mais em você.
Tenha esperança. Mas não ilusões.
Caminhe com certeza. Mas não duramente.
Ria de suas quedas. Cuide apenas de levantar e caminhar, ainda que doa.
Porque dói cair. Muito. Só que se você não andar vai ficar aí no chão...
Fique triste. Mas, lembre-se de sorrir em meio às suas lágrimas.
Lembre... Sinta saudades. E que suas saudades sejam o "amor que fica"... E também o momento que não pode voltar. E uma incompletude por isso mesmo.
Ah!!!... Lembre-se sempre que a vida não é como uma fotografia que podemos a toda hora tirar da gaveta, e em cujas imagens os momentos estão eternos. Não! Ela é um caminho pelo qual não se pode voltar.
Apesar de existir memória, que a sua não seja um poço do qual você não consegue sair mais.
SE puder, lembre de pensar que pode ser que daqui a um segundo tudo isso não passará de um tempo que existiu. E que nesse instante já se tornou outro tempo... O segundo que foi é passado. O que é... Já não é mais presente. E o que virá, AINDA não existe. E já se tornou... E já se foi.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

In Memoriam

Osório Florindo de Avelar
*30-11-1918 /+15-11-2009

90 anos, 11 meses e 15 dias. Foi esse o tempo dado ao meu avô paterno.

30 anos, 3 meses e 13 dias. Foi o período em que tive a honra de ter um avô tão amável. E ainda acho pouco. Queria ter tido mais.

Mas, não tenho, graças a Deus, arrependimentos quanto a deixar de expressar meus sentimentos, ou de ouvir o que ele tinha a me dizer ou a dizer a outros. Ele era verdadeiro. E um vencedor.

Não era uma pessoa de grandes arroubos sentimentais. Não falava muito. Mas, observava tudo ao seu redor. E era dotado de uma sabedoria fora do comum. E dava muito valor - mais que ao dinheiro e coisas materiais - à palavra dada. Jamais na vida se negou a ajudar alguém que necessitado.

90 anos - quase 91 - são muitos dias para se contar. 70 anos, só de casados. E muita experiência acumulada.

Não era perfeito: Era teimoso. Muito teimoso. Só que eu nunca vi meu avô gritar com ninguém. E nem reclamar de barulho de crianças pela casa.

Assim como meu pai manifestou em palavras todo o amor do mundo, meu avô manifestou, também em palavras, aquilo que pensava de mim. E eu me senti muito honrada! Não que eu pense exatamente como ele. Mas, o fato de ele dizer me encheu de alegria:

- O que você quer com ela é sério? Espero que sim. Não a magoe nem entristeça. Porque a Gabrielle é uma jóia preciosa, e todos nesta família reconhecem o seu valor.

Meu Deus! Isso não é uma honra? Não é maravilhoso? Está certo que eu fui magoada e entristecida. Mas, meu avô acreditava no meu valor!!! Acreditava que eu valia alguma coisa. E que, como uma jóia, não se acham muitas por aí. E não são todos que a podem adquirir!

Foi por ele que toda a família foi convertida a Cristo. Boa parte da nova geração não está em Igrejas. Incluso eu. Mas, quanto a mim, poderia dizer ao meu avô que a semente da Palavra que ele lançou - creio eu que usado pelo Pai - frutificou em mim como salvação em Cristo, de onde jamais sairei.

A ficha caiu. E a tristeza me inundou. Porque agora eu compreendi que meus filhos - se eu os tiver - não serão pegos em seus bracinhos magrinhos. E nem os ouvidinhos de meus pequenos ouvirão a benção do bisavô. E nem seus pezinhos correrão sob os olhos verdes e sábios dele.

Aos meus irmãos e primos que tiveram esse previlégio, meus parabéns! Que aqueles que ele abençoou sejam realmente abençoados. E que os meus e os que faltam sejam também bem-aventurados pela lembrança daquilo que meu avô foi.

Que eu saiba como conduzi-los com sabedoria. Só posso prometer que a parte que me toca eu farei: Eu os ensinarei nos caminhos do Senhor e mostrarei O Caminho do Justo e Santo. E contarei que um dia ele ergueu os braços para agradecer a Deus pela minha salvação em Cristo, emocionado por me ver sendo batizada e dando o testemunho da minha morte e ressurreição.

Lembrarei das canções que ele amava, uma das quais eu digo aqui um pedacinho:

Vejo no céu resplendente
Do sol a clara luz
Quero viver tão somente
Brilhando por Jesus

Brilhando, brilhando
Quero brilhar como a luz
Brilhando, brilhando
Sempre brilhar por Jesus!

Meu avô, querido... A jóia que mais brilhou nessa família foi o senhor... Não eu. Meu brilho, tenho certeza, só reflete o seu e o dos outros avós que tanto amo também. Essa família é meu maior orgulho. Essa mesma que começou com o senhor e os valores que colocou em nossos corações. Jamais esquecerei do senhor, de seu carinho e de sua sabedoria.

Com todo o meu amor e saudades...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

No canto da sala, no colo do Pai...


Tenho tido uma enorme dificuldade para escrever. Em primeiro lugar por causa das dores na mão esquerda... Um problema para mim, já que passo a maior parte do dia digitando no trabalho.

Confesso, entretanto, que as dores surgiram em um momento delicado para mim. Estou tal qual uma menininha assustada, com um medo enorme e com muita vontade de me encolher num canto da sala e chorar.

Tudo isto porque não sei o que fazer. Repentinamente eu, que sempre soube exatamente o que queria, encontro-me sem saber como agir.

Quer dizer, eu sei bem o que quero. E sou uma pessoa feliz. Muito feliz. E, até essa minha confusão tem me deixado alegre pelo simples fato de me fazer sentir muito viva. Sou, enfim, uma pessoa normal. Nada demais, considerando tudo o que eu passei nos últimos tempos.

Não quero e não me faço de vítima. Mesmo porque até fui algoz em determinados momentos.

Acredito que tudo o que tenho sentido seja fruto da vontade que me invadiu desde maio: O desejo enorme de viver o que sinto. Sentir o que sinto e não me esconder atrás de um sorriso quando meu coração está quebrado. De não ser tão agradável quando me magoam. De não correr quando não há mais tempo...

Estou lendo demoradamente o livro "Comer, Rezar, Amar" de Elizabeth Gilbert, e tenho me descoberto em sua vida.

Descobri, por exemplo, que meus pensamentos são do tipo macaco: Pulam de galho em galho, parando apenas para guinchar, comer e se coçar. Eu hein...

Não quero ser assim tão louca. E estou um pouco determinada a pensar no que penso. Para descobrir, enfim, respostas que estão dentro de mim. Para confiar, de fato, e não apenas em palavras, que o Pai tem minha vida em Seu controle.

Ele sabe que o amo. Sei que sabe. E sabe o quanto eu gostaria desesperadamente de confiar cegamente. Eu fecho os olhos, porém abro-os vez ou outra.

E eu os abri... Faz pouquinho tempo que entreabri os olhos e vi um abismo aos meus pés. E Ele me mandou fechar os olhos novamente. Ou, apenas olhar para a Sua face. Obedeci por puro medo. Pavor. Estou em Seu colo. Mas ainda me lembro do abismo sob mim.

Normalmente, eu me jogaria no abismo para ver no que dava. Poderia cair. Mas, também poderia voar. Já fiz isso algumas vezes. E já me machuquei tantas que Ele resolveu ir comigo dessa vez.

Difícil confiar naquilo que não é você mesmo. Impossível. Porque quando você se joga sozinho, sabe que pode se esborrachar. E imagina a dor. Mas, nos braços de alguém e de olhos fechados, aí a coisa muda de figura.

O que tem me consolado é o fato de olhar em seus olhos e saber que eles tem A Verdade. E que sabe de mim.

Ele, além de me carregar, manda-me anjos magníficos. E um deles me tem dado seu abraço, seu ouvido, seu colo, seu amor, enfim, tudo o mais que se pode desejar na vida. Tem me dado amigos fiéis, que estão comigo mesmo em seu silêncio. E também com suas palavras.

Estou tranquila, agora. Com medo ainda. Mas, menos do que antes.

Mais mudanças à vista... E mais angústia por isso também.

Confesso - não apenas declaro - que estou um bocado cansada disso. Não tenho tido vontade de me adaptar. Não tenho vontade de analisar as razões. De fazer planos.

Aliás, isso é algo que não quero mais fazer. Vou viver um dia após o outro e, de preferência, com uma noite muito bem dormida no meio. O que tem sido até bem frequente, ainda bem.

Vou viver ao máximo o meu dia, desde a hora em que acordo e ouço os miados da Nina que advinhou que abri os olhos, pelo gostoso ritual de ir alimentar as gatinhas e dar - e receber - um abraço de bom dia delas, passando pelo gostoso aroma do café lá na cozinha, e do gosto maravilhoso do pão com mel e requeijão, andando no trajeto de casa ao metrô por baixo de lindos flamboyands, passando por centenas de rostos na rodoviária, desfrutando da lindíssima arquitetura da Capital, respirando o ar fresco da amplitude que encontro ao chegar no trabalho. E aqui, usufruindo do calor dos meus colegas e amigos, do cotidiano tão gostoso que me lembra todos os dias de ser grata a Deus pelo emprego tão bom que tenho.

E, no fim do dia, receber meu abraço delicioso, e o beijo tão alegre e saudoso. E voltar para casa encontrar Minha Tia - Minha -, a Nina gostosa, o Raj feliz e a Felícia gata como sempre...

E vou dormir, sem pensar no que vou vestir no dia seguinte...

Será assim, por enquanto. Ou pelo menos no período em que não puder deixar de segurar tão apertadamente nos braços do Pai, tremendo de medo.

Sei que estou segura. Mas, estou com medo do novo. Mesmo. Assim...

E, no meu coração estou menininha, encolhida num cantinho ali.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Saudades de vocês...
Minha mão ainda não está boa. E não posso parar de trabalhar. Resultado: Os Blogs dançam...
Deixa estar. Já estou quase legal.
Logo voltarei para encher esse Universo de verbalidades!!!
Beijos enormes.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Peraí!!!


"O mais importante e bonito, do mundo, é isto: Que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas estão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso me alegra de montão"...

João Guimarães Rosa.

Peraí que eu já volto!!!
Acontece que eu me perdi e estou tentando achar o caminho de volta.
Mas, eu também me perdi... A mim mesma!!!
Ei, tem alguém aí???????
Olá-á!!! Oi!!!
Fala alguma coisa!!!
Está tudo tão escuro... Estou com medo, sozinha, com fome e com frio...
Não consigo enxergar a sua mão estendida.
Também não posso ouvir coisa alguma... Foi o silêncio que me ensurdeceu.
A única coisa que tenho capacidade de sentir agora é a dor que me invadiu repentinamente, com o medo de me machucar outra vez... Não posso. Eu tento, mas não consigo me levantar de onde eu estou... E não há quem possa me ajudar.
Pois caminhos são privativos, individuais, egoístas. São nossos. Não se pode viver a vida de outro. A gente assiste da platéia o teatro alheio. E vibra, e torce, e pensa, e chora, e sorri... Mas, não são nossos os sentimentos. São do outro...
E o meu teatro é um monólogo agora. Uma triste comédia de uma vida em passos errantes e dolorosos.
Estou tentando sair de mim. Sério. Estou.
Mas, não acho o caminho de volta para onde eu estava. E não consigo ouvir as vozes que me guiariam pelas veredas.
Tudo dói.
O que mais me dói, entretanto, é que também não sei dizer. Porque, além de tudo, fiquei muda também.
Ops!!! Peraí!!! Não vai embora!!! Ainda não!!!
Vultos eu consigo ver...
Será que é o dia que vai amanhecer? Será????
Quanto tempo ainda vai demorar?
Ou já amanheceu????????
Putz... Será possível, que ninguém me ouve? Será?
Ah! Vai embora, vai!!! Quem foi que disse que eu quero a sua ajuda?
...
...Desculpe a falta de jeito, vai!!! Volta.
Pois é... Esqueci. Posso ouvir a sua voz, mas o caminho em que está é seu.
Hummmmm... Aí é dia já!!! E você consegue ver o meu caminho? Não??????
Ah... Sei. É que ele é só meu, não é? Os pés... Não posso mais andar. E sua voz está ficando cada vez mais longínqua. Não vai embora, não... Senta aí um pouco e espera!
Assiste meu teatro e veja se você pode aplaudir o que há para se ver.
Como assim? Não há o que ver? Está escuro aqui ainda, não é? Eu sei!
Então, eu vou sentar aqui um pouco. E vou esperar o dia amanhecer. E ele vai amanhecer em mim. Eu sei que vai.
O que? Você precisa andar?
Desculpa!!! Eu sei. Obrigada por ficar e me escutar, tá bom?
Perdoe o mal jeito. Mas, eu já, já volto ao normal. Você vai ver. Eu vou sarar. E logo eu serei uma boa vizinha de estrada paralela. Tomara que haja um cruzamento entre elas. Eu sei que vou gostar muito de lhe encontrar. Tenho certeza.
Logo eu, não só andarei, como correrei. Minha estrada é tão bonita. Precisa ver!!! Há flores. Apesar de haver espinhos. Há dias azuis. Há chuva gostosa. Há também tempestades. E montanhas ao largo. E som de mar que o vento traz lá de longe, longe...
Há gramadinhos e árvores aos montes onde eu gosto de subir, e cuja sombra me refresca sonos gostosos. Mas, ficou tudo tão escuro, assim, de uma hora para outra. E eu caí aqui, ó, e está tudo doendo em mim... A dor está passando. Mas, tenho medo de caminhar novamente.
Ei! Tem alguém aí?
Ow!!! Psiu!!!
É... Já foi.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mãos dadas.


Comunico solenemente - Hehehehehehe!!! - que este Universo foi lá ao Fufuquices e, feliz e contente com a solidariedade que nos invade a todos, "roubou" a iniciativa da Claudinha e de outras meninas da "Blogolândia". O 30 em Uns também vai participar, claro, óbvio e evidente!!!
Outubro Rosa é o nome do movimento. Mas, ele tem de começar, na verdade, dentro de cada um de nós, numa movimentação íntima, um desejo enorme de se amar e se cuidar.
Outubro foi o mês escolhido para se lembrar do cuidado que nós mulheres devemos ter com nosso corpo.
É o mês dedicado às crianças. Talvez por isso mesmo tenha sido escolhido para a campanha. Afinal, são os seios que oferecem o primeiro alimento da vida.
Providências simplérrimas - que é se autoexaminar todos os meses, ir ao ginecologista ao menos uma vez por ano e fazer mamografia ou ecografia dos seios - pode salvar milhares de vidas.
O Outubro Rosa serve para lembrar o quão maravilhoso é ser mulher, e o quão importante é que nos cuidemos. É imperiosa a necessidade de diagnósticos precoces...
Só temos uma vida para viver, então, é importante que valorizemos aquilo que nos é dado tão graciosamente... E, mais do que desejar viver, é mister desejar viver com qualidade e muuuuuuuuuuita saúde!!!
Meninas e meninos: Divulguem o Outubro Rosa! Quem sabe assim a gente não consegue diminuir a incidência de mortes causadas pelo câncer de mama no Brasil e no mundo?
Beijos enormes!!!
Para informações mais completas, acessem os links abaixo!

domingo, 4 de outubro de 2009

Entre Estrelas




Dá-me sua mão e eu o levarei ao meu mundo.
Lá eu lhe mostrarei todos os encantos de um Universo tão diversificado que você mal saberá o que escolher, dentre tantas opções.
Há dias de chuva fresquinha, inundando tudo com o silêncio que seus pingos espalham pela natureza, acordando com seu grito surdo a vida que está oculta em cada canto. Haverá também dias ensolarados e azuis, deixando claras todas as cores. Cheios de aromas de flores e sons de pássaros que, a cada hora vem cantar seus maviosos hinos ao amor que lhe dedicarei.
Bem cedinho canta o fértil Sabiá próximo à minha janela.
Logo após, vem o Bem-te-vi, e diz o quanto lhe quero junto a mim.
E o João-de-barro vem me lembrar que eu quero muito um lar, e, logo mais, veremos juntos aquela ave da qual eu não sei o nome mas, linda, acorda minha visão para os mistérios da beleza infinita.
Você também experimentará dias frios, em que nossas mãos se entrelaçarão para se aquecerem e para envolver nossos corpos aconchegados.
De mãos dadas dançaremos todos os ritmos dos nossos corações!!!
Os meus mundos tem muitos sorrisos... Os meus, os seus, os de crianças a correrem por lugares inimagináveis... Incluindo meu coração.
Elas se escondem em pedacinhos de olhar, e sorriem serelepes pelas ruas da minha vida, contando-me as milhares de razões que tenho para ver uma estrela brilhar no céu.
Também tenho lágrimas para verter, que sua mão, agora minha, irá secar, uma a uma, olhando em meus olhos, tecendo dentro deles um sorriso que logo nascerá.
Há ainda gritos. De raiva. De dor. Mas, também há os de alegria exacerbada que não cabe dentro de si mesma!!!
Dei-lhe minha mão. Agora tome a minha e seguirei os rumos de seu coração. Irei onde quiser levar-me e repartirei consigo suas dores, seus amores, seus melhores anos, o melhor e o pior de si.
Irei consigo até o lugar onde guarda seus sonhos, e os guardarei em meu coração. Lá serão gerados, preparados até que sejam dadas à luz realizações de cada uma dessas sementes.
Também percorrerei os espaços de sua alma, correndo por entre os espinhos de seus medos, semeando rosas de tranquilos conhecimentos. Andarei por ribeiros de sua tranquila paz e experimentarei as falas de seus sonos onde seus sentimentos mais secretos são guardados.
Descobrirei os seus segredos e destruirei todas as mentiras que ali houver.
Porque, quando eu lhe der a minha mão e você tomar a minha, caminharemos lado a lado, em Universos - meu e seu - fundidos em um só mistério: O do amor que aprenderemos juntos, nos caminhos que temos andado separados mas, que ali à frente, serão um só e terminarão lá no infinito. E deixaremos de andar no escuro sozinhos para, enfim, andarmos de mãos dadas por entre estrelas.

sábado, 26 de setembro de 2009

Help! I need somebody!!!





Palavras são coisas muito sérias. E podem não ser também. Depende do referencial.
Para mim, entretanto, elas tem um peso tão grande na minha história que acabaram se tornando este Universo aqui.
Dependendo de sua forma, elas tem o poder de curar ou ferir.
Palavras escritas são o tempo que tem a chance de voltar. São ponteiros de um relógio cujo sino não badala nem o pêndulo se movimenta.
Já a palavra falada é como vento que sopra onde quer e ninguém vê. Podem ser um furação destruindo tudo ao redor, e podem ser uma brisa suave trazendo refrigério a corações feridos.
Em maio, quando tive de partir da vida da pessoa que mais amei na vida, eu não entendia o que acontecia. Então, o Big-Bang aconteceu e nasceu este Universo aqui.
Havia uma propaganda que era assim, uma enxurrada de letras invadindo espaços e formando cachoeiras imensas... O Amado dizia que era a minha cara.
Sabe, uma das coisas que mais faço na vida é pensar. A ponto de ter insônia quase todas as noites. Ontem mesmo eu vi um médico dizer que é um traço comum aos insones: Pensar demais.
É o meu caso.
Penso muito sobre tudo. Sobre política, sobre a minha família, sobre meus amigos, sobre meu passado, a respeito do meu presente, sobre meu trabalho, meu lazer, sobre minhas roupas, meu corpo.
Há momentos em que emprego todos os meus sentidos aos meus pensamentos e acabo percebendo tudo - absolutamente tudo - ao meu redor. Os sons que acontecem lá fora, a temperatura externa, a temperatura do meu corpo, o som dos meus cabelos escorrendo pela cabeça quando faço um movimento qualquer. Os cheiros que o vento traz à janela do meu quarto... Quando ouço uma música, se for música com violão por exemplo, eu percebo até mesmo o som dos dedos do violonista percorrendo as cordas... Ou das crinas das paletas dos violinos arrastando-se nas cordas para fazer um violino chorar suas melodias.
Percebo o som do vento nas folhas, e uma voz ao longe falando... E assim, eu me perco nos meus pensamentos, fazendo meu cérebro juntar todas essas partes, e tentando sentir tudo em volta de mim com o coração.
Muitas são as vezes que até sou tida como desatenta... Pensam que não presto atenção ao que dizem... Mas, sou toda ouvidos a quem está à minha frente... E todos os demais sentidos ao que está ao meu redor...
O que penso e sinto também é percebido... E acabam se tornando palavras. Chega a ser angustiante, muitas vezes, toda essa sede de viver e provar a vida.
Nem sempre eu fui insone. Por um tempo eu dormi até demais. E atribuo isto a uma certa depressão que nem sabia que tinha. Mas, ela estava ali. E o sono era uma forma de fazer o tempo passar mais que depressa.
Só que, quem convive comigo de uns tempos para cá, sabe que eu durmo pouquíssimo. E penso o tempo todo.
Certo domingo, fomos à casa de Pappys e Mammys como de costume e eu lá, acabada de cansaço porque a semana havia sido puxada e eu havia dormido quase nada, como sempre. Queria, por tudo, só dormir um pouquinho naquela tarde dominical. Fomos para casa e, enquanto o meu companheiro foi tomar um banho eu fiquei no quarto escurinhobom com ordens expressas para dormir. Eis que chega a pessoa e eu lá, sentada na cama sem conseguir pregar os olhos. Até que fui, literalmente, posta para dormir com ele o tempo todo me pedindo para parar de pensar um pouco. Deu certo. Pena que o telefone tocou e eu dei um pulo assustado e o sono foi embora novamente...
Mas, o fato é que as palavras inundam meu ser... E me enchem como se eu fosse uma esponja que precisa de água o tempo todo... Isto até me faz perder o rumo que quero seguir.
Porque há tantas coisas no mundo para eu ver, sentir, provar, que não sei se vai dar tempo!!!
Porém, enquanto isto, eu fico aqui consolada com o fato de poder escrever demais... Numa verborragia que, se fosse hemorragia, me faria morrer.
E, aqui escritas, as palavras me dão a chance de revisitar o passado vivido e sentido. E ter a chance de mover os ponteiros do relógio da minha existência para eu ir ao momento que quiser.
As palavras ditas ficaram lá atrás. E ficou o dito pelo não dito. Todavia, as que eu redigi, em cartas, e-mails, ou ainda em poesias, são documentos de um momento que pode voltar cada vez que forem lidas novamente.
Pena... As que dizemos podem ser tão lindas também... Mas, a memória, para algumas pessoas, só é palpável quando se escreve, uma vez que a escrita documenta o pensamento, as ações e os costumes. A escrita é o relato de uma época, ainda que este período seja apenas sentimento.
Eu costumo me lembrar de tudo o que eu digo. Ainda que pensem que não. Porém, eu, como ser humano que sou, posso mudar de idéia. Afinal, a vida segue em frente, rumo ao desconhecido. Ainda bem que há a possibilidade de podermos, de alguma forma, evoluir.
Nossa... Que loucura! Hoje, então, estou demais... Numa agitação mental que mal consigo saber o que estou dizendo...
Você aí, pode dizer se há algum sentido nisto que escrevi?
Socorro!!! Hoje eu não tenho quem me coloque para dormir, me mande parar de pensar... Desse jeito aqui, eu vou looooooooooooooonge, longe!!!

Mais selinhoooooooos!!!

Gente, mais selinhos...
Como de costume, eu os colocarei na sua galeriazinha, ou seja, ali ao lado.
E, como sempre também, eu vou ter de indicar Blogs que já ganharam os mesmo selinhos por uma razão mais que simples: Eu realmente acho tudo isto deles. Só faço e falo o que acredito. Não gosto de mentir, por isto mesmo é que eu indico estes. Mesmo porque sou leitora assídua e fã incondicional de suas escritoras...
E vamos lá para as regrinhas deles:
Para o selinho "Exemplaridade" temos de indicar 5 Blogs e dizer os motivos pelos quais eles são exemplos para mim:
Fufuquices: Ele é muito fofo! A Claudinha é uma mulher daquelas que a gente morre de vontade de conhecer porque é extremamente cativante. Corajosa, cheia de vida, de brilho, de cores e aromas e poesia.
Vou Mais Leve: A Elisa é um exemplo para mim. Como mulher, como esposa, como mãe... Ela é uma meiguice só. E é leve mesmo!!! Sua alma é leve simplesmente porque ama e consegue ser amada. E porque sabe aproveitar as pequenas coisas da vida como se fossem as mais importantes. E são mesmo.
Demais Para Minha Cabeça: A Adri é tudodebomnomundooooooooo!!! Minha carioquinha maravilhosa!!! Aliás, só por ser carioca já seria fofa!!! Hehehehehehe!!! Bom, ela sabe o que diz. E diz com uma propriedade desconcertante. Em poucas palavras. Não é verborrágica como eu sou. O que por si só já é digna de minha admiração eterna. Admiro quem é conciso. Admiro. Ela não precisa ser verborrágica. Porque ela vai ao cerne da questão e é completa em suas palavras cheias de vida.
...Deixa estar que logo eu indico os outros dois... Certo?
Quanto ao selinho "Este Blog é De Ouro", as regras são:
  • Linkar a indicadora... Desta vez foi a Claudinha, do Fufuquices, já linkada acima.
  • Dizer quais coisas de que mais gosta no Blog:
  1. De poder dizer o que sinto e penso porque aqui eu sou o centro do Universo - Hehehehehehe!!! Pelo menos aqui eu posso dizer isto, não é mesmo?
  2. De TODOS os comentários.
  3. Das pessoas maravilhosas que me visitam assiduamente, incluindo as três acima linkadas, e mais algumas que sempre estão aqui, brilhando nos espaços do meu ser. Ei, Paulo, este item inclui você, e mais a Renatinha, a Katinha e os outros Anônimos!!!
Eu repasso este selinho a todas as já citadas acima, mesmo porque, a terceira regrinha, a de repassar, é dedicá-lo a quem você ama e lê sempre... Bom, são elas... Sou viciada nessas mulheres e seus mundos magníficos e instigantes.
Eu aproveito aqui a oportunidade, mais que oportuna, para dizer a todos os meus amigos mais queridos, e os que não são amigos ainda, que fico extremamente honrada com a visita de vocês que perdem uma boa parcela de seu tempo lendo o que tenho a dizer.
Beijo enooooooooooooooooooorme a todos vocês, cheio do meu carinho!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Metamorfose Ambulante II

Pois, bolinhas, pintinhas!!!
Achei o que eu queria... O 30 em Uns também está de visu novo!!!
Bem meiguinhos, os Blogs, agora sim, tem a minha cara!!! Hehehehehehe!!!
Coisas de menininha... É, dessa mesma que ainda não foi embora de mim!
Beijocas cheias de "bulinhas"...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sim, Nós Sabemos!!!


Pedi licença à minha Amiga Adri Polo para vir aqui e discorrer umas linhas a respeito do que ela escreveu lá no Blog tudodebom dela!
Ela falou a respeito de dúvidas. E de certezas.
Sabe, Adri, uma das melhores coisas em se completar 30 anos é que já sabemos o que queremos e, mesmo o que NÃO queremos.
O último ano foi para mim um ano de milhares de descobertas sobre mim mesma.
Em um curtíssimo espaço de tempo, eu vivi o que não passei por quase 10 anos.
E, quando você postou lá no seu Blog maravilhoso a respeito de como gosta de gente decidida, eu fiquei lembrando de quantas coisas eu descobri.
E uma delas é que muitas vezes desejamos saber e não sabemos. E, quando desejamos saber, muitas vezes pensamos que sabemos. E não sabemos.
Sabe aquela coisa de "querer é poder"? Mentira. Nem sempre é assim.
O saber implica em experimentar. Não se sabe até que se tenha passado por uma situação, experimentado algo, sentido...
A imaginação, o querer, o desejar são prodigiosos, sem dúvida alguma. São formas poderosas de alcançar o que se pretente. É o fio da meada que puxamos para desenrolar o novelo. É o Pensamento. O nascer do conhecimento, o berço da ação.
Mas, Adri, amiga linda, como é bom descobrir o Universo que somos, não é?
Como é bom saber que você prefere as passas escuras!!! Eu prefiro as brancas... Oras, poderíamos fazer um almoço bem bacana... Olha só, poderíamos fazer o seguinte: Encher uma salada bem gostosa das duas variedades, daí, você separa no seu prato as escuras e eu as brancas no meu. Daí, eu pego as suas brancas e você as minhas escuras!!! Seria bem divertido!!!
Viu só? Nosso encontro, amiga, já começou com um pensamento meu a respeito daquilo que você prefere. Daquilo que você decidiu que é melhor para o seu paladar... E eu já estou achando gostosíssima nossa salada, imaginando como será bom estar junto a você e outras de nossas amigas lindas nessa cidade divina que é o Rio... Meu recanto...
Pois é... Eu prefiro amêndoas às nozes. Prefiro Sorvete de Tapioca com Calda de Goiabada Cascão ao Vinho que o Dudu Camargo criou divinamente. Prefiro a Quitinete ao Universal... Não porque a comida é melhor - ambas são maravilhosas... Mas, é que os momentos mais felizes foram na Quite...
Prefiro vinho tinto ao branco. E prefiro o seco ao suave. Mas, aquele prato com robalo que tem lá na Quite... Comi demais... Bom com um vinhozinho branco... Eu acho!
Gosto de carne vermelha. E delas, prefiro cordeiro - e se for o do Lagash ou aquelas peças maravilhosas da Fogo de Chão.... Huuuuuuuuuummmmmm!!! Gosto mais da comida italiana do que da francesa, mas a francesa me encanta com seus aromas, sua arte, sua história.
Prefiro branco ao preto, apesar de vestir mais preto do que branco. Mas, de vez em quando, também uso um vermelho, quando estou me achando.
Prefiro camisas ao invés de camisetas e tenho uma coleção delas.
Prefiro sapatos altos aos baixos. Prefiro o nude ao bege - Hehehehehehe!!!
Prefiro pantalonas às calças justas. E amo saruel!!!
Prefiro Jazz e Bossa à Sertanejo. Prefiro dançar a ficar em casa.
Prefiro a Europa e toda a sua história... Mas, um dia, quero ir aos Estados Unidos com dinheiro para gastar tudo!!!
Prefiro o frio ao calor, e a noite ao dia.
Prefiro não tomar sol. Preferiria fazer amor à beira de uma lareira, num tempo bem frio, com uma taça de vinho perto de mim, e junto a frutas e queijinhos.
Prefiro dormir de dia do que à noite - coisa doida, né? E prefiro travesseiro de plumas ao de viscoelástico.
Prefiro colchão de molas e alto do que uma cama baixa e de espuma.
Prefiro deixar a cama arrumada.
Prefiro pijamas compridos. Mas, não sou tão básica assim...
Prefiro dormir no silêncio. Prefiro ler enquanto estou desperta, e não quando tenho sono.
Prefiro assistir a filmes de crianças com crianças. Mas, mais ainda, prefiro assistir a filmes em casa, que é para, quando achar uma cena chata, eu adiantar. E quando amar outra, voltar cinco mil vezes se for preciso.
Prefiro viajar de carro do que de avião. Mas, amo voar também... Mais até do que rodar por aí... Mas, ambas as formas de locomoção tem seus encantos...
Prefiro a montanha ao mar. Mas, o som do mar é o mais lindo do Universo inteiro!
Prefiro a luz de velas. E ficar em casa dançando uma música suave com o amado... Prefiro um peito para deitar. E um coração para ouvir. Gosto demais que me ponham para dormir... Mesmo que eu não durma! Posso fingir, só para sentir o cuidado gostoso de quem se preocupa comigo...
Prefiro conversar horas a fio sobre tudo e sobre nada. E ver televisão rindo abestadamente uma risada daquelas mais gostosas e ruidosas do mundo...
Prefiro ter um amor do que ser só. Mas, também gosto desta fase gostosa que estou vivendo!
Decidi, ao cabo de tudo, que quero ser e sou feliz. E decidi também que os outros são os outros e serão respeitados e amados por isso. Mas, não deixarei de ser o que sou, quem sou e do que gosto por causa de seu ninguém!
Gosto! Gosto mesmo das coisas boas. Gosto mesmo do que é mais caro e só não compro se não tiver dinheiro... E decidi que não sofrerei porque não tenho o que quero.
Decidi também que quando eu tiver de chorar eu vou chorar. E quando estiver com raiva, eu vou explodir!!!
Quando eu quiser falar palavrão eu vou falar. E quando eu quiser abraçar, eu vou abraçar.
Decidi que quando quiser usar batom vermelho, mesmo com meu bocão, eu vou mandar ver...
E decidi também que, quando o amor me chamar, eu vou seguí-lo... Ainda que, novamente, eu me despedace em mil... Porque eu decidi, por fim, que eu vou viver tudo quanto eu tiver de viver. Sem lamentar.
Sabe, amiga... Estou gostando dessa coisa de ser mulher, viu? E mais ainda dessa coisa de saber o que quero. E de saber também o que não quero.
E de saber que sei porque experimentei!!! Que sei do que gosto, que sei o que quero. Que sei o cheiro que me provoca arrepios - de tão bom que é, ou de tão ruim.
E que gosto demais de você! Apesar de nunca termos nos visto pessoalmente, sou louca para ver você e para ver a Elisa... E a Claudinha... Para conversarmos coisas que são Demais para Minha Cabeça, e para, ao final de tantas Fufuquices dizer: Vou mais leve...
Lindas, vocês são mulheres que, decidi: Vou gostar e admirar para o resto da minha vida!!!

Beijos!!!

Chuva de Selinhos!!!

Gente, ganhei um tanto de selinhos, Hehehehehehe!!!
E só agora eu vou postá-los aqui... Mas, eu já os coloquei ali ao ladinho, todos juntinhoslindosfofos!!!
Beijos à Claudinha, Adri e Elisa, minhas lindas amigas da "Blogolândia", como diz a Claudinha.
Espero um dia encontrá-las!!!
Beijo enoooooooooooooorme em vocês, e seguem as regrinhas...
Lindinhas, não é falta de imaginação... Mas, eu teria de indicar 5 Blogs para dar os selinhos... Mas, já sei que receberam todos eles... Se não receberam todos, são de vocês os que ainda não são seus... Porque, tenham certeza absoluta: Acho mesmo seus Blogs tudo o que eles indicam!

Regrinhas do Selinho "Seu Blog É Mágico":

1. Postar o selinho e as regras
2. Responder às perguntinhas:
  • Uma música mágica? You Come To My Senses, do Alessandro Safina
  • Um filme mágico? Ai, são tantos... Mas sou fissurada em toda a Trilogia do Senhor dos Anéis... Já vi milhares de vezes.
  • Uma viagem mágica? Israel...
  • Um acessório de maquiagem mágico? Rímel preto... Aliás, uma unanimidade! Deixa o olhar mais que poderoso.
3. Indicar o selinho a 5 blogs mágicos:
Bom, 3 eu já indiquei... Mas, vamos lá mais dois:

Lindos!!!

Beijoooooooooooos, meninas!!! Muitíssimo obrigada!!!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Amor e Nada Mais.

Hoje meu pai lindo foi condecorado com a Medalha do Mérito da Alvorada.
É uma honraria concedida pela NOVACAP, por meio de proposta parlamentar distrital, a personalidades de diversas áreas de atuação e que prestam relevantes serviços à sociedade do Distrito Federal.
Gente... Hoje foi um dia queeeeeeeente!!! Santo Pai Eterno... E eu lá tietando meu Pappys lindo. Ele é tão lindo!!! Tão cheiroso...
Bom, não preciso dizer o quanto admiro meu pai.
Ele é de origem humilde. Sempre tiveram tudo o que precisaram, mas ele teve de trabalhar cedo.
Ele foi ajudante de pedreiro, já trabalhou em dois empregos em locais extremos - não me perguntem como ele conseguia -, morou longe da minha mãe e da minha irmã para poder juntar dinheiro e construir a casa onde passei boa parte da minha infância, sem qualquer ajuda ele passou no concurso público que, na época, foi o mais concorrido, deixando um emprego em um Ministério que pagava até mais.
Pouco a pouco, persistente como é, ele galgou o mais alto posto da sua área de atuação, e saiu da Caixa Econômica Federal como uma das pessoas mais especializadas no mundo naquilo que fazia.
Logo que saiu foi prestar consultoria em uma empresa.
Nada foi fácil, entretanto. Ele passou por situações difíceis, mas nunca o vi reclamar do que quer que fosse.
Todo esse trabalho nos rendeu aquilo que de melhor poderíamos ter. Uma excelente educação, mas tudo sem luxo ou ostentação. Vida de classe média muito bem vivida.
Ele sempre foi equilibrado. E sempre foi muito tenaz.
Antes mesmo de deixar a Caixa ele começou a fazer o curso de Teologia. E, na verdade, ele saiu de lá para se dedicar ao pastorado. Ofício que ele exerce até hoje, e que levou um dos nossos deputados distritais a indicá-lo para o recebimento da medalha por causa dos serviços sociais que a igreja tem feito na comunidade onde está inserida.
Claro que meu pai não é uma pessoa perfeita.
Ele é teimoso, para começo de conversa. E, muitas vezes é rabugento.
Mas ele é lindo, cheiroso, e foi a pessoa que mais demonstrou amor por mim em toda a vida. Eu não canso de dizer isto. E já disse inúmeras vezes. Porque não quero esperar que ele morra para sentir o que sinto, nem dizer o quanto eu o admiro.
Somos assim... Os dois mais circunspectos... Mais comedidos. Mas acho que somos os que mais sentem tudo ao redor.
Temos a mesma opinião sobre diversas coisas. Inclusive sobre o momento de calar. Porque sabemos como uma palavra pode ser nociva, como pode ser destrutiva.
Amamos deixando livre. Ainda que nos pareça uma idiotice o que o outro está fazendo, pela simples razão de que a vida é para ser vivida individualmente. Vemos o que vai acontecer, mas sabemos que não adianta ver com nossos olhos sendo que são os olhos alheios que não enxergam.
Ele sempre fez isto comigo também.
Acredito que desde que nasci.
Todo pai e toda mãe sabe que para o filho aprender a andar é preciso soltar a mãozinha da criança. E ela vai cair.
Ele me viu sofrer diversas vezes... As minhas duas grandes desilusões (por coincidência, os dois únicos relacionamentos que tive que, segundo Mammys, ela gostou), foi ele quem consolou.
Pensa que esqueci, Pai? Não!!!
Da primeira vez eu também chorei compulsivamente sobre seu colo. E foi a sua mão que afagou meus cabelos... Faz tanto tempo!
Desta última vez também. Foi sobre seu peito que deitei e chorei... Por sua causa, eu sei, eu não me entreguei à tristeza profunda.
E foi da sua boca que eu ouvi há um ano atrás: "Não importa o que você fale, não importa o que faça, não importa o que seja. Eu amo você, e estou aqui para lhe dar todo o apoio que precisa. Só não me peça para ser conivente com o que é errado, porque você sabe que não posso fazer isto, ainda que a ame. Mas, tudo que é meu é seu. E nada no mundo fará com que eu a ame menos".
Você talvez não saiba, Pai, que o ar poderia ser cortado naquele momento tão denso era o amor que invadiu aquela sala.
Você tirou a vergonha de sobre mim. E eu não temi mais nada. Naquela noite eu compreendi o que é Misericórdia e o que é Graça. E soube o quanto Deus me ama e por isso mesmo me perdoou.
Dias depois você me ensinou que não adiantava amar mais aos outros do que a mim mesma. Que a vida era minha e que só eu era responsável por ela. E que ninguém mais poderia viver por mim. E que, por isso, eu teria de arcar com todas as responsabilidades por aquilo que eu fizesse. Mas, sempre colococando-se ali, perto de mim, para me dar a mão caso eu caísse.
Meus lindos irmãos, brincando eu sei, sempre me provocaram dizendo que fui achada na lata do lixo, hehehehehe, e eu só posso dizer uma coisa a respeito: Quanta honra a minha se isto fosse verdade!
Ainda que eu descobrisse tardiamente que algo aparecido aconteceu, eu só poderia dizer que sou a pessoa de maior sorte do mundo!
Tantas vidas eu tivesse, queria que você fosse meu pai em todas elas.
Por muitas vezes eu senti a sua falta. Mas, hoje, eu sei que estava o tempo todo presente em minha vida por meio de sua provisão, por meio de seu amor que o fez sacrificar sua vida e seu tempo para que eu, minha mãe e meus irmãos tivéssemos tudo o que você nunca pode ter.
Sinto muito só por não corresponder na totalidade aquilo que você sonhou para mim.
É que você me ensinou que preciso aprender. A cabeça é dura, mas um dia eu aprendo.
Gostaria que todos tivessem em mente como é ter alguém que nos ama assim incondicionalmente por perto. Isto é algo que nos faz perder o medo. Pode o mundo desabar sobre sua cabeça, e pode ser que você se quebre em zilhões de pedacinhos pelo chão. Não importa. O amor nos reconstrói. E NUNCA sai de perto.
Gostaria que você, Pai, pudesse me ver feliz e realizada. Como eu gostaria!
Como eu queria ver você colocando minha filha para dormir sobre seu peito, do mesmo jeito que fazia comigo... E queria muito que você andasse de mãos dadas com ela, assim de vestidinho branquinho de algodão e pezinhos descalços.
Sem medo eu a deixaria sob seus cuidados e de Mammys para que ela pudesse curtir o que é ter avós.
Ia fazer de conta que ficaria com raiva dos mimos que dispensariam a ela, mas eu, no fundo, iria sorrir porque agora sei que vocês só tem a obrigação de avós de "estragar" nossos filhos.
Achei que estes momentos estavam próximos de acontecer. Mas, não deu, Pai. Ainda não.
Mas, sei que, mesmo que não aconteça, seu amor por mim continuará o mesmo.
Como eu o admiro! E como tenho certeza do seu amor.
São poucas as coisas que eu posso afirmar com certeza: Que Deus é soberano e cheio de Graça e Misericórdia e vive em mim por meio de Cristo, e que você e Mammys me amam.
Do restante eu sei. Mas nunca com certeza tão absoluta assim.
Portanto, Pai lindo, a honraria de hoje foi mais que merecida. Mas, se soubessem quem você de fato é, ela seria apenas um vislumbre daquilo que você merece. Só que eu acho que nada há nesse mundo que esteja à sua altura.
Amo você!

domingo, 13 de setembro de 2009

No Colinho!!!
















Que dia maravilhoso foi este domingo!!!
Hoje eu não fiz o que era habitual. Apesar de o habitual ser maravilhoso também.
O costume é todos os domingos ir para a casa dos meus pais, ou dos meus avós ou do meu primo. Enfim, ficar com a minha família mais que amada.
Todos os domingos são de alegria imensa, embora eu não permita que os outros percebam isto.
Só que amo ouvir as risadas dos meus. Seu jeito simples de ver a vida, a leveza ou o peso que carregam.
Ficar perto já me dá alento e uma carga extra para passar a semana.
Esta semana, entretanto, eu ganhei uma nova "pilha" para experimentar.
Foi tudo novo para mim.
Havia mais de 20 anos, eu acho, que eu não andava de moto. Sempre tive medo. E, a última vez foi com um tio meu, andando bem devagarzinho para eu não cair.
Confesso que não gosto nem um pouco da sensação de insegurança, de fragilidade, de vulnerabilidade que a motocicleta nos dá. Porém, tenho a consciência de que os automóveis nos dão uma falsa sensação de segurança. São mais seguros, é verdade, mas essa sensação é o que faz com que nos arrisquemos mais. Com manobras arriscadas, velocidade elevada... Eu que o diga! Pé pesaaaaaaaaaado!!!
Então... De moto fomos ao Jardim Botânico, local aqui do Distrito Federal que nunca havia visitado. Lugar aprazível, mas que poderia ser bem melhor... Porém, valeu a visita pelo magnífico Jardim dos Aromas... Muitas ervas aromáticas que fazem parte da minha infância: Mangericão, alecrim, malva rosa, poeijo, hortelã, menta, boldo, cavalinha, lavanda, erva doce, citronella... Isto sem falar no cheiro do cerrado, que também é maravilhoso.
E um dia queeeeeeeente, lindo, aberto, céu magnificamente azul.
Depois, almoço! Huuuuuuuuuuuum... Que delícia!!!
Só o suco já teria valido a pena. Outro gosto da minha infância, desta vez, os tempos passados em Natal, terra de minha mammys: Suco de mangaba - da própria fruta, não era polpa!!! Uma jarra cheia, da qual só dei conta de tomar dois copos.
Outro fato inaudito: Comi quase a mesma quantidade que meu amigo!!! Mais de meio quilo de comida, gente!!! São quase 22h e até agora eu não tenho fome!!! Hehehehehehe!!!
No meio do caminho, o convite para ir com os sobrinhos dele comprar o presente de aniversário do pequeno...
Deixada a moto em casa, de carro fomos buscar os pequenos. Liiiiiiiiiiiiiindos!!!
A menina me deixou encantada, tamanha a sua beleza. Era impactante. Olhos claros, puxadinhos, narizinho arrebitado, sardas bem clarinhas, cabelos cor de mel.
O rapazinho igualmente lindo, mas ela era um encanto. Não sei se me encantei porque sou louca por meninas, mas realmente ela me cativou.
Na volta para deixar as crianças, eles dormiram. E lembraram-me, mais uma vez, de quando eu era pequena.
Muitas vezes, ao voltar de algum lugar, eu adormecia no carro. Sempre tive o sono leve. Sempre.
De forma que, quando meu pai me chamava para sairmos do carro, invariavelmente eu o estava ouvindo. Só que, por diversas vezes eu continuava com os olhinhos fechados só para ele me carregar no colo. Amava o colo do meu pai.
Aliás é uma das lembranças mais doces da minha vida. O colo do meu pai.
Quantas foram as vezes em que fiquei deitada horas a fio sobre a barriga dele. Não dormia. Mas era tão bom que eu ficava ali, escutando sua respiração, as batidas do seu coração, sentindo o cheirinho bom dele, o calorzinho gostoso e sua voz cantando para mim... Tantas músicas de que ainda me lembro.
Há pouco tempo eu tive novamente essa experiência. Foi no feriado do Dia de Tiradentes. Dessa vez, de tão bom que foi, eu dormi. Lógico que não com meu pai... Mas, isto não vem ao caso.
De qualquer forma, eu tenho viajado no tempo...
E tem sido tão gostoso, quente e aconchegante como o dia de hoje. E tão alegre quanto tem sido a minha vida.
Tive vontade de pegar aquela menina no colo hoje quando chegamos. Não queria que ela acordasse só porque eu sei que é tão gostoso ser carregada.
Se ela soubesse que vai precisar carregar a vida, e que suas pernas terão de sustentar a sua história que, com os anos que passam, fazem os joelhos mais frágeis, ela teria continuado com os olhinhos fechados como eu fazia.
As pernas pesam, não porque a vida fica mais difícil, mas é porque a vida tem o peso da história que vivemos.
O coração, a alma, os sentimentos ficam mais leves. Nada mais é novidade. Só que, se nos livramos de pesos, é porque um dia eles estiveram sobre nós. Por isto, o corpo sente tardiamente os "abusos" sentimentais que cometemos.
Uma pena, ao meu ver.
Linda menina de olhos verdes... Queria você nos meus braços! Daquele mesmo modo como você segurou a boneca que acabava de ganhar do titio. Tomara que você tenha o privilégio de ser colocada no colo muitas vezes assim como eu. E, quando chegar a ser mulher, que um dia o seu amor a coloque sobre o peito também. E que você durma, de tão bom que é ouvir o som do coração, sentir o cheiro e o calorzinho gostoso do aconchego.
E que você possa ver outra menininha e desejar o mesmo para ela.
Eu, por minha vez, quero colinho... E também quero vento no rosto, dias de sol e suco de mangaba, assim como quero dias frios e ficar aconchegada e, simplesmente, amar.
Só que, da próxima vez, eu juro que subo em uma árvore, que é para a criança que mora dentro de mim, voltar para ficar.

Boa semana a todos!!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Metamorfose Ambulante

Como todo Universo que se prese, o meu está constantemente em mutação.
O universo em que habitamos muda a cada átimo de segundo. Só que, dada a sua imensidão, não percebemos as mudanças que acontecem a todo tempo.
O meu não podia ser diferente.
Assim, caríssimos, eu comunico solenemente que o layout mudou... Usando um bem mais clean, que me permite, inclusive, que seja customisado de acordo com aquilo que sinto em determinados momentos...
Está bem assim?
Bom, enquanto eu não enjoar...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Olha a Chuvaaaaaaaa!!!




Feriado Nacional. Em homenagem à Independência do Brasil...
Dia lindo! Como em quase todos os anos. Fui à casa de um dos meus primos queridos que mora em uma chácara próxima ao lugar onde fui criada. Mas, é longe. Logo fiquei aborrecida por causa de um engarrafamento monstruoso no centro da Capital. O aborrecimento passou depressa com a velocidade do carro. Alta por sinal, o que quer dizer que minha raiva passou a 120 km/h diante de mim.
A casa do Eduardo é longe, não só porque é distante de algum lugar, mas porque não pega celular, não tem internet...
Confesso que no início eu cheguei a ter uma certa síndrome de abstinência deste tipo de tecnologia. Como se meu telefone vivesse tocando. Até parece... Quase ninguém me liga! E como se eu recebesse milhares de mensagens eletrônicas.
Mas é que a sensação de estar alijada do mundo e dos acontecimentos e o fato de eu precisar falar, com alguém, ou só desejar isto por qualquer motivo que seja e não conseguir me apavora!!!
Passado um certo tempo, de tantas e tantas vezes que eu tenho ido até lá onde meus amados primos e tios moram - no lugar que está se tornando uma charmosa e aconchegante vila - eu já nem tenho sentido mais tanta falta dessa tecnologia. Foi coisa banal. Nada que umas horas de conversa, risos, música e dança não sarassem.
Ontem eu estive lá com meu doce e gentil amigo, e lá estavam as figuras familiares dos meus amados primos, meu tio, da criançada... E, como hoje, amanheceu um lindo dia de sol. Queeeeeeente!!! Suei em bicas, fiquei cor de rosa, como sempre... Mas, valeu a pena. Nada como ter sempre um leque na bolsa. E eu sempre tenho.
Ontem, assim como hoje, depois do almoço caiu aquela chuva!!!
Só que a de hoje foi bem pior que a de ontem. Pior não. Mais forte.
Quando eu era criança, eu tinha fobia de chuva. Fobia mesmo. Quando eu sentia aquele vento diferente, quando via o céu escurecer, sentia o cheiro de terra molhada que o vento trazia de longe, eu já sentia uma dorzinha de barriga, daquelas que só sentimos quando o medo chega com muita força. Era como se fosse um vazio no baixo ventre que, subitamente, era preenchido por um monstro vindo das profundezas do abismo e começasse a cospir fogo dentro de mim.
Ao mesmo tempo em que eu sentia aquela agonia me subia um calor: Era ele, o tal monstro me devorando com sua chama impiedosa!
Quem me conhece bem sabe que quando me sobe esse tal calor eu fico, invariavelmente, e por qualquer motivo que seja, muuuuuuuuito vermelha.
É impressionante.
Quando ia começar a chover, eu começava a chorar. Era uma sensação muito ruim. Trovões? Relâmpagos? Raios? Ai meu Deus!!! O pânico tomava conta de mim.
Minha mãe conta que um dia eu saí gritando para a minha Bá: Nê, vamos, vamos molhar as plantinhas, vamos!!!
Ao que ela respondeu: Mas não precisa! Vai começar a chover!
E eu falei: Mas, a minha mãe disse que Deus manda a chuva para molhar as plantinhas, e se a gente molhar antes dEle, então não vai chover!!!
E todos começaram a rir de mim. E eu comecei a chorar, porque simplesmente não entendia que não bastava a minha vontade para Deus não mandar a chuva. Ela vinha. Porque era época de vir. Porque o mundo precisa dela. Porque tem sido assim desde que tudo foi criado. Porque a vida precisa continuar, a despeito do choro de uma menininha.
Quando chovia e era noite, eu até ficava sozinha no meu quarto. Mas, era sempre com muito pavor. Muito. Encolhida na cama, totalmente coberta - coisa de que tenho horror até hoje - eu não conseguia dormir. A cada relâmpago, eu tampava meus ouvidos para não ouvir os estrondosos trovões que viriam em seguida.
Meus pais sabiam que eu nunca pediria ajuda. E que não teria coragem de sair da cama para pedir para ficar com alguém. Por isso, minha mãe me levava pela mão, com meu colchãozinho na outra mão, e me colocava para dormir no quarto com meu irmão. Para o pavor arrefecer, bastava estar perto de alguém. Não precisava me abraçar. Bastaria estar pertinho. Mais nada.
Não sei até hoje quando foi que aquele medo passou. E como ele começou.
Hoje, eu amo a chuva. Ainda sinto um certo incômodo com os relâmpagos e trovões. Mas, acredito que é mais por causa dos meus ouvidos ultra sensíveis do que por medo.
E hoje, saindo da casa do Eduardo, no carro com o Luiz e os filhotinhos dele, com aquela chuva toda que dava vontade de parar o carro e não seguir em frente, mesmo assim, eu ainda falei para ele que era melhor continuar. Era mais perigoso parar do que seguir adiante devagarzinho. Ligamos os faróis, o pisca-alerta... Só que não dava para ver mais de dois metros à nossa frente.
Mesmo assim seguimos.
Ainda bem que não sou mais uma menininha.
E ontem, eu ali naquela varanda, debruçada sobre a mesa, sentindo aquele vento maravilhosamente úmido, ouvindo aquele som divino, sentindo aqueles repingos nas minhas pernas, nem os meus primos, nem as crianças, nem o meu amigo desconfiaram que dentro de mim já viveu uma menina que tinha pavor da chuva. Eu também me esqueci que ela estava ali. Que ela já existiu. E ficou em algum lugar do passado junto às lembranças que volta e meia eu revisito.
Ela cresceu e se tornou a mulher que sou hoje. Um pouco menina, é verdade, mas que pede para o carro andar, ainda que a chuva não lhe deixe ver um palmo diante do nariz.
É que ela sabe que o medo é proveniente do que ela não conhece. E que ele não impedirá a ação da natureza. Que as plantas precisam é do regador do Céu. Que o vento sopra onde ele quer e levará a chuva também para onde ele desejar. Que não adianta tentar dar uma mãozinha para Deus, tentando, com uma mangueira, dar vida ao que quer que seja.
Em suma, aquela menininha aprendeu a caminhar, mesmo que devagarinho, em frente. Sabendo que é perigoso. Só que a mulher sabe que é mais arriscado parar. Porque a chuva acontecerá. E vai passar e dará lugar a um céu mais azul ainda, revelando a explosão da Primavera que chega.
Refrescando o calor do dia inteiro. Enchendo de vida os lugares por onde a água passou, lavando todas as impurezas, acordando muitos seres que dormiam aguardando a sua chegada.
Hoje, diante dos olhos dos que amam, mas ignoram o que passou, ela suspira o cheirinho da terra molhada. E vibra de felicidade só porque depois um sabiá vai cantar para ela dizendo que está feliz. Porque a menininha medroza, virou mulher.
E porque a mulher, quer mais é que chova. Porque ela vai em frente. Daqui a pouquinho vai fazer sol novamente.
E, se não fizer sol, a noite cairá. E mostrará as suas estrelas.

Fotos: By Gabi - Exposição Lágrimas de São Pedro/ Caixa Cultural, num dia lindo de sol. Mas que, no coração, estava chovendo horrores. Tempestade...
Instalação Recomendadíssima!!! Quando chegar à sua cidade, vá correndo ver as gotas d'água e ouvir o lamento de lavadeira. Lindo de ver, delicioso de ouvir.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sobre Parquinhos e Menininhas


Minha mãe sempre adorou reformas. Sempre. Meu Deus! Acho que ela deveria ser mestre de obras... Nunca vi.
Jamais morei com meus pais em uma casa em que ela não fizesse uma reforma. Nunca!
Bom, na primeira grande reforma da minha existência, fomos passar uma temporada na casa de um tio meu, irmão de minha mãe. Lá perto - bem perto meeeeesmo - havia um complexo com quadras de esportes, com aparelhos de exercício e um parquinho que, na época me parecia enorme. Havia tudo de que gostava demais: Balanços, gangorras, barras para pendurar, aqueles blocos de barras de ferro... E muita areia!!!
Todo esse complexo ainda existe e fica perto do estádio de futebol da cidade onde fui criada, e agora conta ainda com um ginásio bem legal.
Um dia, naquele tempo, resolvi brincar. Para chegar àquele parquinho, eu tinha de subir um barranco e atravessar a tela de metal que estava cortada e por onde passavam todas as crianças ali da quadra. Nem sei que horas eram aquelas. Mas, eu sei que fazia muito sol mas o dia estava agradável.
Havia duas meninas ali também, que chegaram antes de mim. Uma maior, mais ou menos da minha idade, e outra menorzinha, irmã da primeira.
Fui brincar sozinha como fazia boa parte das vezes. E a menina maior mandou que eu saísse. Eu olhei para ela e pensei: Oras, esse parquinho não é dela, por que está me mandando ir embora?
Não falei nada, todavia. Continuei no balanço.
Ela nem falou uma segunda vez. Chegou perto de mim e imediatamente parei de balançar. Ela simplesmente me deu um tapa na cara. Sem aviso e sem motivo eu levei um tapa no meu rosto.
Levantei-me silenciosamente com uma vontade enorme de chorar, e atravessei a tela de metal.
Meu rosto pegava fogo de tanto que ardia. Eu fiquei meio sem fôlego com vontade de chorar tentando entender o motivo de aquilo haver acontecido.
Mas, no meio do barranco, eu pensei: Que desaforo! Eu nada fiz! Vou voltar.
Mesmo com medo eu voltei. Sentei novamente no balanço. Quando a garota veio ralhar comigo novamente, eu simplesmente disse: Esse parquinho não é seu! Nem meu. É de todo mundo que mora aqui, e eu não vou sair.
E ela berrou: Vai embora!
E eu disse, sem gritos que não sairia.
Como num passe de mágica, ela perguntou o meu nome. Eu respondi. E começamos a conversar. Simples assim.
Até hoje eu não entendo o que aconteceu. Não sei se por causa da minha aparente calma ela resolveu que eu não era inimiga dela e começou a brincar comigo e sua irmãzinha.
Pode ser também que ela tenha achado interessante dar um tapa na cara de alguém, assim como via em novela ou filme...
Mas é engraçado isso, porque eu sempre atraí a antipatia de algumas pessoas. Gratuitamente. É o que eu acho. Vai ver que não é.
Sou o tipo de pessoa que muita gente acha arrogante. Daquelas insuportáveis que andam por aí.
Acho, muitas vezes, que não sou desse mundo que, de certa forma, eu não em encaixo aqui.
Gosto de coisas que pouca gente gosta. Se bem que agora, até que dá. Estou tomando idade para isto.
Ando sempre ereta, gosto de roupas clássicas, uso leques, óculos escuros grandes, ando de chapéu, de guarda-chuvas fazendo as vezes de sombrinha para me proteger do sol, adoro ler, ouvir músicas que muitos consideram antigas, demodês, etc... Cozinho, lavo, passo, bordo, tive aulas de piano, de canto, sempre me interessei por regras de civilidade, por moda, artes...
Falo baixinho, não gosto de me alterar. Sou romântica...
Sei lá! Eu me acho bastante normal para mim... Não gostaria de ser outra pessoa, não!!! Hehehehe...
Mas, sem querer me fazer de vítima, eu fui bastante hostilizada algumas vezes na minha vida.
Esse episódio do tapa foi uma dessas vezes.
E, ao me pegar pensando neste assunto, eu me lembrei de algo que um pastor a quem amo demais disse certa vez sobre Cristo: Que não o aceitamos, recebemos.
Não quero - e não vou - fazer deste Blog um espaço religioso. Nem adianta que não vou. Mas, mencionei isto porque eu sempre pensei que a vida é mais ou menos assim também.
Embora pensemos que temos o controle dela, é um engano pensar assim.
Guimarães Rosa, em seu magnífico Grande Sertão: Veredas, disse: Viver, não é? É muito perigoso. Porque ainda não se sabe...
Eu tenho a impressão de que a vida, além de ser uma estrada que se desfaz atrás de nós conforme vamos caminhando, é cheia de milhares de curvas. Sabemos que elas estão lá na nossa frente. E que, provavelmente a paisagem é mais ou menos como a que estamos vendo agora. Mas, não sabemos, de fato, o que encontraremos lá no meio das curvas.
Mas, vamos para lá do mesmo jeito. Encontrei nessa curva de um ano que passou, muitas surpresas. Como aquela menina.
Diante da aparente inocência, havia o desconhecido. Um tapa me esperava.
Recebo. Mesmo sem aceitar. Porque não posso deixar de viver.
O fato de haver cometido erros, de haver enfrentado dificuldades, animosidades, preconceitos até mesmo de quem eu esperava mais misericórdia, me fez a alma arder. E me fez chorar. Mas, estou de volta ao parquinho. Tentando apenas me balançar um pouquinho.
O fato de algumas pessoas pensarem o que quer que seja de mim, não me faz ser diferente do que sou, afinal. Tampouco faz com que eu deixe de sentir ou pensar o que quer que seja.
Há um dos comentários no post passado em que um Anônimo(a) disse que eu e o meu ex-Bofe combinávamos porque eu era pretensiosa como ele.
Mas, sabe, não o acho pretensioso, e eu tampouco tenho qualquer pretensão na minha vida a não ser vivê-la.
Não tenho a pretensão de ser uma dançarina, mas AMO dançar.
Não tenho a pretensão de ser uma expert em moda, mas sou louca por roupas, sapatos e afins.
Não tenho a pretensão de pertencer à Academia Brasileira de Letras, mas escrever é uma de minhas paixões.
Não tenho a pretensão de ser uma especialista em música, mas sou apaixonada pelos sons do mundo...
Depois daquele tapa eu balancei deliciosamente naquele balanço tão simplezinho... De pés descalços na areia, olhos nos olhos com aquela menina.
Depois daquele dia, nunca mais a vi. Mas, ela deixou uma marca em mim: Não deixarei que um tapa me faça desistir da diversão.
Caio partida em cacos pelo chão. Só que lembro-me que a vida não é só minha. Assim como não é de UM alguém. Ela simplesmente é. E acontece para que a recebamos, ainda que não aceitemos os rumos que toma.
A vida é linda!!! Há milhares de balanços em cada olhar.
Os amigos, a família, os amores.
Além deles há um céu azul, há ipês, sibipirunas, paineiras, quaresmeiras, margaridas (e Rosas!!!), estrelas, lua cheia, minguante, nova, crescente. Há Vênus brilhando linda... Há noites quentes, frias. Eu tenho o meu Lago Paranoá. Minhas pérolas. Meus bichos. Meus amigos. Minha dança. Tenho meu trabalho. Saúde... Dificuldades enormes para transpor ao longo do caminho... No meio do parquinho.