segunda-feira, 30 de julho de 2012

Bilhete Premiado


Tenho muita sorte...
Muita sorte em ter você por perto e mais sorte ainda por você estar sempre bem perto.
Muita sorte por compartilhar minha vida com você e mais sorte ainda em você compartilhar a sua com a minha.
Muita sorte por você um dia ter me visto e mais sorte ainda por um dia nossos caminhos terem se encontrado numa encruzilhada que quase deu fim ao que eu acreditava ser um sonho.
Muita sorte por você compartilhar seus sonhos comigo e mais sorte ainda por você acreditar nos meus e os realizar... Todos.
Muita sorte por você ter paciência e mais sorte ainda por você continuar tendo paciência – e eu espero que continue por todo o restante dos nossos dias.
Muita sorte por você ter uma história de vida longe da minha e mais sorte ainda por Deus já ter, em seu Livro, juntado as nossas histórias para serem uma só.
Muita sorte por eu conhecer seus olhares, seus suspiros, seus gestos e mais sorte ainda por você saber de mim e, mesmo quando poderia falar, e falar, e falar, apenas me dá um abraço que, para mim, é melhor que qualquer remédio que eu possa tomar.
Muita sorte por eu poder viver o cotidiano com suas rotinas e surpresas juntamente consigo, e mais sorte ainda por você compartilhar os mínimos detalhes da vida com essa criatura tão eu - que sou eu...
Muita sorte por Deus ter me escolhido para dar a você um presente tão lindo como nossa filha, e mais sorte ainda por você ser o pai dela, um pai que eu sempre sonhei para compor uma família juntamente comigo.
Muita sorte por você poder ver seu sorriso quando estou tão cansada, triste ou enfurecida, e mais sorte ainda por poder me sentir assim, tão confortada com isso. 
Muita sorte por você doar seus dias, suas horas, seus minutos e se preocupar em estar sempre presente, e mais sorte ainda por você gostar disso por acreditar que uma família se faz assim, de momentos preciosos que não voltam mais
Muita sorte por não se esquecer dos maravilhosos momentos que passamos juntos e mais sorte ainda por você também se lembrar junto comigo e - ao menos – não deixar transparecer que está cansado de ouvir e relembrar essas coisas todas.
Muita sorte por hoje eu ter podido acordar hoje ao seu lado e por poder lhe dar mil beijinhos e mais sorte ainda de me lembrar de agradecer a Deus por esses dois anos de convivência.
Muita sorte também por poder elevar meu coração e meus pensamentos aos céus e pedir àquele que pode todas as coisas que me dê o privilégio de conviver com você por toda a eternidade que virá, e mais sorte ainda por saber que Ele vai atender à minha oração, não porque eu seja melhor do que qualquer pessoa, mas, porque eu tenho fé nisso e mais fé ainda de que Ele nos atende.
Muito obrigada – ó eu de novo – por me trazer tanta sorte... Você é meu bilhete premiado, a mina de ouro perdida e mais preciosa do mundo, a última barrinha de Lindt do pacote!!!
Enfim, meu amor, tudo isso só para lhe dizer: Amo você!!! Obrigada por esses dois maravilhosos anos ao seu lado. É um privilégio viver e conviver com a grandeza de sua alma tão gentil!!!

sábado, 7 de julho de 2012


Tá, tá certo eu vou confessar: Eu tenho sim, ciúmes de você. Tenho uma enorme insegurança que está roendo meu coração, e você nem pode ver isso. Graças a Deus.
Esse é um dos meus grandes medos oriundos desse triste cambalear da minha alma. Como é terrível isso de não mais se reconhecer. Eu me olho no espelho e o pouco que eu gostava em mim se foi. Era a única coisa que eu gostava também do meu passado. O resto eu joguei no lixo. E o pouco que prestava só ficou guardado em poucas fotos e dentro de mim.
Tenho, sim, ciúmes do seu passado. Porque eu tenho também um pouco de raiva do meu, sabe? Queria que você tivesse sido só meu. E eu só sua. Não gosto não do fato de outras terem provado da sua doçura, de sua presteza, de seus encantos, sua mansidão. Não gosto, e ponto.
Não gosto também do que se passou comigo, e, muitas vezes sinto um enooooooooorme pesar por tanta coisa ter acontecido, mesmo sabendo que foi o que me fez a pessoa que sou hoje. Tá certo que isso não é lá grande coisa, ainda mais me olhando assim de tão perto, a imagem está um pouco deformada, por dentro e por fora.
Se por muitas, muitas vezes eu me detesto, imagina você. E isso me deixa insegura. E me bate um desespero de um dia desses você esbarrar em alguém melhor. Melhor, mais bonita, mais gente boa, com uma sinceridade mais polida e suave, menos estressada, tão doce a amável como você, e então, você resolver que eu não sou mais alguém em que valha a pena investir, como um carro velho que, de tantos problemas, a gente acaba se enchendo e passa para a frente. Ou deixa para trás.
Ou ainda, talvez você se lembre de tempos que passaram e, ao pesar e medir, possa ver que foram tempos mais leves e menos extensos. Sim, porque, muitas vezes, parece que a gente envelhece junto a uma pessoa de tanto que o tempo parece passar, assim, devagar, devagar...
Amo tanto você, e dentro de mim eu só queria você para mim. Desde o dia em que nasci até muito, muito, muito depois da eternidade que ainda virá.
E me dá um peso no coração quando, por vezes, pego seu olhar longe de mim, ou percebo que sua alma também se distancia. Por qualquer motivo.
Temos necessidade de ficar a sós em muitos momentos, para não deixarmos de ser nós mesmos. Eu sei disso. Mas, fico insegura com seus momentos de solidão com medo de você pensar demais na vida que agora leva e achar que ela não é lá essas coisas.
Eu acho essa minha nova vida muito boa. Muito mesmo. Apesar do cansaço, apesar das dificuldades que enfrentamos para manter de pé tudo o que construímos até agora. E para manter de pé os sonhos que já estão dentro de nós e dos que ainda virão. Fico feliz a cada dia que acordo e tenho você ao meu lado. Gosto do conforto imenso que você me traz. Acho maravilhoso ficar com a nossa filhinha entre nós nesses momentos. E me encanto todas as vezes que você sorri ou que ela está consigo brincando e lhe fazendo um carinho.
Você é minha cama e ela meu cobertor... São vocês que me recuperam do cansaço cotidiano, e enchem meu coração de alegria. Me dão alento e me levam a um mundo de sonho que eu pensei jamais encontrar na vida.
E eu quero que tudo continue nesse lugar. Por isso mesmo que os ciúmes me pegam assim, desprevenida, como se tudo fosse evaporar como um sonho muito bom em meio a uma noite de tempestades.

quinta-feira, 15 de março de 2012



Eu tenho vivido estes últimos 2 anos tentando ser algo além de uma coisa só... Explico. É que eu era mulher, meio menina, profissional, namorada - depois esposa - filha... E aí, de repente, eu me tornei mãe e nada mais.
No último dia 08 eu fui submetida a uma cirurgia de retirada da vesícula e o fechamento de uma hérnia umbilical, e resulta que dona Sofia teve de ir de mala e cuia para a casa da vovó Lenice porque a mamãe aqui não pode pegar peso.
Pensem numa saudade indescritível... Um vazio dentro de casa, um vazio nos meus braços, um vazio no meu dia - que é inteiro dela - um vazio de sons, de bagunças, de brigas, de carinhos, de abraços e beijinhos e cheirinhos...
E aí eu me pego chorando em bicas porque minha pequena não está pertinho de mim. Nunca havíamos passado mais que um dia longe, e aí tenho de fazer essa bendita intervenção.
Como eu me arrependi - até parece que podia...
E daí que eu me peguei pensando que depois que a vida me deu esse presente eu não tenho mais alternativas a não ser ser mãe.
Andei meio em crise, um pouco triste, me sentindo tão pouco mulher e tão mãe... E meu corpo também me pregou essa peça. E, mãe depois dos trinta, não correspondeu às minhas expectativas. Também o cotidiano tão cheio de tarefas e de cuidados com minha pequena, me deram a certeza de que eu havia diminuído minha cota de ser só Gabrielle...
Só que eu não sabia que depois que se tem um filho você realmente não pode ser mais nada além de mãe. E é uma mãe que é mulher, uma mãe que é esposa, uma mãe que é profissional.
Sou mãe... A distância da minha linda me fez perceber isto.
Depois que ela nasceu não há mais como ela sair de mim. Nosso pensamento como pais é dela. A vida passa a ser para ela. Nossos esforços são para garantir a sobrevivência e o futuro de nossa filha, porque o que a faz feliz também nos faz e todas as dores dela certamente são maximizados em nossos corações.
Nem posso descrever a dor que é a falta do meu bebê aqui em casa, embora eu saiba que ela está ótima e muito feliz fazendo tudo o que quer na casa dos avós, passeando, andando para todos os lados, tomando sol no gramado...
Mesmo assim, eu quero é minha pequena em casa.
Sei que ainda preciso fazer com que a mãe que é mulher aflore mais fortemente. Estou precisando disso.
Preciso sentir também que tenho um espaço para mim mesma a não ser para a filha, para o marido, para a casa, para o trabalho.
Sei que isto é necessário porque não estamos criando nossa filha para nós mesmos, e sim para ser uma pessoa independente, feliz e bem sucedida e que um dia vai deixar a nossa casa para ter sua própria vida. E eu não gostaria que eu me sentisse como se eu tivesse um oco dentro de mim.
Quero sentir que fiz um bom trabalho. E que os nãos que eu lhe disse, as lições que lhe ensinei, as brincadeiras que brincamos e os abraços e beijinhos que lhe demos façam uma pessoa de bem. E, no fim das contas, que ela diga que é muito feliz porque teve e terá muito amor na vida.
Eu me esforço muito para que ela sinta que há muito amor neste lar. Porque há mesmo. Há harmonia, há consenso, há alegria...
E, com a sensação de dever cumprido, eu e meu amado podermos andar de mãos dadas por aí, e conversarmos, além de Sofia, a respeito de nós mesmos e da vida. Até o dia em que Deus nos chamar...
E assim, eu me pego novamente na minha briga interior mãemulhermãe. Mesmo assim, estou feliz por ser algo mais que uma coisa só. Pois, no fim das contas, sabe de uma coisa? Ser mulher é assim mesmo: Ser múltipla em uma só.

domingo, 5 de fevereiro de 2012




Pode algo confortar mais um coração cansado do que um abraço daqueles ali?
E pode um coração magoado e entristecido resistir e não sorrir junto com um sorriso lindo como esse?
Nem preciso dizer, né?
Beijos saudosos a todos e todas... Saudades demais de escrever looooooooooongamente... Mas, é que, esse lindo sorriso aí, também enche todo o meu tempo...