segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

No caminho... Com borboletas!!!


Metamorfose é uma palavrinha que sempre ouvimos falar ou falamos. Ficou bastante famosa por causa da música do Raul Seixas, Metamorfose Ambulante.
Bom, eu acho que me encaixo na definição...
Metamorfose, entretanto, é uma palavrinha de origem grega que significa - genericamente - mudança.
Ele é um termo da Biologia, que descreve todo um processo porque passam alguns serezinhos maravilhosos. Os que mais conhecemos são as Borboletas.
Elas põem seus ovos em plantas que suas crias possam comer durante o tempo em que serão larvas. Elas nascem e são as tão temidas e horrendas lagartas.
Eu não tenho medo de quase nenhum bicho. Mas, as tais lagartas me causam um certo temor. Eu não gosto de vê-las, não tenho coragem de pegar... Sou, entretanto, apaixonada pelas borboletas.
E eu andava pensando em tantas e tantas mudanças que tem acontecido em minha vida nos últimos tempos.
Passei um tempo lagarta. E passei um outro tempão no casulo, sofrendo minha Metamorfose...
Enclausurada em mim mesma, eu passei um período em que tive minha natureza destrutiva morta para surgir com uma nova natureza mais livre e mais bela. Não no sentido físico, mas no coração.
Agora, estou numa outra fase, já alçando novos voos, depois de haver ficado um bom tempo de cabeça para baixo esperando os meus fluidos migrarem do meu corpo para as asas que ganhei.

É tempo de eu provar o néctar das flores, ao invés de ficar apenas caminhando de folha em folha devorando tudo o que via pela frente no afã de lutar por minha sobrevivência emocional.

Eu devorava a vida. Sim, a vida!!!

Era assim, como quem passou um longo tempo de muita fome e vê um banquete em sua frente e não pode se controlar.

Eu só queria saber de viver, amar e ver tudo o que havia pela frente. E a vida tratou de ser totalmente aberta para mim.

Só que o tempo da mudança chegou. Assim como chega para todas as lagartas - ainda que elas não queiram - eu tive de parar. Eu não escolhi parar. Mas, tive de fazê-lo porque o casulo foi se formando em torno de mim.

E eu me calei. E eu fiquei tão quietinha. Só pensando naquilo que eu estava passando, naquilo que estava sentindo, querendo por tudo ficar ali, só pensando no que acontecia, com o desejo de que ao saber, de fato, o que se passava, a dor poderia passar, fazendo da escrita um voz muda...

Cheguei a pensar que eu estava condenada a senti-la para sempre. Como alguém que, mergulhado nas ondas gigantescas, não consegue ver a margem logo ali.

Confesso que eu tive uma ajudinha com a qual eu não contava e que ficou o tempo todo por perto só esperando que eu saísse do casulo, acreditando que eu seria uma bela Borboleta, mesmo sem poder ver, de fato, o ser em que me tornaria. Eu disse a ele que não sabia como eu era. Que eu me achava incompleta, que não podia dar menos que tudo de mim. Mas, acreditou que eu seria, ao menos, uma boa companhia. Que eu era algo além do que eu mesma imaginava que seria.

Pacientemente viu uma criatura toda amassada e disforme sair de seu esconderijo. Sem que me ajudasse a sair, sabia que eu precisava daquele esforço para que minhas asas ficassem fortes.

E compreendeu que precisava ficar um tempinho ali, de cabeça para baixo, esperando minhas asas se abrirem.

Eu já estava pronta para voar. Mas, estava com medo. Muito medo de cair. Medo do vento. Medo das cores. Medo, medo, medo...

E ouvi sua voz dizer que não precisava ter medo. Que estava ali e que seu abraço me guardaria. Que eu seria feliz...

Meu Bem... Hoje eu lhe disse que estava feliz. Muito feliz.

Confesso: A felicidade me dá medo. Essa assim que meu coração está provando agora. Porque, você sabe, eu tenho um medo danado do amanhã. Por isso sempre lhe disse que não gosto de fazer planos. Não gosto.

Mas, você tem me dado coragem para acreditar que um futuro pode ser possível. Eu carrego comigo sempre e sempre uma dorzinha fina aqui dentro de mim. Que não sabe bem porque é.

Entretanto, eu acho que é mesmo medo de ficar só.

Esse medinho vai morrer junto comigo. E sei o dano que pode fazer a você e a mim. Espero que seu companheirismo - até agora sempre muito presente - não se dê por vencido na árdua tarefa de me fazer entender que você está aqui. Mesmo quando não está.

Só quero que saiba que é em meu coração que mora. Lá dentro.

Obrigada por me dar a mão. E por não desistir de mim, mesmo quando eu parecia perdida em mim mesma. Mesmo quando o meu silêncio, por um momento, puderam calar até mesmo um pouquinho das canções que habitavam meu mundo.

Você trouxe música, poesia, calma e doçura. Chegou assim, com tanta gentileza e tão leve, que acho que quem me fez voar pelo meu caminho foi você. Não as minhas asas.

E a Rosa tinha razão: Quem quer conhecer borboletas tem de suportar lagartas.

Obrigada por me suportar. Ainda que saiba que, como Metamorfose Ambulante, estou sujeita a parar em alguns lugares pelo caminho para entrar ali... Num casulo.

Seria pedir demais que continue comigo? Seria muito pedir que, de tempos em tempos tenha de suportar minhas "lagartices" sempre com a esperança de que outras e outras Borboletas surjam em mim?

Amo. Amo tanto!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sumiço por uma excelente causa e por uma não tão boa também... Estou sem internet em casa... Então, paciência, paciência para vencer a tal síndrome de abstinência, né povo????
Saudades de todos, todos mesmo!
Beijos enoooooooooooormes!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Só para você...


"Para!" Eu lhe disse.
"Para com isso!" Mais uma vez.

É porque eu descobri por entre os sons de minhas palavras, aquilo que eu não queria acreditar: Amo você!
Quando eu senti as lágrimas marejarem meus olhos, e as palavras ficaram presas na garganta, o desespero me fez entender que viver sem você vai ser muito mais difícil do que eu poderia imaginar.

Então, só para constar: "Pode parar"!