domingo, 26 de dezembro de 2010





Você está chegando.... Assim mesmo, no gerúndio que eu tanto condeno.
Daqui a pouco nos conheceremos, de fato. Assim, face a face. E, eu acho, você precisa saber algumas coisas, ou melhor, eu gostaria que você soubesse.
Você foi gerada com muito, muito amor. Com um amor delicado, paciente, persistente, feliz, alegre, que nasceu de amizade, de uma passionalidade que só é paixão em um aspecto: A de fazer o coração, que agora é meu, feliz.
Eu aprendi, desde que soube que você existia dentro de mim, que amor não brota do nada. Ele cresce, assim, devagarinho, de um microscópico tamanho até o tempo em que tem de se materializar, porque não se pode mais guardar dentro de si mesmo: Acaba ficando insuportável, a gente tem de por para fora, dar à luz, segurar nos braços, cheirar, ouvir, sentir a textura, o gosto, ver... Eu ainda não tenho muita noção do que me espera quando você, de fato, chegar... Mas, eu imagino - e até sinto - que é maior do que qualquer outro sentimento que se possa imaginar.
Foi assim com o seu pai também. O amor por ele foi crescendo, crescendo, até o tempo em que eu tive de dizer: Amo você!
Sei, por exemplo, o que é amor pelos meus pais... Que me dão amor incondicional. Eu, entretanto, ainda não sei o que é incondicional. Estranho isto, né? Saber sem saber...
Seu pai me ensinou um amor calmo, paciente, persistente, gentil, delicado... Um amor que não dói. Um amor que constrói e entende. E eu espero que meu amor por você - que eu já sinto, sim, mas não é completo - seja uma combinação dos dois amores que eu aprendi, e que, por fim, eu saiba como é sentir um amor divino - cheio de graça e de misericórdia. Por que eu digo isto? Porque até agora eu só sei que sentem por mim. Não sei se, de fato, sinto isto por alguém. E acho que você será esta pessoa que terá todo o meu amor.
Eu tenho vontade tanta de lhe abraçar, minha filha!!! Estou louca para ver seu rostinho sem borrões. Sem escuridão.
De saber como são suas mãozinhas, seus pezinhos, sua boquinha... Contar todos os seus dedinhos para saber se eles estão cada um no seu lugar.
Quero tanto acariciar seu cabelinho e saber se, quando ele crescer, será como o meu "original de fábrica".
Seu pai queria olhinhos iguais aos meus, assim, vesguinhos... Eu queria que seus olhinhos sorrissem como os dele... Ficassem apertadinhos, só uns risquinhos, e que fossem transparentes e bondosos como os dele.
Mas, sabe, Charles Aznavour uma vez escreveu uma música chamada "Tous les visages de l'amour" e, eu sei, você é a face do amor que nascerá de mim.
Quero muito cantar para você, e embalar nos meus braços, chamar de "meu bebê", e defender você de tudo - ainda que seja impossível - e ter a certeza de que minha vida é sua. Antes era minha e de seu pai. Agora eu não existo mais. Só vocês dois.
Vou querer que você pise a grama com os pezinhos descalços. Vou querer que você reconheça o som do canto de cada pássaro, e que ame cachorro, gato e tudo quanto é bicho.
Quero que você suba numa árvore e não consiga mais descer dela... Prometo que vou ajudar você a descer. Prometo.
Banho de chuva... É preciso. Pisar em possa d'água. Andar descalça. Sentir o vento no rosto.
Precisa cair também. Para que nós a levantemos e, quando tiver condições, só nossa voz para ajudar a se erguer.
Sua vida aí dentro é boa... Pode acreditar. Por mais difícil que seja para mim - e está muuuuuuito difícil - ela é boa. Protegida. Segura por minha vida que eu daria pela sua.
Só que eu tenho de lhe dizer que o mundo aqui fora é tão lindo!!!
É terrível, muitas vezes, mas é maravilhoso!!! O mundo que Deus nos deu e preparou com tanto carinho e amor, é maravilhoso.
Há as flores, as rosas, os cheiros, as cores, as texturas... Há as pessoas que amamos... Como é bom saber que elas existem, filha. Como é bom... Amigos...
Há o conhecimento. A verdade. A vida!!! É isto que eu quero mostrar para você.
Pegar a sua mão até o dia em que você quiser ter as minhas mãos nas suas.
E, no dia em que você não quiser mais, pode ter certeza que estarei aqui até o dia em que você precisar novamente...
Ainda não consigo acreditar.
Quando você dorme aqui na minha barriga, eu fico duvidando que é verdade... Eu custo a atestar a veracidade de você aqui dentro...
Eu desejei muito, muito você. E você chegou assim, no tempo certo, em que tudo se encaixava dentro e fora de mim.
Agora, você está assim, como um convidado que faz uma loooooooooonga viagem e que nós esperamos a vida toda, à porta. Já está batendo.
Agora é só abrir.
Será bem vinda, filha. Pode ter certeza. Está tudo pronto para a sua chegada. E, mesmo que não estivesse, uma coisa é certa: Ao menos nossos braços você teria. Estou certa que isto lhe bastaria. Você não conhece nada além do meu calor, do toque da mamãe e do papai, e de nossas vozes que estão loucas para dizer o quanto amam você.
Pode chegar... Será muito bem recebida, assim, da mesma forma como eu recebi o amor que seu pai me ofertou. E que se materializou em você... Sofia.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tá. Eu confesso.
Confesso que, além da falta de tempo - queria que o dia tivesse 72 horas - eu também ando meio sem palavras...
Sabe quando a vida se torna mais eloquente que você????
Estou assim.
A vida, de repente, levantou-se imponente diante de mim. E eu não sei o que dizer além do velho e bom clichê : Estou tãããããããããããããão feliz!!!
E é tão grande a alegria que muitas vezes eu até penso que nem é verdade. Tenho medo de estar sonhando e acordar de súbito e ver que a minha vida não é nada disso...
Tenho agora razões de sobra para desejar ardentemente que isto jamais aconteça. Porque minha urgência em viver continua aqui, dentro de mim. Mas, a vida agora precisa que eu ande mais devagar. Que pare no meio do caminho. E consiga apreciar a calma. Porque eu, até então só via as tempestades. E, no meio de algumas, eu até mesmo dormia.
Tenho agora mãos dadas com a minha. Num caminhar sereno. Feliz. Terno.
Os problemas são grandes montanhas ainda. Mas agora eu tenho com quem conversar no meio do caminho. Mãos para me puxar. Para serem puxadas. Seguras. Quentes.
Como o coração que agora me acompanha.
Tenho também uma vida nova que chegará. E estamos indo ao encontro dela. Do conhecimento que virá junto com novos desafios. Sim, porque atrás das montanhas não vemos os vales e outras montanhas que se seguem, a não ser que caminhemos e escalemos até chegar ao outro lado.
Está perto. E logo a veremos.
Nossos esforços todos agora serão para a hora desse encontro. E como a vida muda só com a expectativa da chegada de alguém que ainda nem conhecemos e já amamos tanto.
O caminho que agora é nosso, quando a encontrarmos, será dela. Faremos um caminho para ela até que ela mesma possa fazer o seu próprio e nós continuemos o nosso.
Feliz. E longo. É o que esperamos. É o que queremos. Assim, bem acordados!!!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Eu volto... Prometo que volto...
Só mais um pouquinho para eu conseguir me adaptar à nova vida e à nova rotina.
E ao computador lento... Extremamente lento.
Mas, eu volto!!!
Beijos a todos os meu amigos de quem eu não me esqueci. Não meessa!!!

quarta-feira, 16 de junho de 2010




O princípio da fé é não ver e não saber e, mesmo assim, crer. Descobrir-se grávida é mais ou menos assim.
Ser mãe é um fato que não acontece com um - LINDO - positivo em um exame de sangue.
Passa pelo tempo que vai passando, pelo estado emocional em que se encontra no momento, e por todos os sintomas físicos e, ainda, pelos psicológicos que nos envolvem.
Chega a ser meio surreal. Você sente os sintomas: A menstruação não vem mais, você sente um mal estar generalizado, enjoos, os seios doloridos, mais sensível emocinalmente... Qualquer coisinha lhe faz chorar. Mas, você não vê nada, não sente o bebê mexer...
Ainda assim, estou em estado de graça. Este é meu estado emocional. Estado de graça... Emocionada, extasiada. Mesmo sabendo dos desafios que enfrentarei pela frente.
Em primeiro lugar porque estou sendo inundada de amor, de carinho e de compreensão. Eu já imaginava que seria bom. Mas, não sabia que seria tão bom assim!!!
Não. Eu não estou sendo mimada como muita gente pode pensar. Não além do que eu já era, pelo menos. Mesmo porque eu já estava sendo muito bem cuidada. Também não estou cheia de vontades, não. Estou é sem. Naquela fase terrível dos enjoos. Do sono interminável. Enfim...
Para mim, entretanto, mais importante é o companheirismo, o cuidado e o amor que sinto.
A família está feliz, os amigos radiantes, e nós - os pais - estamos maravilhados!!!
Dou tanto valor às pequenas coisas, aos pequenos gestos... Agora, os micros, para mim, são do tamanho de um universo inteiro.
No último dia 10, descobri que meu Universo contava - até aquele momento - com 3,27 cm. E só cresce e se desenvolve assombrosamente dentro de mim.
É uma pessoinha, uma miniaturazinha de um bebezinho, com mãozinhas, pezinhos e um coraçãozinho acelerado cujo som das batidas me fez derreter de paixão!!!
Ainda que fosse só uma manchinha na tela do consultório médico, eu já era louca por esse serzinho... É meu!!! Fruto de um amor sincero, de uma amizade que só cresce, de um carinho sem tamanho.
Eu nem sei dizer o quão apaixonada estou. Pela primeira vez na vida eu não sei o que dizer... Não consigo deixar de ver a imagem do meu bebê, ali quietinho com o coraçãozinho a mil. Depois se mexendo pedindo para não ser incomodado... Que gracinha!!!
Agora, a vida - que já estava em franco processo de mudança - ficará totalmente diferente.
O casório, que sairia no final do ano, agora será no fim do mês que vem! Daí, casa para arrumar, enxoval do bebê para preparar, parto que vai chegar, rotinas que mudarão... Não vejo a hora!!!
Sei que tudo será muito difícil. Mas, também tenho a certeza de que agora será tempo de construir. E depois, de colher... E estou tão feliz, mas tão feliz. Que, de tão feliz que estou me faltam palavras.
Agora, tudo é menos do que eu... Tudo. O Amor é mais importante, e o filho(a) então, nem se fala!
Como é maravilhoso esse novo mundo de descobertas... E como é bom se apaixonar novamente. No caso, minha nova paixão é meu bebezinho...
Algumas paixões são muito boas. E essa, eu acho, é a melhor de todas.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Simples Assim...







Estava precisando sair um pouquinho da minha cidade tão amada. Só um pouco já seria suficiente. Um dia. Só... Embora eu esteja necessitando de férias de verdade em um lugar diferente. Afinal, são 3 anos de trabalho sem descanso... E eu estou cansadinha... Ficando sem energia.
Pois no último sábado fui acompanhar meu melhor companheiro a uma cidadezinha que, de tão pequenina, pode passar despercebida.
Só havia conhecido uma cidade menorzinha que ela na vida, que é a cidade onde nasceu a minha avó, Carnaúba, no Rio Grande do Norte.
Bom... Eu que sinto tantas saudades de ouvir grilo, galo cantar de madrugada, e ouvir mugido de gado... Matei as saudades... Foi pouco, mas matei.
Assim, com boiada passando pela rua... Não resisti e dei uma de turista deslumbrada: Tirei fotos!!!
E a boiada, indiferente à minha alegria, passou com seu líder chamando a manada. Lindos, despreocupados e com seu cheirinho característico que amo tanto...
Como é que não tenho de agradecer????? Fala pra mim!!!
Não é algo como só dizer: Muito obrigada... Não é o bastante. É que, dia-a-dia, eu tenho mais certeza de que não posso imaginar o meu futuro sem você por perto. Não só por me proporcionar momentos tão gostosos, mas simplesmente pelo simples fato de estar junto a você, que me completa de um modo tão maravilhoso, assim, como um dia calmo depois de uma tempestade.
Simples assim. Como aquele lugar. Simples. E maravilhoso!!!

domingo, 18 de abril de 2010

Gracias


Mais um daqueles fins de semana para relembrar...

A semana, apesar de difícil por causa de tanta tosse, e mal estar, foi memorável também. E, embora ele diga que eu não preciso agradecer por seus cuidados, eu preciso. É que, depois que a gente passa na vida o que eu passei, não perde uma só oportunidade de se mostrar grato.

Eu sei que tudo o que vivi foi apenas para que eu passasse a ter exatamente esta percepção da vida. Ser grata. Ser extremamente grata. Por tudo. Ainda aquilo que não é muito agradável de se passar.

Ser professora não é fácil. Significa monitorar miles de cabecinhas que não tem a menor noção de como é importante passar pela fase que eles estão vivendo. Eles acham que estamos ali apenas cumprindo o papel de dar aulas, e eles o de ficar na sala de aula ouvindo coisas chatas que eles pensam que para nada lhes servirá no futuro...

E eu comprovei isto nas provas que eu dei. Depois de haver dado aulas explicadinhas, repetido algumas coisas à exaustão, depois de haver preparado material didático com todo o cuidado e carinho para que eles não se perdessem com o novo idioma que estavam aprendendo, depois da revisão em que eu praticamente dei a prova, advinhem: Chuva de notas baixas...

Para um professor isto é a morte. Não temos o menor prazer em que isto aconteça. Pelo menos eu não. Eu tenho uma satisfação enorme quanto eu corrijo algum trabalho, um exercício, uma prova e está tudo certinho.

Não é que gostemos mais dos alunos nota 10, mas é que eles nos fazem ter a sensação de que nosso trabalho vale a pena. Que não estamos ali em vão. Que alguém está ali com a cabeça voltada à aquisição de conhecimento.

Amo o conhecimento. Amo. E amo da mesma forma quem o ama também. Queria que todos eles aprendessem a amá-lo também.

No meio disso tudo estava o Meu Príncipe... Me ajudando. Aplacando um pouquinho do meu esforço. Eu pedi, é certo. Mas ele atendeu ao meu pedido com enorme satisfação e alegria.

Tudo bem que o coitado não dormiu... E, por causa dos compromissos dominicais, acabou por não conseguir descansar tanto quanto deveria para poder ir ao trabalho.

Mas hoje - o domingo - foi mais um dia para eu relembrar... O dia azul que se ergueu ajudou mais ainda na construção das lembranças. Sim, porque, com ele, os dias azuis ficam ainda mais lindos...

Fomos ao parque. Fazer caminhada... Entre um passo e outro, entre uma tosse e outra, entre uma palavra e outra, entre um silêncio e outro, havia as mãos dadas. Como sempre. E a memória foi para meses atrás quando, lá no parque, andamos descompromissadamente, e noutro dia ainda falamos - muito - sobre nossas vidas. Hoje eu só tive a coragem de lhe perguntar: "Será que você gosta tanto da minha companhia como eu gosto da sua?" Apesar da resposta, ainda acho que sou muito cansativa...

Depois, veio o almoço... Eu, caladinha, lembrava que a primeira vez em que estivemos ali foi um dos domingos mais especiais que ele já me proporcionou. Nem namorávamos ainda. Mas, não nos deixávamos... Era irresistível para mim estar ao lado dele, ainda que relutante, cheia de dúvidas, medos e inseguranças...

Ainda depois, palavras e histórias um pouco diferentes para mim. Pois estou conhecendo um mundo que ainda desconheço. Mas, só de ser uma parte dele já me faz sentir que é necessário eu saber do que ainda não sei. Ainda que seja um modo diverso ao meu. Ainda assim é o caminho do homem que eu aprendi a amar.

Eu absorvo tudo quanto está à minha volta pois não quero perder a vida que se descortina à minha frente. E vejo tudo, e escuto tudo, e medito sobre tudo. Pois, como eu disse, amo o conhecimento.

Tenho mesmo de fazer isto... Emocionada...

Obrigada... Mesmo!!!

Obrigada pelos cuidados das duas semanas que se passaram. Não sei o que teria sido de mim sem você por perto. Só eu sei o quanto estava me sentindo mal. E você segurou minhas pontas, e isto, na verdade, já vai para umas três semanas... Vou sarar... Ficar melhor, você vai ver!!! Voltar à velha forma de tagarelices e palhaçadinhas.

Agradeço muuuuuuuuuuuuuuito por haver encurtado meu trabalho pela metade. E pela alegria e disposição em me ajudar.

Obrigada pelo dia de hoje. Pela caminhada gostosa... Se pudesse disporia de sua companhia pelo menos umas 3 vezes por semana para ficar em forma novamente!!! Mas, a distância ainda é um problemão para nós... Há de passar!!!

Obrigada por compreender meus medos, minhas ansiedades. E, ainda quando eu sei que não compreende, obrigada pelo respeito. Por saber que a vida nos fere e nos deixa cicatrizes profundas, algumas até doloridas.

E, claro, não posso deixar de dizer também: Desculpe!!! Hehehehe!!! Por ser tão folgada!!! Hehehehehe!!! E por simplesmente achar que eu já faço tão parte assim da sua vida que nem me dou o trabalho de perguntar se quer mesmo que eu vá junto!

É que para mim é tão natural estar com você que eu, muitas vezes, nem me dou conta de que você não tem ainda a obrigação de me aturar o tempo todo que Deus dá!

Mas, no que diz respeito a mim, eu só posso dizer que é maravilhosa a sua companhia. E que eu gostaria de fazer muito mais.

Não me peça para não agradecer. Pode ser que um dia eu me acostume e deixe de fazê-lo. Mas, sabe de uma coisa? Não quero que isto aconteça.

Por isso, obrigada. Muito. Mesmo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Convalescente...

Cof, cof, cof... Desculpe Amor... Cof, cof, cof... Não lhe deixei dormir por duas noites seguidas... Cof, cof, cof...
Mas - cof, cof, cof - mesmo assim - cof, cof, cof - muito obrigada!!!
Cof, cof, cof... Já que não posso ficar tagarelando - por - cof, cof, cof - ordem médica - cof, cof, cof -, e porque esse "cofcof" não deixa - cof, cof, cof...
... Eu preciso escrever: Cof, cof, cof... Que você é tudo de melhor que existe no mundo...
E me suporta, mesmo no meio do meu "cofcof" - cof, cof, cof... Mesmo quando, por vários outros motivos, eu não lhe deixo dormir... Cof, cof, cof...
Pois, não é só o "cofcof"... Também há minha ansiedade e o graaaaaaaaaaande medo de ficar sem você...
Cof, cof, cof...
Obrigada por cuidar de mim e me proteger... Cof, cof, cof... Você é mesmo um presente de Deus!!!
Cof... Amo... Cof... Você... Cof... Demais... Cof, cof, cof!!!
A Dodói - que já está sarando téqueenfiiiiim!!!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Pessach

Pai Querido,
Hoje quero ser muito concisa... Quero dizer apenas o que minha boca é capaz de falar simplesmente porque todas as palavras que sei seriam insuficientes para expressar a alegria que sinto por ser amada pelo Senhor de modo tão maravilhoso.
Obrigada por haver enviado Seu Filho, Seu Único filho, para que eu ganhasse Sua vida em mim.
Agradeço pela Salvação em Cristo, pelo Novo Coração - não mais de pedra - e pela Nova Vida inundada de Graça e de Misericórdia.
E agradeço por nos haver dado modos de nos lembrarmos constantemente de sua grandeza, de seu Amor...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Um pedido...

Gosto muito de agradecer. Demais. E detesto pedir. Acho algo extremamente incômodo para mim. De modo que peço quase nada para Deus.
Eu tenho muito mais para agradecer do que para solicitar. Claro que muitas vezes eu tenho de pedir que Ele faça algo por mim, embora eu saiba que, de antemão, Sua mente e coração já sabem todos os meu intentos e mais, tudo quanto eu necessito.
Passei mais um fim de semana magnifico, como tantos outros que já comentei aqui por esse Universo de linhas fiadas em letras.
Nada de muito espetacular. Apenas o fato de estar com alguém que se ama profundamente.

E, hoje, este post tem destinatário certo:


Meu Amor,

Como é bom dormir e acordar tendo ao seu lado a pessoa com quem você deseja passar o resto dos seus dias. Saber que é real. Que tem um abraço que lhe satisfaz. E que tem uma voz doce e terna que acalma a tempestade que é você.

É maravilhoso saber que essa pessoa que abriu os olhos e lhe deu um sorriso de "bom dia" foi alguém que não desistiu mesmo quando era para desistir. Que lhe amou mais que a si mesmo e colocou a sua vida à frente de todas as convenções estabelecidas.

Eu nunca na vida tive tanto... Até já pensei que tivesse. Mas, hoje, olhando para trás, o que eu deixei pelo caminho que se desfez atrás de mim foram apenas traços daquilo que seria.
É sublime o fato de sentir os seus cuidados e a ternura que jamais imaginei que pudesse haver no mundo. E passear de mãos dadas sentindo o vento no rosto... E calar-se para esperar. Sentir que o tempo passa demoradamente quando está longe. E voa quando se está perto.

Voltar para casa e conversar. Só conversar. Demoradamente... Ou melhor, me ouvir falar, falar, falar e falar... Hehehehehe!!!

Mas ontem eu também ouvi muito. E aprendi. E quero aprender cada dia mais. E respeitar. Sempre. E, quando não puder fazê-lo, desejo me calar. E quando não puder me calar, que eu não magoe - ao menos. Se magoar, que tenha a capacidade de pedir que me perdoe - com sinceridade.

Desejo muitos e muitos outros momentos como aqueles. Tão singelos. Só pelo simples fato de você estar por perto. Nada mais.

Talvez haja dias não tão agradáveis... Afinal, cada um tem as suas manias e limitações. Mas, que isto não nos fira a ponto de matar tudo de bom que passou até aquele momento.

Eu não posso nunca deixar de agradecer. Por essas pequenas coisas. Que para mim são enoooooormes.

E não me canso de agradecer por você não desistir de mim. Por esperar a dor sarar. Por aguardar o tempo necessário para eu limpar meu coração para um novo amor. Por me amar. Porque isto é amar. Estar por perto quando se precisa. Enxugar as lágrimas de dor. De saudades. De emoção. E rir junto. Ouvir e discordar. E, mesmo com alguns abismos entre nós, saber que eles fazem parte da linda paisagem que somos.

Ontem eu não lhe disse. Mas, eu me dei conta de que o amava um pouco antes daquela postagem... Foi quando você, por conta de uma dificuldade, levantou a possibilidade de me deixar. Eu senti uma enorme tristeza em pensar que poderia ficar um dia sequer sem seu amor.

Claro que, se você sentisse que meu afastamento iria lhe fazer sentir-se melhor e mais feliz, eu iria embora... Mas isto, certamente, iria ferir meu coração como eu não sabia que poderia ser. Até aquele momento eu não sabia ao certo o que eu sentia. Estava no meio de uma enorme confusão, você sabe.

Eu voltei para casa com o coração gelado. Eu não queria - e mais - não podia abrir mão de você. Daí veio aquele falatório de morrer - eu hein! - E eu quase morri. Não podia MESMO vislumbrar a possibilidade de um mundo sem você. Você não sabe, mas naquele momento eu fiz um pedido a Deus - eu que não gosto de pedir... Mas, deixa esse pedido aqui escondido no meu coração...

Hoje eu considero um grande privilégio poder compartilhar a minha vida com você. E maior honra destinar o meus dias de vida para viver ao seu lado.

Espero apenas estar à sua altura... À altura da sua dignidade, da sua gentileza, da sua ternura... Da pessoa que você é. Do seu amor.

Hoje eu ouso fazer um pedido ao Pai: Que me permita desfrutar muito - e sempre - de você. Que Ele não me tire esta felicidade nem esta alegria que eu sinto agora dentro de mim. Eu peço isto, sim. Porque ainda tenho o medo que me invade o coração. Pois sei o quão indigna sou... E que mereço menos que nada.

E a você, Meu Bem, eu peço apenas que me ame. E que não deixe de me oferecer essas pequenas coisas, esses pequenos gestos que fazem meu coração cantar, me emocionam e me façam verter lágrimas de alegria, como as que acabo de derramar depois da pequenina frase que há pouco ouvi de você: "Amo você"!

Eu também.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Gerúndio...

Sou formada em Letras. Apaixonada pela língua Portuguesa, por Literatura, Artes, História, Filosofia... E sou professora de Espanhol. Agora sou professora...
Era esta a novidade que eu tinha para contar. Após 4 anos de espera fui, enfim, chamada para assumir o cargo de Professora da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.
Tenho agora, sob minha responsabilidade, nada mais nada menos de 1000 cabecinhas pensantes, com realidades totalmente distintas da minha e de todas as demais.
E a vida segue. É difícil, mas é bom.
E no meio de tantas e tantas mudanças - novo emprego, novo amor, nova cidade para morar - eu estou sempre no meio do tal do Gerúndio.
Gerúndio é uma figurinha da Língua Portuguesa que poderíamos comparar ao tal do presente contínuo que existe em outros idiomas. A tal terminação ENDO - ANDO - INDO. Que indica uma ação contínua, em processo.
E só se aplica nesses casos. Exemplo: Estou fazendo um pão. Estou dirigindo. Estou falando ao celular.
E NÃO se usa naquelas famosas situações: Vou estar fazendo. Vou estar passando a ligação, etc, o que pressupõe que a criatura fará aquilo ad infinitum. E, convenhamos, eu não tenho o menor interesse que algum operador de telemarketing faça qualquer coisa para mim indefinidamente... Se bem que, muitas vezes eles fazem jus ao mal uso do pobre e incompreendido Gerúndio, uma vez que ficam a nos passar de setor em setor, o que me faz pensar que eles, de fato - estão passANDO...
Bom, todo esse palavrório para dizer que eu amo dizer que estou aprendENDO. Porque a vida é um eterno aprendizado. E ela é uma longa caminhada. E eu continuarei caminhANDO. E também é uma alegria imensa, pelo que ouso dizer que continuarei sorrINDO.
Quanto à nova função - ensinadora - eu digo apenas que continuarei aqui até quando eu conseguir. Mas, é muito bom. E, como me disse o Ministro, é viciante.
Quanto ao amor... Espero que seja um Gerúndio eterno... Por milhares de razões.
E, de Gerúndio em Gerúndio... Espero que minha vida seja cheinha deles... Dos bons. E dos não tão bons também.
E a vocês de quem tenho muitas saudades um Gerundismo verdadeiro e certo: Estou morrENDO de saudades... SentINDO muita falta de acompanhá-los (as): Elisa, Adri, Claudinha, Gabi, Rafa, Flávia...
Beijocas!!!

Obs: Tenho de entrar em sala agora... Depois termino de linkar meus amigos queridos!!! Beijos!!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ainda sem internet, aproveitando cada nesga de tempo para estar aqui bisbilhotando minhas amigas e amigos...
Gratíssima pelo carinho de todos!!!
Logo voltarei com novidades!!!
Beijooooooooooo!!!

sábado, 6 de março de 2010

Entremeios...

Entre a saudade e o reencontro existe a falta...
Ela é o que dói.
E, aínda que não seja dor, é a agonia, ou ainda, um incômodo na alma.
De qualquer forma que ela se apresente nos
entremeios
daquilo que é bom, é a sua presença
a cura,o alento, a alegria que me fazem esquecer da falta que você me faz.
Amo. Um tatanhão ... .

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

No caminho... Com borboletas!!!


Metamorfose é uma palavrinha que sempre ouvimos falar ou falamos. Ficou bastante famosa por causa da música do Raul Seixas, Metamorfose Ambulante.
Bom, eu acho que me encaixo na definição...
Metamorfose, entretanto, é uma palavrinha de origem grega que significa - genericamente - mudança.
Ele é um termo da Biologia, que descreve todo um processo porque passam alguns serezinhos maravilhosos. Os que mais conhecemos são as Borboletas.
Elas põem seus ovos em plantas que suas crias possam comer durante o tempo em que serão larvas. Elas nascem e são as tão temidas e horrendas lagartas.
Eu não tenho medo de quase nenhum bicho. Mas, as tais lagartas me causam um certo temor. Eu não gosto de vê-las, não tenho coragem de pegar... Sou, entretanto, apaixonada pelas borboletas.
E eu andava pensando em tantas e tantas mudanças que tem acontecido em minha vida nos últimos tempos.
Passei um tempo lagarta. E passei um outro tempão no casulo, sofrendo minha Metamorfose...
Enclausurada em mim mesma, eu passei um período em que tive minha natureza destrutiva morta para surgir com uma nova natureza mais livre e mais bela. Não no sentido físico, mas no coração.
Agora, estou numa outra fase, já alçando novos voos, depois de haver ficado um bom tempo de cabeça para baixo esperando os meus fluidos migrarem do meu corpo para as asas que ganhei.

É tempo de eu provar o néctar das flores, ao invés de ficar apenas caminhando de folha em folha devorando tudo o que via pela frente no afã de lutar por minha sobrevivência emocional.

Eu devorava a vida. Sim, a vida!!!

Era assim, como quem passou um longo tempo de muita fome e vê um banquete em sua frente e não pode se controlar.

Eu só queria saber de viver, amar e ver tudo o que havia pela frente. E a vida tratou de ser totalmente aberta para mim.

Só que o tempo da mudança chegou. Assim como chega para todas as lagartas - ainda que elas não queiram - eu tive de parar. Eu não escolhi parar. Mas, tive de fazê-lo porque o casulo foi se formando em torno de mim.

E eu me calei. E eu fiquei tão quietinha. Só pensando naquilo que eu estava passando, naquilo que estava sentindo, querendo por tudo ficar ali, só pensando no que acontecia, com o desejo de que ao saber, de fato, o que se passava, a dor poderia passar, fazendo da escrita um voz muda...

Cheguei a pensar que eu estava condenada a senti-la para sempre. Como alguém que, mergulhado nas ondas gigantescas, não consegue ver a margem logo ali.

Confesso que eu tive uma ajudinha com a qual eu não contava e que ficou o tempo todo por perto só esperando que eu saísse do casulo, acreditando que eu seria uma bela Borboleta, mesmo sem poder ver, de fato, o ser em que me tornaria. Eu disse a ele que não sabia como eu era. Que eu me achava incompleta, que não podia dar menos que tudo de mim. Mas, acreditou que eu seria, ao menos, uma boa companhia. Que eu era algo além do que eu mesma imaginava que seria.

Pacientemente viu uma criatura toda amassada e disforme sair de seu esconderijo. Sem que me ajudasse a sair, sabia que eu precisava daquele esforço para que minhas asas ficassem fortes.

E compreendeu que precisava ficar um tempinho ali, de cabeça para baixo, esperando minhas asas se abrirem.

Eu já estava pronta para voar. Mas, estava com medo. Muito medo de cair. Medo do vento. Medo das cores. Medo, medo, medo...

E ouvi sua voz dizer que não precisava ter medo. Que estava ali e que seu abraço me guardaria. Que eu seria feliz...

Meu Bem... Hoje eu lhe disse que estava feliz. Muito feliz.

Confesso: A felicidade me dá medo. Essa assim que meu coração está provando agora. Porque, você sabe, eu tenho um medo danado do amanhã. Por isso sempre lhe disse que não gosto de fazer planos. Não gosto.

Mas, você tem me dado coragem para acreditar que um futuro pode ser possível. Eu carrego comigo sempre e sempre uma dorzinha fina aqui dentro de mim. Que não sabe bem porque é.

Entretanto, eu acho que é mesmo medo de ficar só.

Esse medinho vai morrer junto comigo. E sei o dano que pode fazer a você e a mim. Espero que seu companheirismo - até agora sempre muito presente - não se dê por vencido na árdua tarefa de me fazer entender que você está aqui. Mesmo quando não está.

Só quero que saiba que é em meu coração que mora. Lá dentro.

Obrigada por me dar a mão. E por não desistir de mim, mesmo quando eu parecia perdida em mim mesma. Mesmo quando o meu silêncio, por um momento, puderam calar até mesmo um pouquinho das canções que habitavam meu mundo.

Você trouxe música, poesia, calma e doçura. Chegou assim, com tanta gentileza e tão leve, que acho que quem me fez voar pelo meu caminho foi você. Não as minhas asas.

E a Rosa tinha razão: Quem quer conhecer borboletas tem de suportar lagartas.

Obrigada por me suportar. Ainda que saiba que, como Metamorfose Ambulante, estou sujeita a parar em alguns lugares pelo caminho para entrar ali... Num casulo.

Seria pedir demais que continue comigo? Seria muito pedir que, de tempos em tempos tenha de suportar minhas "lagartices" sempre com a esperança de que outras e outras Borboletas surjam em mim?

Amo. Amo tanto!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sumiço por uma excelente causa e por uma não tão boa também... Estou sem internet em casa... Então, paciência, paciência para vencer a tal síndrome de abstinência, né povo????
Saudades de todos, todos mesmo!
Beijos enoooooooooooormes!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Só para você...


"Para!" Eu lhe disse.
"Para com isso!" Mais uma vez.

É porque eu descobri por entre os sons de minhas palavras, aquilo que eu não queria acreditar: Amo você!
Quando eu senti as lágrimas marejarem meus olhos, e as palavras ficaram presas na garganta, o desespero me fez entender que viver sem você vai ser muito mais difícil do que eu poderia imaginar.

Então, só para constar: "Pode parar"!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Carta ao Pai


"Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o Senhor tem feito por eles.
Com efeito, grandes coisas fez o Senhor, por nós; por isso estamos alegres.
Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes do Neguebe.
Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.
Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes".


Salmo 126


Não, Pai. Não foi porque o Senhor resolveu mudar a minha sorte que eu estou agora escrevendo estas linhas. Sempre - o tempo todo - falei com o Senhor. E o Senhor jamais se calou. Nunca ficou em silêncio, mesmo quando eu mereci.
Nos momentos em que o mundo se aquietava, Sua voz sempre se fazia ouvir. E eu, muito mal criada, muitas vezes dizia que era coisa da minha cabeça. Que eu estava ficando louca. Mas logo o Senhor me dava provas e mais provas de que não era eu.
Tenho medo do meu coração. Muito medo. Porque sei que a Sua Palavra tem razão quando diz que ele é muito enganoso.
Meus caminhos foram longos, mas já faz tempo que o Senhor não me deixa caminhar de tanta dor que eu sentia.
Só que agora eu não saio mais dos Seus braços. Porque não estou só ao Seu lado. Estou dentro do Senhor. Em Cristo.
Mesmo quando eu fui horrenda e caí em total desgraça, foi aí que a Sua Graça se fez mais presente. Todos os dias eu me lembrava do velhinho dizendo "quanto pió, mió"!
Eu aprendi, nesse tempo, o que é, de fato, a dialética. Só posso ter Graça se não a tiver. Só posso ter Misericórdia se precisar dela. Porque o Senhor dá tudo abundantemente - mas é tudo na medida certa.
Senti uma das piores dores da minha existência. E tive de fechar portas atrás de mim, sendo que uma delas o Senhor não me permitiu abrir para sair. Ainda bem.
A outra eu tive de abrir. E fechar. E me contorcer de dor por dentro. Pensei que iria morrer. Mas, eu sempre confiei – mesmo no meu desespero – que o Senhor faz o melhor.
Sua vontade é boa, perfeita e agradável. Mas, esquecemo-nos de que é ao Senhor. Ao cabo de tudo, é bom para nós também.
Não é fácil, entretanto.
Jamais me senti abandonada. Jamais. E o Senhor sabe disso. Quantas vezes ficamos juntos, não é? Só nós dois. Ainda que com outros ao meu redor. Estava o tempo todo com o Senhor.
Agradeço por TODOS os momentos. TODOS. Pelo desespero, pelo choro, pelos muuuuuuuuuuuuitos risos e abraços. Por tanto carinho.
Agradeço pelos irmãos que o Senhor colocou no meu caminho. Nunca faltou um ombro para que eu chorasse, tampouco mãos para enxugar as minhas lágrimas e palavras para me fazer sorrir.
Foi tudo muito bom. Ainda é. Tenho medo das chacoalhadas que o Senhor dá, mas, mesmo elas foram boas.
Estou como quem sonha. Acordada. E acho que o que vem por aí vai me fazer sonhar muito mais.
Não. Não estou nas nuvens. Estou no Seu colo. E não estou mais no canto da sala.
Obrigada. Mesmo. Acho que palavra alguma pode expressar. E eu fico até envergonhada em dizer qualquer coisa, pois sei que tudo o que eu falar, mesmo que todas as mais belas palavras fossem ditas, não fariam justiça ao Seu Nome. Mesmo porque, o Senhor, em absoluto, não precisa delas.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tu...


És um encanto suave como uma brisa cálida de primavera recém-chegada, e um silêncio doce de águas calmas.

És uma palavra certa no exato momento de existir, e o conforto de música terna de um singelo amanhã.

És o som de folhas ao vento da chuva que se aproxima, e o abrigo do frio de minha alma.

És o abraço suave, quente e macio, e o beijo doce de um amor que apaga os amargores cotidianos.

És um sorriso terno que aquieta as labaredas do meu viver, e o olhar limpo e claro que desvenda todas as minhas dores.

És a voz tão gentil como o toque do sol das manhãs quentes e azuis, e tantos carinhos que não cabem em si.

És o que és. E nada mais. E isto, por si só já me faz abrir um sorriso enorme. Dentro do coração

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Na Roça




Era mesmo TPM... Mas as saudades permanecem - não é sem motivo que o Post que inaugurou este Blog se chama Maria da Saudade.

E hoje amanheceu mais um lindo dia azul. E gosto até quando venho trabalhar de ônibus porque eu não me preocupo com o trânsito, então posso ver tudo, tudinho.

Eu estou de volta à casa dos meus pais, que moram numa cidade satélite aqui do Distrito Federal.Para mim, é a cidade mais linda da região. Faz um friozinho gostoso por lá, e é cercada de lindíssimas paisagens.

Meus olhos jamais se cansaram de ver.

Mas, durante o trajeto para o trabalho, passamos pelo Torto, uma baixada pela qual se passa e onde há a propriedade que um dia foi do meu avô materno, e onde fica também o Córrego do Torto que desemboca no Lago Paranoá.

Eis que passando por lá, vejo aquele riozinho e sinto um cheirinho de mato, de cerrado... E as saudades me inundaram como se a chuva fizesse uma tromba d'água naquele vale cujo sol ainda nem havia tocado. Fui, junto com minhas lembranças, transportada para o sítio que tínhamos em uma outra cidadezinha das redondezas.
A casa era simples. O chão era de cimento queimado com vermelhão. Quando compramos a propriedade - eu me lembro bem - ainda não havia energia elétrica. E havia um cavalo lindíssimo que ninguém havia conseguido domar, por isso foi deixado lá.
Abaixo, após o quintal, ficava o curral. E lá no fundo da propriedade - mas não muito longe da casa - ficava a residência do caseiro e o córrego que passava quase nos fundos dessa casa.

Indo caminho adentro, ficava o pomar bem próximo à mata ciliar e pertinho de uma nascente de águas azuis. Mais acima a plantação de abóbora, mandioca, milho, etc.

Voltando à casa, eu ainda me lembro do cheiro daquela construção e seu telhado sem forro. E do som de metal que fazia o catavento. E do barulho peculiar do vento batendo na copa do pinheiro que ficava no portão de entrada da casa.

Aquela passagem de ônibus me comprou outra muito mais valiosa por um tempo que só volta agora dentro de mim.

Voltam as sensações do banho nas águas verdinhas do córrego. Voltam na lembrança da minha mãe lavando a roupa perto da gente, enquanto brincávamos. Voltam ouvindo a cachoeira e a roda d'água. E no tempo que eu passava na pedra ouvindo o silêncio das águas e do mato.

O passado morava no mistério da curva do rio que eu nunca tive coragem de dobrar. E naquela borboleta enorme e azul que todos os dias vinha me espiar.

Meus olhos tinham um horizonte de montes e céus para descansar. E repousavam, lá da rede, naqueles verdes de milhares de matizes que coloriam os arredores.

Eu ainda posso escutar nossas risadas de crianças, e os sons dos nossos pés correndo apressados para todos os lugares daquele sítio.

O cheiro da resina da mutamba. O sabor das mangas. O perfume das limas. O cheiro da palha do milho e da pamonha quentinha. O leite ferrado com matruz... Ah... Aquela cozinha! E o seu fogão à lenha de vermelhão!!! A cinza misturada com água para as panelas não ficarem pretas!

Aquele quentinho gostoso durante o frio de junho.

A fogueira de junho!!! Que maravilha!!! Histórias e mais histórias... O rosto quente e as costas frias - Hehehehehehehe!!!

Os vagalumes! Como é que a gente conseguia pegá-los naquela imensidão, sendo tão pequeninos? Há coisas que, definitivamente, só crianças sabem fazer.

E o curral? Meu Deus! O curral! Os bezerrinhos tão molinhos e encolhidinhos. Ou de focinhos amarrados aos pés das suas mães para que a gente lhes roubasse um pouco do seu leitinho! Tadinhos!!!

E a fumacinha saindo das canecas de leite morninho...

Os passeios à cavalo... Era quando ir sem rumo para lugar nenhum era maravilhoso. Os pocotós eram divinas melodias que eu parava só para ouvir um canto de pássaro diferente...

Como é que a saudade pode me abandonar? São tantas coisas maravilhosas para lembrar.

Mas, o que eu queria mesmo era que, nesse dia tão azul, o tempo voltasse só por um dia no meu sítio. Só para eu ouvir novamente aqueles sons, sentir aqueles cheiros e ver aquela beleza... E provar os sabores que só havia ali, misturados aos outros sentidos da minha vida.

Naquele tempo a única razão que eu tinha para viver era a própria vida. Nada mais. Então tudo aquilo me bastava.

Acredito que foi por isso que hoje o Torto me levou água abaixo para dentro de mim mesma. Será que nunca mais a única razão para viver será a minha própria vida?

Sei que não há caminho de volta pelos caminhos da existência que se cimentam em tantas outras. Sei que elas estarão conosco para sempre e sempre. Sei que os afazeres me consumirão dias e dias. Sei que a trajetória é longa. Sei que cansa.

Mas, foi preciso apenas um átimo de segundo para eu viver anos e anos novamente. E... Sabem? Meu corpo ainda está fresquinho daquele mergulho, daquele vento e daquele aroma...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

TPM?????????

Estava aqui ouvindo umas musiquinhas, e me bateu uma saudade não sei do que, de quem, nem de onde, e nem sei o porque.
Um aperto no coração... Nada bom.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Homenagem...

Hoje eu fui homenageada por minha amiga Juju-Xuxu, que colocou uma linda foto minha tomando sol na praia!!! Hehehehehehe!!!
Maria-Farinha é como sou - solenemente - conhecida agora! (E a Juju também)
Só porque ela já nasceu afortunada com uma pele incrível e morena... Ela faz essas coisas comigo!
Ô Ju... É o seguinte: Como sinto saudades de nossas risadas. Nem sei como é que conseguíamos trabalhar...
Beijoooooooo!!!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Num dia azul...


...E foi assim que, num dia azul, eu acordei num quarto escuro... Sem qualquer vontade de levantar para sentir o cheiro da manhã.

Eu só queria continuar de olhos fechados, aquecida por meu cobertor, fingindo ser ele o seu corpo encostadinho nas minhas costas, e as minhas almofadas eram seus braços me envolvendo num abraço terno e demorado de uma noite inteira.

Mas, tive de me levantar, porque o dia me chamou, berrando nos meus ouvidos que você não estava comigo ali. E o cotidiano me puxou pelos braços gritando que a vida tem de ser mais que uma caminha macia...

Saí por uma estrada de cidade, tão descolorida... Porém, ela é ladeada pelo verde da vida que explode em cada canto do verão fresco e azul que se levantou, num sorriso de sol que se escondeu durante dias nas chuvas que o preparavam.

Elas foram o casulo desses dias... E as nuvens negras revelaram o lago de profundo azul... Onde eu não posso agora estar à beira ouvindo o silêncio de Cecília...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


Antes de qualquer coisa, eu só quero dizer que morri de saudade de todos vocês daqui ó, dessa Blogolândia maravilhosa!!! Acontece que tirei duas semaninhas de merecidíssimo descanso. Passei a primeira semana dodoi - porque, afinal de contas, o corpo também sente essa loucura que foi o meu fim de ano - e a segunda dormindo muito e "curtindo" uma reforma bacana na minha casa, ou melhor, na casa dos meus pais.

Meu quarto ficou pronto - e lindo! - e as coisas estão começando a entrar nos eixos, assim como a minha vidinha...

Então, como tudo está novinho, novinho - inclusive o ano - eu aproveito para deixar um abraço e muitas beijocas aos meus companheiros de "viagem" virtual. E desejar-lhes um excelente ano novo, cheio de muuuuuuuuuuuuuuitas realizações. Que vocês realizem todos os seus sonhos e desejos. E que, quando eles forem todos realizados, ainda sobre tempo para sonhar novos sonhos e desejar novas coisas...

E que suas vidas sigam seus cursos: Que vocês tenham muito trabalho e que valorizem cada dia dele. E que, mesmo aquilo que não foi conquistado com muito esforço seja valorizado por vocês.

Que vocês encontrem muitos sorrisos. E que eles sejam todos - ou quase todos -muito sinceros.

Que achem forças para rir de suas próprias tristezas, e que seus corações batam forte por pequenina que seja a emoção.

Que neste ano que se inicia, a verdade seja seu maior amor. E que o que vocês são tenha mais valor do que o que vocês tem.

Nunca, jamais e em tempo algum percam de vista um fato que não muda na vida: O que temos, se perdermos, podemos reconquistar com trabalho. Mas, o que somos, uma vez perdido, não é possível retomar.

A vida é muito preciosa para ser desperdiçada. Que a sua vida seja mais importante do que a vida do seu semelhante - da qual você pode compartilhar, mas sem aquela liberdade excessiva e permissiva, mesmo porque, ela não é sua e você não pode resolver problemas que não são seus, apesar de poder, sim, chorar com o outro.

Que você veja brilhar muitos sóis. E que veja milhares de pinguinhos de chuva.

Que você sinta muito calor e sue muito para desentoxicar... E que sinta um frio danado e tenha como se aquecer... De preferência com um abraço apertado e aconchegante.

Bom... Em suma, que a vida, neste 2010 novinho, novinho, seja uma estrada aberta e de longa caminhada... E tomara que você não se canse dela rápido. Só lá no dia 31 de dezembro!

Beijooooooooo!!!


PS.: Quero mandar megabeijos muito especiais à Linda Elisa, minha parenta distante - linda, sensível, honesta e uma mãe e esposa maravilhosa; à Adri, minha carioixca maravilhosa, radiante e sábia; Claudinha, aquela Fufuquinha de gente mais amadinha do mundo; ao Rafa Pimenta - o ardido mais agradável do Universo inteiro, cheio de histórias para contar, de lugares para ver e comentários espetaculares; à Gabi lá do além mar... Essa Portuga fofíssima, tão genuína e sensível, sempre me dando uma força com sua gentileza e sua sutil e forte presença... Desculpe se esqueci alguém... Não foi por querer!

Ah! E aos anônimos, nem tão anônimos assim, que sempre estiveram por aqui, meus agradecimentos por perderem seu valioso tempo com uma pessoa assim-assim como eu...

Beijo enooooooooooooooooorme em vocês!!!

Tudo de melhor, gente linda!