domingo, 8 de maio de 2011




Eu poderia, filha, versar sobre os profundos atributos das mães. Fatos importantes que me fazem lembrar o quão elevada é a figura materna. Ainda mais agora que faço parte do time.
Sei lá... Às vezes eu sinto que as palavras fugiram de mim nos momentos em que tento escrever novamente depois que você surgiu. E, noutros tantos, eu mergulho nos meus infinitos sentimentos e as palavras me enchem e preenchem como se eu fosse uma esponja.
Quando, entretanto, respiro fundo para liberar a inspiração você me chama, daí eu sou só sua. E, sabe, minha linda, as palavras são muito ciumentas. Não admitem que você não lhes dê atenção. Ou se é toda delas, ou elas simplesmente vão embora. Assim, assim, sabe como é?
Ah, logo saberá!!!
Descobri muitas coisas sobre você, minha pequena. E foi você quem me ensinou - e ensina - todos os dias, horas e minutos.
Sabe, minha querida, no dia 14 fará um ano que eu descobri que você chegaria. Foi estranho. Era êxtase - mais que alegria - e medo juntos.
Meu corpo se transformou todo - eu me ache liiiiiiiiiiiiinda grávida - e eu só conseguia falar sobre você e imaginar como seria em todos os aspectos.
Para você tudo! Tudo de melhor: Coisas e pessoas. Então, você chegou, depois de tanto tempo de espera.
Para mim foi como uma eternidade.
Linda, linda!!! Não é exagero de mãe. Você nasceu maravilhosa!!!
A lembrança daquele momento ainda é vívida na minha mente e em meu coração. Novamente o êxtase misturado com medo, e eu ouvi, antes do seu choro o riso do seu pai que via e filmava o momento mais sublime de nossas vidas. Seu primeiro chorinho - curto - me fez chorar junto como você. Não pude conter as lágrimas. Elas inundavam meu rosto e, aos soluços, eu pude ver seu rostinho pela primeira vez. Seus olhos bem abertos, ainda sujinha, e eu lhe dei um beijinho na testa e saudei: "Oi neném! É a mamãe!"
Tão macia, mas tão macia e quentinha... Logo levaram você e aquele momento me pareceu apenas um átimo de segundo, ao tempo que me pareceu eterno...
Só pude ouvir seu choro ao longe, louca para saber o que estava acontecendo. Seu pai logo se encarregou de me trazer notícias suas e, para alívio meu, logo estávamos juntas.
O tempo passou. E estamos aqui, 4 meses depois pensando sobre o que escrever a respeito do fato de ser mãe.
Como eu disse, eu aprendo todos os dias com você, mais do que eu posso ensinar.
Seu sorriso me diz muito, tudo, absolutamente tudo.
E seu choro - que antes me desesperava - hoje me faz agir, calar, falar...
Não há mais dor tão profunda em mim do que as suas, filha. As minhas se desfazem perto de você, porque tudo de mim é voltado para a sua felicidade.
Desde já eu sei que você experimenta frustrações, sem entender ainda, está sendo educada por mim e pelo seu pai.
Todas as vezes que você chora no bebê conforto porque não gosta de ficar presa ao cinto, meu coração dói porque eu queria mesmo era levar você no colo. Prefiro, entretanto, ouvir seu choro do que ver você ferida.
Muitas vezes você quer ficar aconchegada no meu peito - me fazendo de chupetinha - , mas eu tenho de tirar você dali, porque daqui a poucos meses você não me terá totalmente disponível para você como agora.
Além do que, você pode passar mal de tanto leite que engole, né gulosa??? Hehehehehe!!!
Não há um só momento do meu dia, da minha noite, do sono, que eu não pense em você, minha flor!
Como eu amo seu cheirinho, como acho lindo seu sorriso, como você enche minha existência da maior doçura que alguém pode provar.
Uma vez ouvi alguém dizer que mãe não ama, tem sentimento de posse. Na época até parei para pensar a respeito e concluí que poderia estar certo.
Hoje eu discordo inteiramente. Eu amo você de todo o meu coração. E quero que seja feliz, mesmo que para isso eu tenha de magoar você algumas vezes.
Nossa adaptação foi muito difícil, não foi?
Alimentar você me doia demais, eu eu fui tomada, muitas e muitas vezes, de muita tristeza - resultado da maluquice hormonal que se segue ao parto.
Tinha verdadeiro desespero por não conseguir saber o que você queria me dizer.
Hoje eu já entendo seus pequeninos gestos e posso atender às suas solicitações.
Cada conquista sua é uma felicidade imensa para mim. E uma vitória inquestionável para você. E isto me faz realizada.
Sabe, minha pequenininha, você é um presente enorme que Deus me deu. E escolheu para isto um homem maravilhoso para ser seu pai, e meu melhor amigo e companheiro, além de ser meu amor.
Você só podia ser esta maravilha!!! Há muito amor em você. Muito carinho, muito respeito, amizade.
Mas, como seu pai mesmo costuma dizer, nós agora estamos em segundo plano. Você vem antes de tudo.
Sei que o tempo passará, e que você terá de seguir o seu caminho e nós o nosso. Por isso mesmo é que já pensamos no seu futuro, e o estamos preparando com muito carinho e trabalho.
Bom, minha linda, isso tudo que eu disse, é muito pouco perto do que eu sinto hoje como SUA MÃE.
Daqui poucas horas será o Dia das Mães. Mas, sabe meu bem, eu acho que esse dia é mais para celebrar o milagre de você existir do que do milagre de saber quem sou. Mesmo porque, agora, tudo o que eu sou importa pouco perto de fazer você ser um ser humano digno e forte o bastante para enfrentar a vida que se ergue diante de nós. Você é meu milagre. E é ele que eu celebro hoje.
Todos os dias, em êxtase e medo. Enfim, acho que ser mãe deve ser bem isso aí... Eu acho...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Licença Poética


Uma pausa para uma licença poética... E linda, linda, linda... Cheirosa como uma flor, macia como uma pétala de rosa e de amor desmedido...
Volto logo, quando ela se der conta de que já saiu de dentro de mim!!!
Beijos!!!