sábado, 8 de agosto de 2015

Aos Pais!!!

       

 Casei-me bem jovem da primeira vez. Passei nove anos e meio casada. Nos primeiros momentos e anos, sim, pensei que seria mãe logo. A pessoinha tinha até nome escolhido. Minha mãe sonhava com isso. E eu também. Mas, ausências e tratamentos nada cordiais comigo fizeram com que o sonho se calasse dentro de mim em pouco tempo. E, confesso que o comodismo e a praticidade de não se ter filhos falaram mais alto. E, também, ao pensar que criaria minha cria praticamente sozinha por uma boa parte da semana e relativamente longe da família me desanimavam mais ainda.
      Sempre tive a noção de que meu pai, mesmo longe da gente, trabalhando infindáveis horas por dia e viajando muito, era muito presente. Primeiro porque todos os dias, sem falta, ele ligava pra saber como havia sido a manhã na escola, se eu já havia almoçado, se tinha dever de casa... O que eu havia comido. Mais tarde, se não houvesse reunião, ligava outra vez. Segundo, porque logo entendi que o tempo em que estava fora trabalhando era tempo meu: para me dar comida, escola, roupas, casa confortável, viagens... Terceiro porque sempre senti tanta alegria quando ele estava por perto!
       Não acho que seja a presença física da pessoa signifique que ela está presente. Muitas vezes ela estar ali pode trazer mais solidão do que se imagina. Era assim que eu me sentia. E eu queria, no mínimo, um pai como o meu para os meus filhos. E eu sabia intimamente, que não teria isso.
Mas, confesso que não sentia falta da maternidade, era algo que não me incomodava, em absoluto.            Com relação a isso eu era muito bem resolvida. Acho até que o motivo disso é que sou uma pessoa que quando decide algo, não volta muito atrás para rever essa decisão.
       O fato é que o tempo passou e, separada e perto dos 30 anos, eu me vi com vontade de ser mãe outra vez. Nasceu assim, devagarinho e eu, nada acostumada a fazer isso, voltei no tempo e resgatei o desejo que engavetei com tanto cuidado. E outro sonho chegou: o de dar um pai para a minha vontade adormecida. Não procurava por ele, mas ele me achou!!!
      E, surpreendentemente, eu achei um amigo, um marido e um pai, quase tudo ao mesmo tempo!!! E nasceu Sofia... E muitos sentimentos nasceram junto: amor incondicional, expectativas de futuro, medo, coragem, neuras... E muita, muita gratidão.
      Tudo isso aí só pra dizer que sou grata a Deus pelo pai que me deu, um pai espetacular, carinhoso, de carinha às vezes rabugenta, mas de coração super mole, o pai provedor, o pai trabalhador, o exemplo. E o avô que já surgiu com meu primeiro sobrinho há 27 anos e que foi se aperfeiçoando com o passar dos anos e hoje é o xodó da minha pequena. E sou grata a Deus pelo marido que eu ganhei que primeiro foi o amigo – e ainda é meu melhor amigo –, meu amor, meu namorado e o pai que superou meus sonhos e expectativas. O pai que brinca, o pai presente, paciente, orgulhoso, lindo, dedicado a dar o melhor, o pai trabalhador – ops... com o trabalho dos sonhos de qualquer mortal – o pai que fala fino pra ser a amiga da Barbie, o pai que conserta tudo, o pai que supera suas próprias dificuldades pela família. O pai que é excelente filho, o pai que é o irmão maravilhoso. Aquele que é admirado por todos os que o conhecem.
       Nesse dia dos pais, quero parabenizar a todos os pais por tudo o que são. Pelos exemplos incontáveis de amor e dedicação, pela vontade de serem sempre melhores. Deus colocou sobre vocês uma grande responsabilidade: A de espelharem a Ele mesmo. Saibam que tudo quanto fazem dará aos seus filhos a perspectiva de quem é Deus. O meu pai me ofereceu a noção de um Deus justo, mas também compassivo, bondoso, amigo, leal, misericordioso e cheio de Graça. E minha filha – pela Graça de Deus – terá a mesma noção, tenho certeza!!!
       A vocês, queridos, minha honrosa gratidão!!! Aos avós que tive, aos tios queridos , meus primos que são pais, meus amigos, ao meu pai, meu marido, enfim, a todos aqueles que têm a responsabilidade de formar seres humanos com caráter firme.

    Feliz dia dos pais!!!

Um comentário:

Paulo Gadelha disse...

Obrigado, meu amor, pelas palavras. É fácil ser tudo isso aí que você disse quando se tem presente o amor... E é isso que me faz tentar ser melhor a cada dia, é isso que sinto ao seu lado, nos seus atos, gestos e palavras. E obrigado por essa experiência maravilhosa que você me proporcionou: ter me tornado pai.