domingo, 23 de agosto de 2009

Sopra!!!


Ventos de mudanças começam a soprar na minha vida... Novamente...
Quando isto aconteceu há mais de um ano atrás, eu não tinha ideia do que aconteceria. Então, eu fiquei muito tranquila.
Mas, a brisa subitamente se transformou num furacão. E eu não fazia ideia do que aconteceria.
E minha vida foi sacudida como o vento violento sacode uma árvore de seu apego à terra.
Todos os meus frutos foram derrubados de meus galhos e as folhas todas que estavam secas, caíram e forraram o chão.
Parte de minhas raízes foram expostas e eu quase morri.
Mas, sabe? Apesar de tudo foi tão bom...
Não houve um só dia em que eu pensei que era infeliz. E nunca, jamais em tempo algum eu tive dúvidas de que essas mudanças viriam e que eram necessárias e de que elas me fortaleceriam demais.
Foi o meu Big-Bang.
Dizem que o Big-Bang aconteceu quando uma partícula minúscula tornou-se densa demais para caber em si mesma. Então, ela entrou em colapso e explodiu, expandindo-se naquilo que hoje acreditamos ser o Universo. Não se sabe ao certo o que ele é.
Mas, de tão gigantesco, pensam que ele ainda está em expansão. Crescendo, crescendo, crescendo...
Foi mais ou menos assim comigo. Inaugurei esta nova fase não agora. Ela foi sendo preparada há alguns anos já.
Estava para entar em um colapso. Engolindo minha solidão, engolindo minhas dores, minhas angústias, minhas alegrias, minha inteligência, minhas vontades... Tudo!!! E, Buuuuum!!! Explodi e me expandi em uma diversidade que só mesmo um Universo para comparar!
Não sabia o que era a vida, esta é a conclusão a que cheguei.
Sempre que relembro disto, eu penso no bendito Mito da Caverna... Não consigo me desvencilhar dele.
Bom, como toda a tempestade, aquela deu lugar à calmaria. E à necessidade de colocar tudo no lugar novamente. E, lá fui eu, determinada arrumar a casinha.
Gente! Estava tudo revirado dentro de mim!!! Mas, estranhamente, eu estava calma e em paz.
Deu um trabalhão daqueles!!! Mas, valeu a pena. A casa estava limpa, arejada, perfumada e sem coisa alguma que pudesse atrapalhar. Sem papéis velhos, sem traças, sem poeiras, sem cortinas - que era para deixar a luz higienizante do sol entrar - só ficou o espaço vazio para que o novo entrasse.
Porém, antes de adquirir mobília nova, eu havia decidido trancar a casa e partir para uma nova experiência: A de conhecimento e cultura.
Enquanto eu planejava, todavia, descansava no colchãozinho - única coisa que sobrou no meu coração - e algo lindo aconteceu!
Pela janela, alguém espiou. Todos os dias rondava meus pensamentos, por meio da voz tão familiar e carinhosa de uma amizade maravilhosa. Esse alguém bateu à porta, enfim. E era o sorriso mais lindo e dono da alegria mais verdadeira que já vi, e com uma vontade de me fazer feliz tão grande quanto a vontade que me inundou de fazê-lo feliz também.
Era como uma brisa suave que, às vezes, soprava mais forte balançando as folhagens produzindo aquele que é um dos sons mais lindos que se pode ouvir: A voz do amor!!!
Ah! Como dançamos naquele salão vazio!!! Esqueci que queria ir embora. Pode? Pode!!! De súbito eu arrumei tudo novamente para ser um lar dentro de mim: Tudo novo, novinho, com cheirinho de tinta nova. Milhares de flores brotaram no meu coração. E cores suaves, e milhares de risos e sorrisos, e muitas lágrimas também.
Começávamos a abrir os espaços para mais um alguém. E esses espaços só cresciam, e cresciam, e cresciam... Quando enfim, tudo estava pronto dentro de mim, eu chamei por esse alguém. Mas, não veio. E me calei em soluços tristes. Muito tristes. Porque esse alguém, eu sei, traria a completude e deixaria tudo com aquele brilho que só os olhares dos que amam tem.
Mas, o vento que um dia foi brisa, soprou como um furação.
Furação, não, porque os furacões dão sinais de que irão chegar. Os tornados, por sua vez, surgem do nada e são mais arrasadores.
Foi isso! Um tornado soprou em mim. Dentro do meu coração, no meu lar. E eu abri a porta para ele entrar, como pode?
Pois, foi o que aconteceu. E tudo o que eu havia construído... Ah!!! Nada ficou no lugar. Nada! Apenas a minha desolação...
Quando aquilo passou - tão subitamente como começou - eu olhei ao redor. Era estarrecedora a imagem...
Ainda estou juntando os destroços porque o que juntei em mim era mais do que para qualquer outro Amor. Era para O Amor.
Só que ouço um som familiar batendo à porta. Ventos de mudanças...
Emprego novo. Rotina nova. E, ao que parece, tudo está mudando novamente.
Estou com muito medo. É um som que me arrepia agora. Antes ele me fascinava e eu saía correndo para ver o que era. Agora me arrepia de medo.
Mas, eu vou em frente! Preciso fazer isto. Não deixarei o cansaço me vencer. Não vou!
Já tomei uma decisão. Elevarei a minha voz e direi ao vento, loucamente - sim, porque só loucos falam ao vento:
"Sopra!!!
Sopra que agora nada há de organizado que você possa destruir. Porque nada ficou no lugar. E o que ficou, você não leva. Eu levo comigo, onde quer que você me leve...
Sopra aí, ô!!!"

9 comentários:

Adri Polo disse...

Minha mãe diz uma coisa muito simples : o vento nos tira do lugar mas não nos quebra!

Gabrielle Avelar disse...

As mães sabem mesmo o que dizem, e tem o poder de fazer nosso medo passar, não é?
Beijo!!!

Anônimo disse...

Que é isso? você ia engravidar do seu ex? Que louca!

Gabrielle Avelar disse...

Anônimo(a)... Desculpe a indelicadeza, mas você já atingiu a linha da invazão de privacidade... E eu não gosto disto...
Eu tenho dito aqui que eu digo o que sinto, embora eu não trate de situações falando delas literalmente. Claro que as palavras dizem muita coisa... Mesmo quando não queremos.
Desculpe, de verdade. Não gostaria de ser grosseira. Contei um pouco de minha história em que o "vento" está sempre presente.
Estou ensaiando contar o que aconteceu, de fato. Mas, ainda não tive coragem para isto, confesso. E acho que vou esperar um pouco mais. Esse foi um ano difícil e muuuuuuuito fértil para meu auto-conhecimento.
Louca ou não, preciso ser grosseira novamente: É a minha vida. E eu sou mesmo um bocado louca. Desvairada!!!
Mas, sou feliz assim, e sempre pretendendo não prejudicar ninguém.
É isto!

Anônimo disse...

Viva ao invés de sonhar, baby. Acorda.

Anônimo disse...

Minha queridíssima, você fica enrolando, falando, falando, e pra bom entendedor, meia palavra basta. Procure acordar desse sonho, ele nunca quis você como você pensa. Esse amor foi só seu. Infelizmente. Mas me incomoda muito a sua ilusão. Você pensa que esse espaço é só seu, mas você só é dona das letras, os sentimentos que ele provoca nas pessoas que gostam de você, ou te amam, são delas. Nossos! è triste ver alguém que amamos perdendo um tempo precioso da juventude com ilusões. Você já viveu a ilusão, agora deixe-a para trás. Que tal?

Gabrielle Avelar disse...

Novamente terei de ser indelicada. Porque você agora, além de invadir minha privacidade, está começando a ser grosseiro(a) comigo e eu não estou, sinceramente, entendendo o motivo.
Eu acredito que as palavras são como flechas que atiramos ao esmo. Temos um alvo, um objetivo, porém jamais teremos a certeza, no momento em que as lançamos, se irão atingir o objetivo ou se alertarão o inimigo - ou os amigos!Elas, quando partem de nós, deixam de ser nossas. Tenho plena consciência disto. As letras não são minhas, tampouco. Os sentimentos sim! Todavia, os sentimentos que causarão ao outro é algo que não tenho controle mesmo.Repetirei pela milésima vez: NÃO ESTOU SONHANDO! ESTOU VIVENDO. MESMO!São só sentimentos que passarão e que eu compartilho aqui. Eu pelo menos penso que sim, torço para que isto aconteça e estou fazendo um esforço enorme para isto.
Mas, preciso, quero, tenho de desabafar!!! Não consigo mais represar. Está me fazendo muito mal... Enquanto eu tiver o que "vomitar", eu farei!!!
Se eu tivesse criado este espaço aqui antes, certamente eu teria superado outra história mais rapidamente.
Um pouco de mim é o que você está vendo.
Espero que você goste mesmo de mim. E, se gosta, que me compreenda. Não estou pedindo conselhos, embora eu os receba - mesmo sem aceitar, muitas vezes. Recebo-os com carinho. Sempre.
Mas, não me furto o direito de pensar, assim como você... E de também dizer o que penso.
Eu SOU FELIZ. E, nestes dias eu ESTOU um bocado triste. Tenho meus motivos para isto.
Tenho só a dizer, entretanto, que, como eu disse no post, estou cheia de medo. Só que eu sempre enfrentei meus medos. E um certo fantasma (não, não é o Bofe), anda rondando minha alminha...
Quanto a ele - O Bofe - eu já disse, e você também: Deixa ele. Está vivendo sua vida, e eu só posso falar de mim. Não dele. O que ele sentiu ou deixou de sentir é problema dele. Não meu.
Voltando ao assunto, eu quero mais é que este vento aí sopre!!! Sopra, sopra, e sopra, vento!!! Eu tenho medo de você... Mas, eu vou ficar, até a hora em que eu não suportar mais.
Mas, aí, já é outra história, para outro bafafá!!!
Beijos... Não se preocupe que eu não estou desperdiçando minha vida, não!
Obrigada pelo carinho... Mas, eu ando tão sensível... Dá para maneirar nos tapas? Valeu!

Anônimo disse...

Você que sabe. Não admite. Se ilude. A vida é mesmo sua.

Gabrielle Avelar disse...

Gente!!! Quer que eu admita mais o que?????
Só não diga que eu me iludo porque ninguém além de mim sabe o que eu sinto. Aí já não dá, né? Hehehehehe!!!
Mas, você tem razão... A vida é mesmo a minha. Não podem caminhar por mim.
Eu tenho de aprender. E estou tentando, já disse.
Está sendo muito difícil. Mas, eu vou conseguir, eu sei que vou.
Esse vento tem de soprar. Estou extremamente estremecida. Demais.
Com vontade de me encolher num canto do meu quarto. Mas, não posso, Graças a Deus!!!
O trabalho, sempre ele, me salvando, de alguma forma. E a escrita. São as duas ferramentas que me dão sustento. Presentes Divinos. Junto com amigos me ajudam a vencer esta nova fase.